Estou convencida de que as pessoas de idade, quando livres, dão asas aos seus caprichos.
Alguns tornam-se intolerantes, parecem mais surdos do que realmente são, e mostram-se ciosos da sua privacidade e da infalibilidade da sua opinião, muitas vezes com um humor bem mordaz.
Mas nada me tinha preparado para aquilo.
Saí do edifício público e avistei um velhote sentado num parapeito baixo, a apreciar a sombra e o movimento nos passeios.
Tinha um cãozito peludo sentado ao seu lado.
Depois comecei a reparar no pêlo do cão, muito certinho.
Olhei melhor, e afinal era um peluche com o aspecto aproximado de um animal verdadeiro.



