terça-feira, 16 de março de 2010

Uuuuffa !!!


Depois de uma semana e picos de apreensão, a barriga escondida em ligadura elástica autocolante e um lenço colorido para a dissuadir de arrancar alguma coisa, a Nani foi ontem tirar os pontos, e já pode voltar à sua vida normal.
Em comemoração, teve oportunidade de lamber todo o seu pêlo, com requintes de pormenor na barriga, num fim de tarde soalheira na varanda.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Para sua e nossa tranquilidade. Egoístico ?


A veterinária fez no passado dia 5 uma cirurgia de esterilização à Nani.
Ainda não estamos completamente recuperados.

segunda-feira, 1 de março de 2010

"Witty aunt Silvia"

Vários amigos dos meus pais me marcaram como personalidades fortes e inconfundíveis. Uma delas era a tia Silvia, tia apenas pela proximidade com a família.
A tia Silvia tinha um discurso bem humorado, atrás do qual se escondia enquanto atirava à cara de todos o que pensava deles. Humor repentista, enérgico e optimista mas muitas vezes sarcástico ou mordaz. E com o sotaque madeirense, que nunca perdeu mesmo depois dos muitos anos de volta ao continente.
Era daquelas pessoas que parecem não precisar de ninguém, aventureira como poucas, a quem aconteciam as mais dolorosas situações que ela encarava com resignado humor.
Como aqueles ácaros que lhe atacaram o corpo anafadinho. Quis utilizar um aparelho milagroso para se livrar de ácaros, mas eles revoltaram-se e atacaram-na.
Morreu na semana passada, e fez-me pensar que na minha idade começa a acercar-se de mim uma névoa fluida e negra de morte que vai engolindo amores e amizades.
Um pensamento destes não duraria muito tempo ao pé da tia Silvia. Ela dir-me-ia que estou a fazer filme.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Nani 'ama seca'


Fazendo jus ao seu nome (se expresso em inglês) a gatinha Nani passou a tomar conta de todos cá em casa. Não lhe escapa nada, e faz questão de dividir a sua atenção por Dono, Dona e Filhote-de-Dono.
Do Pai sabe que pode esperar muita emoção, brincadeira energética, puxar pelas unhas e dentes e correr disparatadamente. Também é ele que lhe corta as unhas e a põe na ordem quando abusa.
Da Mãe sabe que é mais miminhos, longas sonecas cúmplices. É ela que costuma abastecer os pratos da ração e da água.
Mas quando o Filhote está em casa é quem merece mais atenção. Ele mostra-lhe o canário aproximando-a da gaiola perigosamente. Ainda por cima no seu quarto estão dois pequeninos aquários, com um peixinho de espampanante e agitada cauda cada um. Vai fazendo companhia ao Filhote e aproveita para estudar uma maneira de conseguir agarrar aqueles peixinhos.
Ainda lhe sobra tempo para se inteirar da saúde de Dona Tartaruga, que se mudou já para o 'aquário' na varanda, mesmo com o frio que ainda vai fazendo nestes meados de Fevereiro.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Côres

Num vórtice projectam-se no meu espírito recordações de todas as côres. Desde o transparente da água em que me vejo mergulhar de rochas que escondem pulseiras perdidas, ao vermelho de madrugadas que se alegram com a paz que ultrapassou o sofrimento. Recordações de dias coloridos de prendas que trazia de outras partes do mundo. Verdes e rosas da natureza e carinho escondidos numa capa que o protegia de dores profundas. Azuis descontraídos nos dias que continuam a suceder-se. Cinzentos de algumas memórias que ameaçam desvanecer-se.
Visto-me e pinto com todas as côres que me ensinou.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

DJ

É uma sensacão estranha, a de que alguém anda a elaborar uma 'play list', de músicas e imagens, propositadamente para mim, ou pelo menos ao meu gosto.
Canções minhas conhecidas de longa data aparecem agora inesperadamente, por vezes cantadas por novos intérpretes. Aparecem novas canções com poemas que invocam memórias ou sentimentos antigos.
De manhã tenho recebido algumas destas surpresas pela rádio Marginal. É bom começar assim o dia. No regresso a casa, quando ligo a televisão, também recebo alguns miminhos.
Alguns destes momentos especiais foram:
1- Na SIC Radical, Neil Young no último show de Conan O'Brien a cantar 'Long may you run'
2- Eric Bibb, no canal Mezzo, cantando 'Don't ever let nobody drag your spirit down' ou 'Pockets'
3- Na Marginal, Lizz Wright cantando 'Thank you' dos Led Zeppelin

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Gatinha mimalha

Antes de recebermos em casa a gatinha Nani, fizemos, como se usa agora, uma pesquisa na net. De entre algumas informações especializadas recordo-me de uma em particular: "os gatos têm uma personalidade de extrema independência, e não gostam de colo".
Então tenho de concluir que a Nani não é um gato. É que ela pede para lhe pegarmos, e adora adormecer a ronronar enroscada no nosso colo.
É verdade que, depois de dormitar algum tempo, levanta-se e vai sozinha para a sua cama. Mas pelos vistos é um bocado mimalha.
Claro que faz tudo isto com uma expressão de fleumática superioridade, como qualquer gato que se preze.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Casinhas de bonecas

Vi ontem um anúncio com crianças bem pequenas entretidas a construir aqueles puzzles coloridos, estampados nas faces de cubos. Quando vi a satisfação e concentração delas no seu mundo mágico recordei a minha própria experiência com brinquedos na infância e compreendi que é a mesma sensação de quando estou a pintar. As minhas amigas de atelier vão conversando animadamente enquanto eu me concentro descontraída, uma mão no bolso da bata e a outra desenhando, uma canção na cabeça que vou trauteando baixinho.
Por isso me anda a saber tão bem.
Poder ser criança aos 50 anos.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Bolo de chocolate da Belinha Gulosa

A Belinha Gulosa é uma das 'petiscólicas' do petiscos.com. Este domingo fiz o bolo de chocolate dela, mas em vez de ficar alto e fôfo ficou abatido tipo 'bolo mousse de chocolate'. Vou dizer como fiz, para que vocês possam optar pelo meu desastre ou fazerem os aperfeiçoamentos devidos.
Derrete-se uma tablete de chocolate de culinária 200g - (eu usei Pingo Doce) da qual retirei duas filas para a cobertura - com 125g de margarina Becel clássica.
Entretanto na batedeira batem-se 6 gemas com 250g de açucar até ficar uma gemada clara.
À parte batem-se as 6 claras em castelo bem firme.
Depois de arrefecer junta-se o chocolate derretido ao creme de gemas, 100g de farinha self-raising e uma colher de chá de fermento royal, e no fim envolvem-se as claras cuidadosamente.
Vai a forno de 180º durante 45 minutos, em forma redonda sem buraco untada de margarina e polvilhada de farinha.
Depois de desenformado cobre-se com um creme feito das duas filas de chocolate que se guardou derretidas com uma colher de sopa de margarina Becel clássica e três colheres de sopa de natas frescas.
Se ficar como o meu têm de contar com espaço no prato para ele se 'esparramar'.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Comunicar

Cientistas britânicos e belgas conseguiram desenvolver uma técnica de comunicação com doentes em estado vegetativo por lesões cerebrais.
Monitorizaram através de scanings tipo ressonância magnética a actividade cerebral do paciente. Instruindo-o para imaginar determinado tipo de situação para transmitir a resposta 'sim' ou pensar outro tipo de situação para transmitir a resposta 'não' puderam testar a exactidão das respostas através de questionários de informação autobiográfica dos pacientes.
Este nível de comunicação poderá ajudar na determinação da necessidade de medicação para a dor, por exemplo. Mas também coloca dúvidas sobre a prática até aqui seguida de ser outra pessoa a decidir se deve ser suspenso o suporte de vida de um doente nestas condições. E mesmo se passar a ser o doente a responder que quer terminar o tratamento provavelmente não vai, do ponto de vista legal, poder decidi-lo.
(Fonte: BBC News online)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

'Gestão' de Recursos Humanos - ou a lei do mais forte

Li ontem um artigo que transcrevia uma entrevista a um psiquiatra que tem estudado, com bastante preocupação, os recentes casos de suicídio nos locais de trabalho. Falava por exemplo no caso da France Telecom, mas também em outros casos em pequenas empresas. Dizia ele que esses suicídios encerram uma brutal mensagem. Reflectia nas recentes estratégias de avaliação individual e ausência de avaliação de equipa, apreciação dos resultados quantificáveis do trabalho desenvolvido e não do próprio esforço desse trabalho.
Falava de como a adopção destes métodos tem coincidido com o aumento de baixas ligadas a doenças mentais. De como pode ser fomentado o medo num grupo de pessoas através do assédio a um elemento desse grupo.
A dada altura afirmou ter acompanhado o caso de uma mulher que tinha pertencido a um grupo de gestores em formação específica de gestão. No início da formação cada participante fora presenteado com um pequeno gatinho, e durante as seguintes sessões trocavam impressões sobre a relação que iam estabelecendo com o seu gatinho. No final da formação foi-lhes ordenado que matassem o seu gato. A mulher recusou-se e ficou doente; os restantes participantes executaram a tarefa.
A mim não me surpreendeu. No meu percurso profissional já tive oportunidade de assistir e conviver com comportamentos que não têm a ver apenas com a formação que então nos é dada, mas antes manifestam o que ao longo da vida desenvolvemos dentro de nós, em vários aspectos incluindo o relacionamento com os outros.
Costumo até dizer que já na escola primária as diversas personalidades, apoiadas não só em skills mas também em regras e princípios que são intrínsecos a cada indivíduo, determinavam o lugar na 'cadeia alimentar' ...
Desconhecendo eu até aqui que há mesmo 'cursos de matar gatos' ...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Gata 5 estrelas

A Nani fez este fim-de-semana duas viagens de duas horas e meia. Só começou a miar ao fim de duas horas, e na viagem de regresso miou ao princípio porque estava mal instalada na sua 'gaiola'. Os miados nesse regresso ao fim de duas horas podiam muito bem ser comentários apreciativos das luzes das portagens e da ponte. Nunca pareceu desesperada, apenas interrogativa.
Portou-se lindamente.
Entretanto a Dona Tartaruga já saiu do seu esconderijo de hibernar e passou o fim-de-semana no seu aquário na varanda. O tempo já não está tão nublado, até já há um solinho quentinho. Começou a comer, ainda sem grande apetite.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Saramago e Deus

Tenho uma tese muito minha sobre a relação de Saramago com Deus.
É preciso lembrar que, segundo um artigo que li algures, Saramago é aquele autodidacta em estado puro que pensou que os heterónimos de Fernando Pessoa eram diversos escritores reais. E é preciso ter assistido àquela entrevista em modelo de frente-a-frente com um estudioso franciscano, em que se notou o enorme respeito que Saramago tem pelas questões religiosas quando confrontado com um 'homem de Deus'. Só faltou pedir a absolvição dos seus pecados, e fá-lo-ia desde que não fosse obrigado a ajoelhar.
A minha tese é de que Saramago perante Deus é como uma criança, a mais ingénua e inocente das crianças, que ouve falar em milagres e logo tem esperança de assistir a um milagre para si próprio. E vai provocando Deus na esperança de que isso aconteça.
É isso, em meu entender, que Saramago procura: ser agraciado com um milagre dirigido aos seus mais íntimos anseios, e que possa ser testemunhado pelo mundo inteiro.
Defendo que isso para ele seria mais importante ainda que o Prémio Nobel.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O pior são as tentações irresistíveis


Com 3 meses, o último mês e meio já cá em casa, a gatinha Nani já vai conhecendo algumas palavras. Responde ao seu nome e às palavras 'não', 'disparate', 'chão', 'anda', 'arranhar é no poste' (...).
Disparates continua a fazer alguns. Começou esta semana a saltar para cima das bancadas da cozinha, e gosta de beber água em locais exóticos como o lava-loiças e a banheira.
É muito curiosa e aventureira, mas gosta de aprender, e obedece sempre que a tentação não se apresenta irresistível. Parece mesmo que lhe dá gosto mostrar que percebe o que queremos que ela faça. É muito meiga e gosta muito de brincar.
Ontem pediram-me para ver uma fotografia dela, e eu disse que ela não é bonita, porque normalmente as pessoas gostam de gatos felpudos e de pêlo clarinho. Mas pensando melhor tenho que ser mais justa: a Nani na verdade é um espanto.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Etapas


Tenho por vezes dificuldade em reconhecer memórias minhas como acontecimentos reais que se tenham mesmo passado comigo. Parece-me por vezes impossível que já tenha decorrido tempo suficiente para conter tantos momentos, em idades tão diferentes, separadas por tantos anos.
É como se tivesse começado a viver não há muitos anos, e todas aquelas recordações não pudessem caber nesse espaço de tempo. Como se essas memórias fossem afinal filmes que consigo rever mas que não terão na realidade acontecido.
É o caso dos filmes que vi outro dia sobre momentos da minha infância, com a presença dos meus avós, eu e os meus irmãos muito pequenos, os meus pais muito novos. Mas também é o caso de coisas que não estão filmadas, existem no meu pensamento.
São mais reais para mim as memórias mais recentes. As outras estão distantes, muitas vezes a preto e branco, amarelecidas por um tempo que não dei por que passasse.
Como se as várias etapas não pertencessem à mesma pessoa.
Acho que é esse o significado quando digo que me sinto sempre com 20 anos, e a minha Mãe diz sentir-se com uns 40. Parece que do início da vida até agora não passou tempo suficiente para tantas recordações.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Curtas Viagens


Peguei ontem no tal 'projecto vermelho', naquela tela gigante. As minhas colegas de atelier brincaram como de costume com a rapidez do meu trabalho, aconselhando-me um pincel maior do que aquele que estive a utilizar. Talvez siga esse conselho, porque o pincel que escolhi ficou gasto pela metade de tanto deslizar na fibra da tela. Verdade !
Entretanto as viagens voltaram a inspirar-me. Talvez faça uma nova paisagem com base neste desenho. Vai ser preciso escolher bem o verde dos prados, e o céu nublado também não vai ser fácil.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Conforto


A gatinha Nani gosta de dormitar enquanto a família conversa. E principalmente quando a Avó vem de visita.
Aninha-se na almofada de uma cadeira encaixada debaixo da mesa, e deixa-se embalar pela melodia das vozes e dos risos.
Conheço bem a sensação. Quando eramos miúdas escolhiamos esconder-nos debaixo da mesa da sala de jantar da minha Avó para ouvir, sem preocupação de entender, as conversas dos adultos. A luz coada pela toalha de mesa, e a perspectiva invulgar das pessoas vistas pelos pés e pernas, formava um ambiente de um mundo paralelo e secreto, à maneira de um Harry Potter de então.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Concorrência

"Dona Tartaruga apareceu na minha sala com todo o descaramento ! Esfregou a carapaça nos meus sofás, cheirou os meus tapetes e atropelou os meus brinquedos.
Toda a gente achou muita graça, mas eu não achei piada nenhuma ...
Lá tive de lhe pregar umas sapatadas, mas parece que na carapaça não dá mossa, e o resto do corpo ela esconde-o muito bem.
É só mordomias: pôem-na a beber água numa tina, deixam-na salpicar com água a manta do chão da cozinha, abrem-lhe a porta da varanda para ela ir apanhar ar fresco lá fora, um luxo !
Bem, de falta de atenção também não me posso queixar, mas uma tartaruga, que até devia estar sossegada a hibernar, à solta no meu espaço, não acho bem."

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Gaivotas em terra ...


Hoje os pombos foram substituidos por gaivotas, que sobrevoam num voo muito mais lento os telhados vizinhos. Não se apressam nos beirais, aterram com um compasso em que pairam na vertical o topo de uma chaminé ou de um grande candeeiro de rua. Escolhem minuciosamente o local de aterragem, e cortam lentamente o ar com a enorme envergadura das suas asas.
O dia acordou tempestuoso de nuvens gordas e escuras, vento e chuva.
Pelos vistos no mar as coisas devem estar agitadas.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Instinto


"Aquele passarinho começou por assustar-me, quando agitou as asas muito depressa, levantando uma nuvem de penugem e cascas de alpista. Depois de várias aproximações percebi que ele também se assustou. E a coisa parece divertida.
Quando o filhote-de-dono faz a manutenção da gaiola pousa-a perto de mim. Já fiz alguns ataques sorrateiros, e parece que nem sempre o canário leva a coisa a sério. Lá está, já percebeu que está protegido pelas grades da gaiola, e ri-se de mim.
Acho que a Dona Tartaruga nunca se lembrou desta brincadeira. Pesa-lhe um bocado aquela carapaça, não tem muito jeito para emboscadas.
Tenho olhado cá de baixo para a gaiola lá em cima, e ainda não descobri um caminho de subida para lá. Um dia destes dou um belo salto de predadora da selva ! "

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Mousse de chocolate meio improvisada

Comecei por improvisar, com a ajuda da minha Mãe. Já utilizei diversos tipos de tablete de chocolate escuro de culinária, daquelas com o comprimento de um palmo, e o resultado depende um pouco desse mesmo chocolate. Mas a receita consiste em bater muito bem (eu uso colher de pau) 6 ou 7 gemas com 6/7 colheres de sopa de açucar, até ficar uma gemada clarinha e cremosa. Entretanto derrete-se em banho-maria a tablete de chocolate. Batem-se as 6/7 claras em castelo muitissimo firme (não esquecer os dois grãozinhos de sal).
Já fora do lume juntam-se duas colheres de sopa de margarina Becel ao chocolate derretido, mexe-se energicamente, junta-se um pouquinho da gemada, e depois junta-se o preparado de chocolate ao resto da gemada, mexendo bem até ficar bem misturado. No fim incorporam-se gentilmente as claras, deita-se na(s) taça(s) de servir, e vai ao frigorífico para no dia seguinte ser apreciada.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O amor e uma cabana

Já está terminado há bastante tempo, mas como parece que precisa de uns melhoramentos ainda não me tinha decidido a pô-lo aqui. Mas por qualquer razão falou-se em paisagens da minha cabeça , e por isso fiquei com vontade de vê-lo aqui.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A Mulher duplicada - ou a gatinha Nani e os reflexos


"A minha dona faz hoje pelo menos uns 100 anos. É que ela vive muitos momentos em vários sítios ao mesmo tempo. Como hoje de manhã, que secava o cabelo sentada no banco da cozinha, enquanto fazia o mesmo do outro lado do vidro da marquise. Estava lá uma gatinha que olhava para mim, sentada muito direita, com as orelhas bem esticadas e os olhos verdes muito abertos.
Já a apanhei a pentear-se no quarto e também do outro lado simétrico do quarto. Como quando me pega ao colo e eu a vejo à minha frente, do outro lado do espelho, com aquela gatinha ao colo.
A Dona Tartaruga, que vive cá há mais tempo que eu e é muito sabichona, diz que eu sou pateta, que é só um 'reflexo', mas eu nem percebi o que é isso.
Cá para mim ela está escondida em todos os cantinhos da casa para vigiar os meus disparates. Por isso faço os possíveis por me portar bem, mesmo quando não a estou a ver."

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Projecto vermelho


Ontem perdi o tino. Comprei uma tela de 90 cm x 90 cm para um quadro de uma janela árabe em tons de vermelho. Depois de a transportar debaixo de uma chuvada, a tela protegida por película plástica transparente, coloquei-a no cavalete em cima da minha mesa no atelier de aprendizagem, e aí é que percebi que é mesmo uma tela e-nor-me !
Pesquisei umas fotos da net, mas o marido prefere a inspiração do meu 'projecto vermelho', esboçado em paint.
Veremos o que sai.