O problema com a economia actual é que dá o mesmo valor ao dinheiro ligado directamente à produção, ao património e ao trabalho como o que dá àquele que 'nasce' na especulação.
Quando era pequena e me ensinaram o que significava o dinheiro, um meio de representar uma troca de bens reais, a coisa fez sentido para mim. Agora já não faz sentido para mim aceitar que o dinheiro que as pessoas pôem nos bancos ao fim do mês como fruto do seu trabalho tenha o mesmo peso que aquele que 'nasce' e por vezes explode todos os dias na bolsa.
A prova disso é que quando a coisa deixa de funcionar, como assistimos agora, para cobrir o buraco vai-se buscar ao património, ao trabalho e à produção.
Faz-me lembrar uma sala de aula, onde todos os alunos se concentram no trabalho tranquilamente, e de repente o irrequieto e medíocre menino Zéquinha inventa uma maneira mais 'criativa' de desenhar, e num turbilhão de atitudes animadas, todo o material dos seus colegas vai parar ao chão, tudo grita, nada se consegue salvar.
2 comentários:
Gosto deste blogue! Tem de tudo um pouco. Receitas, figueirinhas, gatos, postais, reflexões que não são nada idiotas.
Vivemos de facto numa era dominada por cabeças mal-comportadas e preguiçosas, sem grande talento para o esforço.
Como já tive ocasião de escrever neste blogue, a minha Mãe fazia questão de me chamar por vezes 'idiota', e explicava, a brincar claro, que 'idiota, como a palavra indica, é uma pessoa que tem muitas ideias'. Considero-me previlegiada de ter sido chamada 'idiota'. Mas ele há outros 'idiotas' ...
Enviar um comentário