Até os contos infantis nos preparam para aceitar a existência inevitável de figuras malvadas que nos atrofiam a vida.
Somos ensinados a confiar em golpes de sorte ou soluções miraculosas, que só acontecem aos mais dóceis, honestos e generosos, e que só no extremo da agonia destroem as tais personagens.
Talvez sejam excepção aquele porquinho prático, que coloca um caldeirão a ferver à espera da intrusão do lobo mau, ou aquele menino manhoso que escolhe um ossito para simular magreza à canibal bruxa míope.
Também pode ser que me tenham escapado alguns contos mais didácticos.
De resto não me lembro de ter aprendido dicas úteis de como superar os génios do mal no seu próprio jogo.
O caldeirão a ferver não é muito prático no mundo real.