terça-feira, 30 de junho de 2009

Quadro de rosas de Sta. Teresinha


A crítica 'mais especializada' referiu: "Estava à espera que tivesse ficado pior ..." e também " 'tá giro! ... então não 'tá ?". Estas são críticas simpáticas.
Na verdade eu própria, que o pintei, e tinha (?) possibilidade de o corrigir, considerei terminada a fase de atelier, trouxe-o para casa, e conto, como sempre, fazer alguns ajustamentos sob uma luz diferente.
A professora elogiou o trabalho, que viu evoluir nas suas aulas.
Mais umas sessões de atelier que, independentemente do resultado final, me souberam muito bem.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Monserrate


O tempo estava mais-ou-menos. Não chovia. Fomos aos travesseiros da Piriquita. Sintra.
Saímos em direcção à Regaleira. A estrada, bem estreita, tem dois sentidos. É preciso andar devagar, mas nem todos respeitam esta evidência.
Depois de passar Monserrate, numa curva em descida, afunda-se o terreno do lado direito, para lá de um muro robusto, e do terreno em declive despontam troncos esguios de árvores delicadas.
Surgiu daí o esboço para a minha próxima aposta.
Já sei que não vai sair exactamente a imagem que tenho na memória, mas já estou mais conformada com o meu traço irremediável.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Histórias de embalar


Contar histórias para adormecer crianças requer algum engenho. Modéstia à parte, acho que no meu tempo descobri a solução: manter a luz baixinha ou mesmo desligada, recostar-me ao pé da cama e inventar a história. Inconveniente: na próxima noite a mãe vai ter de se lembrar do que inventou, de preferência com pormenores, não só no tema mas também na construção das frases que mais encantaram o filhote.
Foi assim com a história de "O Caranguejo Timóteo". Era um caranguejo que andava pela praia e encontrava, um após outro, muitos amiguinhos com nomes improváveis e em situações surpreendentes, de preferência divertidas e carinhosas. As mesmas durante algumas noites seguidas. A fazerem sorrir e com algum ram-ram para chamar o sono.
Tenho pena de não ter tomado nota.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Cinco estrelas


Não consigo bem relacioná-la com aquela espécie de amuleto do tamanho de uma medalha que ela era quando o filhote-de-dono a comprou.
Ontem passou por mim em passo decidido. Já só se esconde se houver um movimento brusco, ou quando trago papel de cozinha para a secar da água que traz a pingar quando sai do seu aquário.
Espantava-me que ela soubesse sair da água pela rampa (na verdade ainda se atira de vez em quando pelo lado errado), mas agora passeia-se em casa como se estivesse a inspeccionar.
Passou por mim e deu uma volta à roda do sofá, voltou ao ponto de partida, foi à varanda tomar banho, e comer, e regressou para o seu "quarto".
Por esta não estava nada à espera. Ser hotel e spa de tartaruga.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Joni Mitchell - 'The Circle Game'

Desde ontem que ando com este refrão na cabeça. É entontecedor se se conhecer a música. Como poema, reflecte os estádios da vida.
Já me apanho a dizer 'Quem me dera ser mais jovem e saber o que sei hoje...'. Na vida, se estivermos atentos e Deus nos der essa sorte, podemos aprender muita coisa. E se a saúde não falhar, e a família e os amigos nos acompanharem, podemos com a idade chegar a um patamar de alguma serenidade reconfortante.
"(...)
And the seasons they go round and round
And the painted ponies go up and down
We're captive on the carousel of time
We can't return we can only look
Behind from where we came
And go round and round and round
In the circle game.
(...)"

terça-feira, 16 de junho de 2009

Está lá ?

Neste blog compenso um pouco as minhas tentativas reprimidas de telefonar aos meus amigos e família. Tenho muitas vezes vontade de lhes telefonar, por tudo e por nada, mas sei que na maior parte das vezes não será oportuno. Na maior parte das vezes nem sequer tenho nada de especial para lhes dizer, só me apetece ouvir as suas vozes e as suas histórias.
Talvez seja também um desejo egoísta de que não me esqueçam, e que me dêem algum cantinho importante nas suas vidas.
Também pode ser que embora eu não fale muito, e normalmente não saiba o que se passa, sou na realidade uma bisbilhoteira em potencial.
Não sou nada o tipo de pessoa que passa muito tempo a falar ao telefone, mas confesso que gostava.
Bem, por este meio satisfaço o meu lado do prazer de uma conversa telefónica.
Considerem-se "telefonados".

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Caipirinha, para o nº 100

Fui às compras e vi aquelas limas verdinhas, casca vidrada brilhante, e apeteceu-me uma caipirinha.
Acho que poucas bebi, e que me pareceu uma bebida bem forte, mas também muito fresquinha !
Procurei uma receita no http://www.petiscos.com/, e encontrei uma que mistura duas limas cortadas em rodelas fininhas dentro de um copo baixo, esmagadas com duas colheres de sopa de açucar, que pode ser amarelo, um decilitro de aguardente de cana, ou cachaça, e muito gelo picado.
Usem copos baixos, largos, e duas meias-palhinhas por copo.
Saúde !

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Singing in the rain


Aqueles são os seus domínios.
E os que, como eu, pensavam que ela pressentindo a chuva se escondia dentro de casa, ou mergulhava no abrigo do seu aquário, desenganem-se. Uma chuvinha meia estação, com uma simpática temperatura, leva-a a passear-se pela varanda, fugindo das goteiras mas apreciando os salpicos mais leves.
Escolhe a zona onde fica exposta às gotas mais apetecíveis, e se soubesse sorrir, decerto essa era a expressão que exibiria nesta manhã de final de Primavera.
Talvez até soltasse uns assobios e uns trá-lá-lá.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Eu não disse ?


Eu bem disse que ela é arraçada de animal doméstico, desta vez talvez de gato.
Apanhámo-la em atitudes de alpinista. Não é a primeira vez. Sai do seu aquário pelo lado errado e vai subindo os vasos que estão empilhados desse lado.
Vai de vaso em vaso até uma situação de arrojado equilíbrio.
Não sabemos se faz isso quando não estamos lá para a ir 'salvar' de uma queda de alguns centímetros valentes.
Talvez tenha saudades dos voos que fez da varanda abaixo ...

terça-feira, 2 de junho de 2009

Vinte e tal anos de convívio

Marquei hora para pintar o cabelo. Quando entrei no cabeleireiro quem me esperava estava a lavar o cabelo a outra cliente e disparou:
-"Mandem essa senhora despir-se !"
Passei junto da minha comadre, que também estava no cabeleireiro a arranjar os pés, e ela incentivou-me, com um sorriso travesso:
-"Olha, aproveita. Na nossa idade, não é todos os dias que nos mandam despir ..."
Gargalhada geral, justificações cada vez mais bizarras, mais sorrisos e gargalhadas.
Há mais de vinte anos que passo de vez em quando uma horinha de relax e boa-disposição naquele cabeleireiro, com aquelas raparigas de feitio tranquilo e bem-humorado.
E só há pouco tempo comecei a ter de pintar o cabelo ...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sonho de voar

Cheguei de madrugada à estação. Éramos três gatos pingados à espera de um comboio que iria aparecer mais tarde praticamente vazio.
Só se ouviam os chamamentos das rolas. E foi aí que observei os seus voos desencontrados.
A que chama de cá ouve o chamamento da que está lá. A de cá voa para lá, e a outra voa para cá, provavelmente respondendo ao chamamento. Não se assiste a qualquer encontro a meio do percurso em voo, para se acompanharem a um destino comum. É como se tivessem planos de voo definidos a partir do momento do chamamento e não os pudessem reformular. Não são como os humanos, que se encontram a meio do caminho e se acompanham daí para a frente.
Por este andar, a probabilidade de se encontrarem é baixa. Mas existe ! Porque também se vêem pares de rolas a partir e a chegar em conjunto.
Voar é um sonho do homem, mas pode ter as suas particularidades.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Bailarina pela manhã

Ela ensaiava um saltitar de bailarina, nas pontinhas dos minúsculos ténis cor-de-rosa.
Àquela hora fresquinha da manhã, demorava-se distraída com a beleza da sua própria habilidade, enquanto a mãe a puxava pacientemente pela mão, transportando-lhe a mochila.
Provavelmente pela tardinha, depois de umas longas horas de habilidades e descobertas, vai regressar adormecida, a mãe transportando-a a tiracolo, as duas cansadas mas felizes.
Fazem-me sorrir estes seres pequeninos.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Trabalho de equipa

Há situações em que o trabalho de equipa é vital.
Não estou a falar do trabalho, estou a falar da vida.
Esta manhã, no comboio, nos lugares reservados sentavam-se três cegos e uma acompanhante. Pelo que percebi a acompanhante era Mãe da jovem invisual. A jovem teria cegado há pouco tempo, o invisual mais velho dizia-lhe que não devia usar 'head phones' porque agora precisava de apurar bem o ouvido. Que não teria a Mãe sempre ao pé para a guiar. E dava-lhe exemplos de situações em que um cego pode recorrer aos restantes sentidos.
Eu estava a assistir a um pouco do que é preciso para orientar e treinar uma pessoa com deficiência visual.
O mais jovem, de uma localidade distante, iria hoje aprender pela primeira vez o caminho para determinado destino. Teria uma acompanhante à sua espera na estação para o ensinar.
Daí para a frente, terá de se orientar sozinho.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Pregar aos Bytes

Isto de ter um blog é um bocado ingrato. Quando escrevo penso na reacção de quem lê, mas nunca sei quem lê, nem se vai mesmo haver alguém a ler.
Daí que quando pensei escrever aquela história que me ocorreu quando ia no metro, e comparei o que cada um trazia ao colo, fiquei sem saber se isso iria interessar a alguém, ou se estaria a escrever só para os cabos, routers, modems, servidores, bits e bytes que suportam os blogues por esse mundo fora.
O que lhes interessaria que eu trouxesse no colo um quadro acabado de pintar, e a minha vizinha do lado um transportador de gatos com um pequeno gatinho branco ? Algum Megabyte se interessaria de saber que aquele velhote transporta uma caixa com uma nova torneira, e a jovem estudante um caderno que vai sublinhando com canetas de côres ?
Estou assim como que a pregar aos peixes, ou no meu caso, como dizia um colega meu, a escrever para os anõezinhos que andam nos fios a levar os bytes de um lado para o outro.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Turtle amestrada


Comecei a participar num fórum de donos de tartarugas, e cheguei à conclusão que a nossa deve ser arraçada de cão doméstico.
É que é lá dito, por exemplo, que dormir fora de água é um comportamento anormal. Ora, como já aqui contei, a nossa tem até o seu 'quartinho', na despensa, desde há uns tempos para cá.
O que dirão os meus companheiros de fórum quando eu lhes contar que, depois de uma noite bem dormida na despensa, ela por vezes quando acorda de manhã dirige-se ao quarto do filhote-de-dono e vai ver se ele já se levantou.
Só falta trazer a trela na boca para um belo passeio na rua ... Um transporte em mãos carinhosas para o aquário e uma dose de comidinha, ninguém lhe tira !

terça-feira, 5 de maio de 2009

Sem folheto de instruções

Vi uma pergunta de uma recentemente-Mãe sobre que sopas devia dar ao seu bébé de 4 meses, num fórum de culinária, e lembrei-me de como nos sentimos incompetentes naquelas alturas. Pelo menos eu senti-me assim.
Valeu-me muito o metódico pediatra, que em cada consulta mensal (no mínimo) me transmitia instruções detalhadas sobre cuidados e alimentação.
Claro que tinha lido o livro do Dr. Spock, claro que tinha o apoio da minha Mãe.
Mas surgem-nos dúvidas tão elementares sobre coisas que nunca tínhamos pensado, vamos pescando experiências contraditórias a umas e outras Mães amigas, que ficamos conscientes da nossa grande responsabilidade de decisão e implementação.
Há ainda que não nos assustarmos com aquelas coisas que acontecem connosco e parece não terem acontecido com nenhuma das nossas amigas.
O meu Bébé não trazia folheto de instruções, mas fui recebendo um curso prático intensivo ao longo destes anos que vão passando.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Acessibilidades

Li uma história gira no BBC News: um gato que todos os dias, quando os donos saem para trabalhar, vai para a biblioteca pública passar o dia. Diverte-se na companhia dos visitantes e pessoal da biblioteca. Parece que até costuma apreciar os quadros expostos na galeria. Quando os donos voltam, regressa a casa.
Ontem na RTP2, vi uma reportagem de uma experiência com porcos: punham um joystick à altura do focinho do porco, e ele deduzia sózinho que comandando uma bola num écran com movimentos do joystick conseguia obter umas guloseimas. Imaginem este porco com acesso a jogos de computador !
Faz-me pensar que se estivéssemos mais atentos às potencialidades dos animais, poderíamos enriquecer-lhes a vida com experiências variadas, normalmente ao alcance dos humanos.
Mas ainda nos falta tornar essas experiências acessíveis a TODOS os humanos ...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Especial

Acenei-lhe à distância quando entrei para o carro. Abriu um sorriso feliz.
Ao passar em frente do meu pára-brisas, lançou-me um beijo com a palma da mão direita, e levou essa mão ao coração, sempre a sorrir.
É uma miúda especial, que sai todas as manhãs para a sua escola de ensino especial.
Esta manhã, recebi um 'bom dia' especial.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Cais-do-Sodré - Cascais de comboio


É uma viagem todos os dias renovada. Ou a côr do rio muda, ou as nuvens no céu aparecem mais escuras ou formam um tecto, ou se vê nitidamente a outra margem, ou tudo fica confuso num denso nevoeiro. Mas mantém-se sempre a linha direita por onde o rio corre para o Atlântico, levando notícias da cidade a todo o mundo.
Sentados no comboio temos uma vista privilegiada das margens, e vamos correndo ao lado do rio, no caminho para voltar a casa.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Rosas de Sta. Teresinha


Naquela casa todas as plantas crescem sem controlo apertado. De vez em quando lá se dão umas tesouradas nas sebes, e uns cortes nas trepadeiras.
No meio deste quase caos natural, plantei há uns anos dois pés de rosas de Sta. Teresinha.
Foi uma flôr que acompanhou a minha infância, me transmitiu resistência, me inspirou na beleza suave de um rosa pálido cheio de força e amor.
OK, parece piegas, mas as roseiras cresceram, e são nesta Primavera uma cascata de flôres que me prendeu o olhar.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Tartaruga em regime alimentar rigoroso

Tenho um colega de trabalho que já teve uma tartaruga como a nossa. Segundo ele até maior.
Diz que lhe dava carne de vaca, tipo bife, e que por isso é que ela era grande. Acabou por ir entregá-la ao aquário Vasco da Gama.
A nossa só provou carne numas férias em que ficou aos cuidados de uma bióloga que resolveu experimentar a variante. Parece que gostou, mas não adoptámos a receita.
A dieta normal é de camarão seco em latas de marca própria, e sticks de suplemento alimentar também de marca de alimentação para tartarugas.
Estamos convencidos que essa dieta melhora as condições de higiene, e já foi confirmado por uma veterinária o facto de ela não apresentar sinais de carências alimentares.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Terapias

Aquelas duas horinhas por semana na sala de pintura funcionam como uma eficiente terapia. Em aspectos psíquicos e físicos, porque uma vertente influencia a outra.
Desde pequena que tinha o desejo de aprender a pintar com óleo sobre tela. Não sabia até agora a que ponto isso podia ser importante para mim.
Misturar o óleo na paleta e na tela, aventurar-me a preparar uma côr, ficar absorta nos traços e tons que vão surgindo, é viver aquelas horas dentro da tela.
Penso que qualquer tipo de expressão artística se derrama da alma, transporta-nos a níveis de consciência diferentes do que é habitual no dia-a-dia mais vulgar da nossa vida. E não precisa, penso eu, de ter resultados extraordinários; o simples exercer dessa expressão artística nos inunda de um bem-estar sem explicação.
Um paralelo será, talvez, ver crescer sob os nossos cuidados uma nova planta.
E é importante reservar aquele tempo só para esse propósito. Não confundir tarefas. Permitirmo-nos um intervalo para o sonho.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A miúda do regador

É uma foto de à volta de 1960. Uma miúda de expressão travessa, um olho fechado e outro a olhar para a câmara, a brincar na praia com um regador de plástico.
Travessa ? Foi por isso que libertou a colecção de pássaros do irmão ? E que lhe rasgou a colecção de selos ? É avessa a colecções ? Acho que não, porque mais velhinha incentivou-nos a coleccionar copinhos multicores dos gelados Santini e carteirinhas de fósforos.
Um mistério que é motivo de interrogações pela família, e a que ela responde "... recordo-me de pensar: coitadinhos dos passarinhos, presos na gaiola ...".
Bióloga certamente de vocação, amiga dos cães e gatos vadios. Poderia ser veterinária, dirigindo um albergue de animais abandonados.
No dia do seu aniversário, desconfiamos que estará como sempre, distraída com alguma curiosidade da natureza. Sempre distraída. Ou travessa ? Parabéns !

segunda-feira, 30 de março de 2009

Café

Deixei de beber café há uns bons meses, se não já anos.
Tinha-me esquecido como gosto do aroma forte do pó de café. Despertei de novo para ele hoje, quando ouvi um barulho insistente no corredor. Fui ver e era o moinho eléctrico aqui do recanto do café que estava ligado. Ao desligá-lo fiquei impregnada daquele aroma mágico.
E saltaram-me as imagens inventadas da minha terra de cafezais, do povo de pele escura e vestidos de panos coloridos, o calor, as árvores isoladas em vastas planícies, a terra vermelha e dourada, os animais selvagens no seu habitat, a noite iluminada apenas pelas estrelas.
Ah, que cheirinho a café !

quinta-feira, 26 de março de 2009

Hora da Terra 2009

Imagino um extraterrestre a passar na sua nave espacial ao largo do nosso planeta azul, por volta das 20h30m de 28 de Março de 2009, hora de Lisboa, e a ver apagarem-se repentinamente vastas áreas de luz artificial à superfície dos continentes. Que lhe passaria pela cabeça ? Alguma avaria de vasto âmbito "- Aqueles nabos dos humanos terrestres ...".
Foi o que me passou pela cabeça quando vi o vídeo do youtube que uma amiga me indicou, convocando toda a humanidade para um 'apagão' global, em nome da Terra.
Não sei se vai fazer diferença eu apagar as luzes, não sei se me vou lembrar. Provavelmente haverá quem defenda o contrário, em nome da segurança, ou com receio de outros efeitos secundários. Mas é bonito chegar a este grau de partilha de informação a nível global, principalmente para quem, como eu, se lembra do tempo em que os meios de comunicação não tinham ao seu alcance instrumentos como o que é hoje a Internet. Para o mal e para o bem.