quinta-feira, 17 de junho de 2010

Nani malabarista


A nossa gatinha está a tornar-se exímia no manejo de bolinhas de papel de chocolate.
Atenção, só o papel, porque parece que o chocolate em si pode provocar nestes animais um ataque cardíaco.
Para além de perseguir sózinha, a alta velocidade, qualquer dessas bolinhas, o que deixaria perplexos muitos jogadores de futebol a quem a bola só atrapalha a corrida (...), também faz defesas em voo como o melhor guarda-redes da actualidade.
Temos de descontar aqueles acidentes de percurso, em que ela vai contra portas ou outros objectos, tão concentrada que está no percurso da bolinha ...
Ontem conseguiu, em movimentos que incluiam contorcionismo apoiada nas patas traseiras, dominar apenas com a 'mão' direita uma pequena bolinha prateada !
Estou mesmo preparada para que, um dia destes, pegue em 3 ou 4 bolinhas e faça um número de malabarismo invejável.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Outro bolo de yogurte

Sempre senti uma pedra no sapato por o bolo de yogurte ter de levar óleo. Esta semana surgiu uma receita de bolo de yogurte sem óleo, que saiu um bocado maçuda, e então adaptei as quantidades numa experiência que acabou por dar certo.
Bati muito bem com a máquina dos bolos 3 ovos com duas chávenas de chá mal cheias de açucar. Juntei dois yogurtes Danone Cremosos naturais açucarados, raspa da casca de um limão, uma colherinha de açucar baunilhado, e finalmente uma chávena de chá de farinha self-raising e uma colher de chá de fermento em pó Royal.
Deitei a massa - que fica um bocado para o líquido - numa forma de buraco untada de margarina e polvilhada de farinha, e esteve no forno uma hora a 180º.
Um bolo bom para acompanhar um chá.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Rosbife da Avó

Nem toda a gente terá coragem para assistir ao esturricar de margarina que esta receita envolve. O preço da carne também está de fugir, pelo que deverá avaliar bem se quer fazer esta experiência. A fazê-la, deverá concentrar-se bem na sua tarefa.
Mas quem conhece o resultado final - em princípio todos os filhos e netos da Avó - sabe que estou a falar de um 'must' ...
Pomos um pedaço alto de lombo de vaca, inteiro, aí entre 1,2 a 1,5 Kg, numa tigela temperado com sal, alho picado, um ramo de salsa, meia garrafinha de vinho branco seco, e duas gotas de piripiri, durante pelo menos 2 horas. Pode picar-se a carne com um garfo longo em dois ou três sítios para entranhar melhor a marinada, tapar a tigela com papel transparente e pôr no frigorífico..
Derretem-se umas 4 colheres de margarina numa frigideira anti-aderente, em lume médio. Quando a margarina estiver a fervilhar, põe-se o lombo de vaca inteiro a fritar, e vai-se virando à medida que vai ficando bem corado. Quando a margarina começar a esturricar, comece por juntar um pouco mais, e quando achar que já tem gordura suficiente vá acrescentando colheradas da marinada, e continue a virar o lombo. Para um pedaço deste tamanho levará cerca de 35 minutos a obter o ponto desejável, que pode verificar com um golpe fundo na carne: ela deverá estar mal passada por dentro mas de forma a já não sangrar.
Nessa altura tire o pedaço de lombo, junte à gordura esturricada o resto da marinada e meio copinho de leite, deixe fervilhar mexendo e coe, para servir o lombo fatiado com este môlho à parte e o acompanhamento que preferir.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Encontro

Numa casa rústica talvez da Serra da Estrela, de pedra e madeiras escuras, tendo chegado lá depois de atravessar caminhos sinuosos à beira de abismos como os dos contos de fadas da minha infância, ao mesmo tempo assustadores e maravilhosamente mágicos, encontrei-me com José Saramago. Velavam silenciosamente o nosso encontro algumas pessoas queridas da minha vida. Depois de eu tentar explicar-lhe de forma incompreensível e teimosamente inconclusiva a minha tese sobre a sua relação com Deus, ele pegou-me na mão com as suas mãos suaves e sábias e ficámos assim, de mãos dadas, como já me fizeram algumas pessoas de quem gosto e que dessa maneira me demonstram o seu carinho.
Mais um sonho, é claro.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Amigas

Dona Tartaruga atravessou a sala disparada, ao fim do dia, seguida da gatinha Nani, que saltitava curiosa, umas vezes a uma distância segura, outras vezes saltando por cima da carapaça.
Não digo que sejam grandes amigas, mas acompanham-se com tolerância e desportivismo. Quando estão na varanda, Dona Tartaruga desfruta pachorrentamente dos seus prolongados banhos de sol, em cima de umas pedras quentinhas. Enquanto isso a despistada Nani vai por vezes encostar-se a ela, nariz com nariz, nos intervalos de perseguir moscas e de se pendurar perigosamente no muro por onde passam em voos razantes algumas andorinhas.
É difícil explicar à Nani que a água do aquário não se bebe, e que os camarõezinhos não são alimento de gatos.


quarta-feira, 12 de maio de 2010

Viagens

Não tenho muito jeito para viagens.
Cá em casa somos um pouco descuidados em relação a Geografia e História, e pouco rigorosamente preparámos as pequenas viagens europeias que já fizemos.
Assustam-me viagens de avião que durem muito mais que duas horas, é tempo suficiente para pensamentos de dúvida sobre a infalibilidade do voo de uma geringonça tão pesada.
Descobri agora as viagens interiores de pintura. Viagens ao meu 'eu' ingenuamente confiante nas côres e formas das paisagens que passo para as telas de formatos variados. Passo horas fora de tudo, e ao mesmo tempo inspirada por tudo.
Viajo em dimensões diferentes da distância e do tempo.
Só é pena não poder fazê-lo com mais frequência.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Madrugadoras


Estou agora muito mais madrugadora do que em outros tempos. Não me custa tanto levantar-me cedo porque a gatinha Nani acompanha-me desde logo.
Começamos por ir à cozinha encher o seu pratinho de ração e a tigela de água fresquinha. Eu aproveito para beber a minha caneca de leite morno.
Depois ela faz de guarda-costas enquanto eu tomo banho, isto se não se distrair com alguma coisa nova que lhe suscite curiosidade.
Vai afiando as unhas e espreguiçando-se enquanto eu me visto.
Fica a tomar conta da casa quando me despeço dela.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Madrugada vermelha


Numa das passadas manhãs de Fevereiro fui surpreendida por um céu bem vermelho. Já tinha visto aquelas côres em quadros de um pintor amigo meu, mas pensava que era tudo imaginação dele.
E não é. Já dizia nos azulejos daquela capela "Madruga e verás/(...)".

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Esparguete de legumes

Recorro agora muitas vezes a este prato. É simples de fazer.
Cubro o fundo de uma sertã anti-aderente com um bom fio de azeite. Corto diversos legumes tais como alho francês em rodelas ou cebola picadinha, raminhos pequeninos de bróculos, cubinhos de nabo, cubinhos de tomate, cubinhos de courgette, cubinhos de cenoura, os legumes que tivermos em casa partidos pequeninos para demorarem pouco tempo a guizar. Acrescento umas gotas de água para não fritar. Também ponho por vezes um peito de frango ou bifinho de perú também aos cubinhos.
Tempero de sal, môlho inglês, sumo de limão, orégãos. Por vezes junto uma colher de sobremesa de polpa de tomate.
Tapo para reter bem os sucos dos legumes.
Entretanto cozo esparguete ou macarrão 'al dente', e por fim junto a massa aos legumes na sertã e misturo bem. Sirvo bem quente.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Nani alpinista ...

... ou "aquelas coisas que as donas de gatos não avisam umas às outras ... ".
A Nani descobriu este fim-de-semana que é capaz de dar um grande impulso de metro e picos, de baixo para cima, para aterrar com segurança no topo dos armários cá de casa.
Deixou para depois resolver o problema de como descer ... alguma coisa se há-de arranjar. E lá foi resolvendo os obstáculos, salto a salto.
O vaso da avenca, tão 'mastigado' enquanto esteve cá mais para baixo, tinha recuperado depois de colocado bem alto (pensávamos nós) em cima do armário da sala. Está agora de novo ao alcance do apetite da Nani por caules fininhos, bons para roer.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Novo projecto


Não tenho pintado grande coisa ultimamente, mas continuo com bastantes projectos, uns começados já, outros ainda em esboço, como este 'fundo do mar'.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Quando a minha Mãe me chama por todos os nomes das filhas até finalmente chegar ao meu

Hoje aconteceu uma coisa curiosa.
Um colega meu, que fala comigo praticamente todos os dias, e me cumprimenta sempre pelo meu nome, quis referir-se a mim, dirigindo-se a outra pessoa à minha frente, e ficou a olhar-me, sem se conseguir lembrar de como eu me chamo, um sorriso cansado estampado no rosto.
Foi uma sensação estranha, surpreendente.
Foi como se o meu nome estivesse tão interiorizado no seu espírito que quando o invocou conscientemente não o conseguiu reconhecer.
Como aquelas situações em que a resposta é tão formal que duvidamos dela.
Não sei se foi o que ele sentiu, mas a mim não me desagradou.

Poder voar

O lixo pesa.
Sentimentos negativos prendem-nos ao chão.
Deitem fora ressentimentos, inseguranças e invejas.
Infelizmente já tive a minha parte.
Partilhem alegrias e amizade, preservem a felicidade.
Acompanhem-me num voo leve e silencioso, bem alto na noite, por sobre as luzes alaranjadas da cidade.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Lisboa, destino turístico 2010


Pela manhã dirigi-me ao Chiado, para comprar um pequeno cavalete na Corbel do Largo de Camões, e reparei melhor nos desenhos polidos dos passeios em calçada portuguesa, as estátuas pitorescas a marcar a história da cidade. Percebi que finalmente foi descoberto o nosso bem guardado segredo.
Esta cidade mal tratada por alguma modernidade de mau gosto consegue manter alguns cantinhos de grande dignidade, que nos provocam um brando arrepio de um prazer pessoal. Apesar disso temo pela futura perda de belezas tão simples que podem escapar à estima de quem tem o poder de zelar pela cidade.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Os Três Porquinhos ou a Alice no País das Maravilhas

Até os contos infantis nos preparam para aceitar a existência inevitável de figuras malvadas que nos atrofiam a vida.
Somos ensinados a confiar em golpes de sorte ou soluções miraculosas, que só acontecem aos mais dóceis, honestos e generosos, e que só no extremo da agonia destroem as tais personagens.
Talvez sejam excepção aquele porquinho prático, que coloca um caldeirão a ferver à espera da intrusão do lobo mau, ou aquele menino manhoso que escolhe um ossito para simular magreza à canibal bruxa míope.
Também pode ser que me tenham escapado alguns contos mais didácticos.
De resto não me lembro de ter aprendido dicas úteis de como superar os génios do mal no seu próprio jogo.
O caldeirão a ferver não é muito prático no mundo real.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Os mimos dos amigos são 'o que se leva desta vida'

Ontem o meu médico, normalmente tão parco em palavras, muito reservado sem deixar de esclarecer sempre as minhas dúvidas médicas, reparou que eu tenho agora 50 anos. Retorqui de imediato: "- ... mas não me sinto !". A partir daí decorreu uma conversa longa, arrisco a classificá-la como de velhos amigos, em que ele, agora com 62 anos, apoiou a sensação, embora referisse algumas coisas que agora são para ele diferentes.
Para além daquilo que inevitavelmente envelhece no corpo, abandonou alguns planos como o de vir a ter um monte no Alentejo. Não corre para o autocarro, o que lhe fiz notar que se trata de uma questão de atitude ... Canaliza mais energia para projectos de curto prazo como viagens, que lhe dão muito gozo arquitectar.
O que mais estranha é a tal sensação de que já aqui falei, de que tem memórias já tão distantes, e em tão grande quantidade, que quase não parece possível serem dele.
Aprendeu a não se arrepender das suas decisões de vida, pois as alternativas não podem nunca ser certificadas em paralelo. Aprendeu também a aguardar o auxílio do tempo e do esforço para aquilo que numa análise precipitada pode parecer irremediável.
Confessou-me que receava que apenas tivesse mais dez ou quinze anos pela frente, e por isso referi-lhe o caso do meu Pai, que lhe alarga esse prazo para o dobro.
E de saída agradeci-lhe a atenção, para o fazer reparar que tem agora mais disponibilidade para dedicar a uma paciente que o consulta há perto de uns bons 30 anos.

terça-feira, 23 de março de 2010

Tejo no meu caminho



Árvores sem folhas e bancos sem gente. Estavam a fazer falta uns diazinhos mais amenos para voltar o movimento saudável à beira do rio. Entretanto lembrei-me se conseguiria pintar a margem com uma vista da ponte. E saiu este desenho. Vai ser uma aventura difícil.

segunda-feira, 22 de março de 2010

DJ (2)


O DJ que me vai presenteando com novas interpretações de velhos temas, ou com músicas que não ouço habitualmente e assim vou relembrando, continua de serviço na rádio Marginal.
No final da semana passada ouvi, interpretada por uma nova voz que fiquei sem saber de quem, mas não era Rod Stewart, uma das minhas canções preferidas: "Have I told you lately that I love you ?".
E hoje, logo por volta das 7h45m da manhã, aquele grito agudo : "Te amo. Te amo. Eternamente, te amo ! " . Ney Matogrosso cantando 'Yolanda' de Chico Buarque.

Entretanto a Nani vai caçando moscas, que come 'lambendo os beiços' como se fossem marisco. Também faz emboscadas à Dona Tartaruga, que já viu que dali não vem perigo de maior e por isso passeia-se pachorrentamente desafiando a paciência da gatinha.
A Nani também nos faz emboscadas a nós, escondida atrás de maples ou portas, a fazer lembrar na sua versão de caçadora de meia-tigela o Herman José atrás das plantas de plástico na sua recriação de reportagens National Geographic.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Chocolate

O chocolate 'Crunch' tem para mim uma história preciosa.
Quando o meu Pai ia em viagens pela Europa, lembro-me que chegava ao fim do dia, ou mesmo já de noite, e abria a mala na sala, frente à lareira. De lá de dentro saíam alguns vinis que o meu irmão lhe encomendava (ainda não havia por cá), bonecas antecessoras da Barbie, com os seus vestidos de noiva ou tutus de bailarinas, jogos escolhidos por critérios de originalidade, livros de belas ilustrações fotográficas, e na maior parte das vezes algumas tabletes de um chocolate recheado de arroz tufado embrulhado em papel azul forte de nome 'Crunch'.
Só muitos anos mais tarde começou a ser comercializado em Portugal.
Continua a ser o meu chocolate preferido.

terça-feira, 16 de março de 2010

Uuuuffa !!!


Depois de uma semana e picos de apreensão, a barriga escondida em ligadura elástica autocolante e um lenço colorido para a dissuadir de arrancar alguma coisa, a Nani foi ontem tirar os pontos, e já pode voltar à sua vida normal.
Em comemoração, teve oportunidade de lamber todo o seu pêlo, com requintes de pormenor na barriga, num fim de tarde soalheira na varanda.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Para sua e nossa tranquilidade. Egoístico ?


A veterinária fez no passado dia 5 uma cirurgia de esterilização à Nani.
Ainda não estamos completamente recuperados.

segunda-feira, 1 de março de 2010

"Witty aunt Silvia"

Vários amigos dos meus pais me marcaram como personalidades fortes e inconfundíveis. Uma delas era a tia Silvia, tia apenas pela proximidade com a família.
A tia Silvia tinha um discurso bem humorado, atrás do qual se escondia enquanto atirava à cara de todos o que pensava deles. Humor repentista, enérgico e optimista mas muitas vezes sarcástico ou mordaz. E com o sotaque madeirense, que nunca perdeu mesmo depois dos muitos anos de volta ao continente.
Era daquelas pessoas que parecem não precisar de ninguém, aventureira como poucas, a quem aconteciam as mais dolorosas situações que ela encarava com resignado humor.
Como aqueles ácaros que lhe atacaram o corpo anafadinho. Quis utilizar um aparelho milagroso para se livrar de ácaros, mas eles revoltaram-se e atacaram-na.
Morreu na semana passada, e fez-me pensar que na minha idade começa a acercar-se de mim uma névoa fluida e negra de morte que vai engolindo amores e amizades.
Um pensamento destes não duraria muito tempo ao pé da tia Silvia. Ela dir-me-ia que estou a fazer filme.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Nani 'ama seca'


Fazendo jus ao seu nome (se expresso em inglês) a gatinha Nani passou a tomar conta de todos cá em casa. Não lhe escapa nada, e faz questão de dividir a sua atenção por Dono, Dona e Filhote-de-Dono.
Do Pai sabe que pode esperar muita emoção, brincadeira energética, puxar pelas unhas e dentes e correr disparatadamente. Também é ele que lhe corta as unhas e a põe na ordem quando abusa.
Da Mãe sabe que é mais miminhos, longas sonecas cúmplices. É ela que costuma abastecer os pratos da ração e da água.
Mas quando o Filhote está em casa é quem merece mais atenção. Ele mostra-lhe o canário aproximando-a da gaiola perigosamente. Ainda por cima no seu quarto estão dois pequeninos aquários, com um peixinho de espampanante e agitada cauda cada um. Vai fazendo companhia ao Filhote e aproveita para estudar uma maneira de conseguir agarrar aqueles peixinhos.
Ainda lhe sobra tempo para se inteirar da saúde de Dona Tartaruga, que se mudou já para o 'aquário' na varanda, mesmo com o frio que ainda vai fazendo nestes meados de Fevereiro.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Côres

Num vórtice projectam-se no meu espírito recordações de todas as côres. Desde o transparente da água em que me vejo mergulhar de rochas que escondem pulseiras perdidas, ao vermelho de madrugadas que se alegram com a paz que ultrapassou o sofrimento. Recordações de dias coloridos de prendas que trazia de outras partes do mundo. Verdes e rosas da natureza e carinho escondidos numa capa que o protegia de dores profundas. Azuis descontraídos nos dias que continuam a suceder-se. Cinzentos de algumas memórias que ameaçam desvanecer-se.
Visto-me e pinto com todas as côres que me ensinou.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

DJ

É uma sensacão estranha, a de que alguém anda a elaborar uma 'play list', de músicas e imagens, propositadamente para mim, ou pelo menos ao meu gosto.
Canções minhas conhecidas de longa data aparecem agora inesperadamente, por vezes cantadas por novos intérpretes. Aparecem novas canções com poemas que invocam memórias ou sentimentos antigos.
De manhã tenho recebido algumas destas surpresas pela rádio Marginal. É bom começar assim o dia. No regresso a casa, quando ligo a televisão, também recebo alguns miminhos.
Alguns destes momentos especiais foram:
1- Na SIC Radical, Neil Young no último show de Conan O'Brien a cantar 'Long may you run'
2- Eric Bibb, no canal Mezzo, cantando 'Don't ever let nobody drag your spirit down' ou 'Pockets'
3- Na Marginal, Lizz Wright cantando 'Thank you' dos Led Zeppelin