quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Lombo de porco laranja e Porto

Resolvi variar um pouco o tempêro do lombo de porco assado.
O costume é temperar com sal, sumo de limão, môlho inglês, alho picado, pimentão doce em pó e tomilho, azeite e margarina.
Mas inspirei-me no fiambre no forno e temperei o lombo com o sumo de uma laranja doce, sal, um cálice de vinho do Porto, dois cravinhos da Índia que espetei na carne, pimentão doce em pó e gengibre em pó, azeite e margarina.
Como o pedaço de lombo ainda estava meio congelado, esteve duas horas no forno a 160º. Fui regando com o môlho. Se estivesse descongelado talvez bastasse uma hora a hora e meia a 180º.
Uma fatia, com môlho, num pãozinho rústico, é uma delícia !

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Rabanadas

Cá em casa há uma 'equipa dos fritos de Natal'. Sabemos que não será o que há de mais saudável, mas na manhã do dia 24 é imprescindível que os Silvas se juntem na cozinha a competirem pelos utensílios de fritura dos fritos de abóbora e das rabanadas. Estes utensílios incluem garfos, colheres e espátulas metálicas, pratos, chávenas, frigideiras e fervedor, etc., etc., etc.
Para as rabanadas aquecemos o litro de leite com a pequena chávena de chá de açucar e os dois paus de canela. Cortamos o cacete de rabanadas em fatias grossas (1,5 cm). Batem-se 3 ou 4 ovos numa tigela de sopa ampla.
Aquecem-se numa frigideira larga uns dois dedos de altura de óleo.
Vão-se passando, só na altura de fritar, as fatias de pão pelo leite aquecido e depois pelos ovos batidos. Escorrem-se e põem-se a fritar, virando até ficarem bem coradinhas.
Põem-se a absorver um pouco o óleo numa tábua com papel de cozinha, e depois passam-se por uma mistura de açucar e canela e dispõem-se no prato de servir.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Os meus dias 'Alice'

Práticamente todos os dias sinto uma sensação de filme negro ao esperar pelo metro. Noutros dias melhora para uma sensação de sofisticação de galeria de arte.
Aquela figura estilizada, de côr única, do coelho-lebre-magrinho que segura um relógio de colete, esticando a corrente e repetindo que está atrasado, choca-me. Porque não me faz esquecer que estou num lugar subterrâneo, a mim que sou um nadinha claustrofóbica. Porque lhe faltam as cores alegres da versão animada do Walt Disney. E faz falta aquele ar rechonchudinho de bochechas rosadas e olhos preocupados do boneco-coelho-branquinho que fala dobrado em brasileiro. Já para não falar da parceria do desconcertante chapeleiro maluco que canta o 'Feliz Desaniversário' - que pode comemorar-se todos os dias do ano menos um - e serve à Alice meia chávena de chá - literalmente: cortada a chávena ao meio .
Lembrei-me disto porque hoje sinto-me assim, num dos meus dias de pernas-para-o-ar, flutuando desamparada com a saia azul absurdamente em balão, os cabelos invertidos mas segundo a minha Mãe com uma bonita côr, sempre a cair até que algum herói de outra história me deite a mão.
- 'Off with her head !' (diria a rainha de copas na versão original)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Perú de Natal da Avó

A confecção desta receita é para corajosos. E na minha versão nem sequer inclui rechear o perú. No original terá de estar dois dias de môlho e um dia em tempêro, mas eu costumo abreviar um pouco a coisa, porque sou muito sensível a cheiros ...
Então compra-se o perú de cerca de 4Kg e chegando a casa lava-se bem, tira-se os miúdos se tiver, e põe-se de môlho num alguidar cheio de água fria, uma mãozada de sal, um molho de salsa, rodelas de umas 3 laranjas e 3 limões postas dentro da água e meio espremidas. Guarda-se num local fresco.
No dia seguinte ou se cumpre o segundo dia de môlho (mudando a água e o resto), ou tempera-se para passar a noite e ser assado para o almoço de Natal.
Para isso tira-se da água, limpa-se de algumas canículas que ainda tenha, lava-se por dentro com aguardente, e barra-se por dentro e por fora com uma pasta feita de margarina, azeite, vinho do Porto, pimentão doce em pó, sal e uma pitada de môlho inglês se quiser. Põe-se num tabuleiro que possa conter o môlho que se vai formar e tapa-se com papel de alumínio. Se como eu optar por não rechear, tape-lhe o buraco entre as patas com uma laranja ou uma maçã. Ate as asas e patas com linha para ficar composto.
Tem de se contar com um mínimo de 4 horas para assar, primeiro com o forno a cerca de 160º, depois de 2 horas pode subir, no intervalo retira-se do forno para 'constipar', levantando o papel de alumínio e regando com o môlho. Para o final retira-se o papel de alumínio para tostar e pode subir a temperatura. Aproveite o môlho. Retire as linhas.
Serve-se trinchado em fatias finas, acompanhado de arroz árabe, batatas pála-pála e farofa.
P.S.: Este ano tinha mais de 5 KG, e esteve a assar a 150º, sempre tapado, desde as 7h30 às 14h.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Tentativa com figuras

Um sobreiro com o tronco descascado muito escuro e os restantes ramos prateados e manchados de verde chamou-me a atenção. Depois resolvi ensaiar as figuras de bois a pastar. Logo que tenha tempo vou passar para uma tela a côres.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Coelho à caçador, ou coisa assim ...

Quem me deu uma receita de coelho à caçador, com direito a exemplificação e degustação, foi o tio Vítor, o mesmo que me fornece canários cantores. Já foi há tanto tempo que desconfio que actualmente não sigo à risca a receita original.
Compro umas embalagens de pernas e lombos de coelho, e depois de lavar com água fria ponho num recipiente temperado com sal, bastante pimentão doce em pó, alho picado, folha de louro e sumo de limão e/ou um pouquinho de vinho.
Enquanto ganha sabor, preparo um tacho com azeite a tapar o fundo e uma cebola picada. Vai a lume brando, ponho o coelho e o louro, e tapo. Vou virando para alourar. Quando está coradinho deito o resto da marinada, duas colheres de polpa de tomate, e fica a cozinhar com o lume no mínimo até o coelho ficar bem tenro. Se necessário acrescento um pouquinho de água.
Para acompanhamento há muitas opções, desde puré a arroz, ou então batatas fritas ou cozidas.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

As deambulações de Dona Tartaruga

Dona Tartaruga começou a hibernar há mais de duas semanas. Mas já ninguém cá em casa se espanta com os seus passeios ocasionais.
Antes isso do que vários meses sem saber nada dela.
Um cheirinho de sol quentinho e lá sai ela da despensa, em direcção ao seu aquário na varanda. Não come nada, mas fica lá até ao início do entardecer, e nessa altura volta para o seu esconderijo forrado a manta de retalhos e tecidos pretos.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A Árvore de Natal ainda resiste

Quase uma semana passou, e a Árvore continua bem composta.
A minha amiga Bi concluiu: a tua gata Nani é do tipo contemplativo.
Realmente eu já a apanhei a olhar fixamente alguns dos meus quadros. Quando pinto em casa, com o material espalhado em cima dum plástico a proteger a mesa da sala, a Nani salta para as costas de um maple próximo e fica aninhada, de cabeça levantada, serenamente atenta, olhos semicerrados, como quem toma conta do processo criativo de uma pintora a sério.
Claro que por vezes salta para cima da mesa para marcar o cavalete com um roçar da bochecha, ou para espreitar que cores estou a misturar na paleta (dizem que os gatos não vêem bem as cores ...).
Até agora não há registo de grandes estragos.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Feijoada. '...and the winner is:...' (just kidding ...)

Participei ontem num 'festival de feijoadas' familiar. Continuando o livro de receitas para o Filhote, deixo aqui a minha receita:
Começo por deitar uma boa quantidade de azeite a cobrir o fundo do tacho, pico bastante cebola, um dente de alho, junto uma folha de louro, e bastante chouriço ribatejano ou corrente cortado às rodelas. Em lume baixo deixo ganhar aroma. Nessa altura junto rojões de porco e entrecosto, peitos de frango aos pedaços. Tempero de sal, tapo o tacho e ponho no mínimo.
Entretanto separo as folhas de uma couve lombarda, tiro os talos mais grossos e lavo bem. Dou uma mexedela nas carnes que entretanto já ganharam gostinho, e junto a couve. Tapo para suar, vigiando a quantidade de água necessária para cozinhar sem pegar (dois dedos de altura).
Depois de a couve amolecer e de as carnes terem tempo de cozinhar, junto o feijão manteiga de lata, aproveitando alguma da água das latas para engrossar o môlho, rectifico de sal, e tapo de novo.
Está pronto para servir quando tudo estiver bem cozido sem deixar desfazer o feijão, e serve-se acompanhado de arroz branco e farinheiras cozidas.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Novamente Natal

Ontem a Nani pôs aquele ar responsável de guardiã da nova Árvore de Natal.
Ainda assim deu umas patadazinhas numas bolitas, saltou em cheio para o meio das caixas de enfeites que esperavam a sua vez em cima da mesa, mas não fez grandes asneiras ...
Só que era feriado, estávamos presentes para lhe dizer um 'não mexe' de vez em quando.
Segundo a minha amiga Bi, agora é que são elas. Nos dias em que ela fique sózinha, com tempo para matutar nos mistérios de tanta côr e tanto brilho, poderá ceder à tentação de introduzir algumas modificações na decoração festiva ...
Esperemos para ver.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ainda por assinar, e a precisar de mais uns toques

(20cm x 20cm)

Vol-au-vent, que me recorda paladares e mimos da minha infância

Pode fazer-se o recheio de um vol-au-vent a partir de restos de frango guizado, ou de caril, ou de um gratinado de camarão. Mas eu costumo fazer assim:
Habitualmente tenho no congelador peitos de frango embalados individualmente em película aderente. Por isso começo por partir dois peitos de frango em pedacinhos, e tempero com sal, muito sumo de limão e umas gotas de môlho inglês.
Preparo um bechamel derretendo uma colher de sopa de margarina, ponho duas colheres de sopa de farinha Maizena e misturo, junto duas canecas de leite e desfaço cuidadosamente a farinha, mexendo sempre até engrossar, de modo a ficar sem grumos. (Pode sempre desfazê-los no fim com a varinha mágica). Tempero com uma pitada de sal, noz moscada e umas gotas de sumo de limão.
Dependendo da quantidade e consistência, pode juntar-se natas. Se quiser engrossar com mais farinha, desfaça-a primeiro num pouco de leite frio.
Guizo o frango em azeite e cebola picada, umas fatias fininhas de bacon aos pedacinhos, cogumelos, alho francês às rodelas ou raminhos de bróculos. Sempre em lume brando, acrescentando um pouquinho de água se necessário para não fritar nem pegar.
Numa tarteira ponho uma placa redonda de massa folhada, o bechamel, o frango, tapo com outra placa de massa folhada, e vai ao forno de 200º cerca de 45 minutos, para a massa inchar e ficar coradinha.
Serve-se com uma salada verde.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Rolo de carne picada

Esta receita tem por base umas indicações da Madrinha do filhote.
Ela recheia com fatias de queijo e fiambre, eu por vezes recheio com tiras de bacon e ovos cozidos à moda da minha Mãe. Faz-se isto formando um quadrado altinho com a carne já preparada, em cima põe-se o recheio e depois enrola-se como uma torta ou um tubo.
Mas a receita base é simples.
A meio quilo de carne de vaca picada junta-se um ovo cru, sal, uma colher de sopa de vinho do Porto, môlho inglês e noz moscada. Mistura-se bem. Acrescenta-se uma colher de sopa de pão ralado para o picado ficar moldável, e forma-se um rolo. Põe-se num pirex e polvilha-se de pão ralado a toda a volta, cobre-se com um fio de azeite e umas colheres de margarina, e vai ao fôrno de 180º cerca de uma hora.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

No atelier, um trabalho complicado


Coxas de frango em caril

Poderão estranhar tanta receita. A minha intenção é dar algumas pistas ao meu filhote sobre a maneira como faço algumas das comidas de que ele gosta. Para que ele as possa preparar quando quiser.
Comprei uma embalagem de coxas de frango a que tirei a gordura amarelada e lavei em água fria. Num pequeno tacho inox pus um bom fio de azeite, meia cebola picada, um pequeno dente de alho picado, e o frango temperado de sal. (Poderia ter acrescentado um pouco de sumo de limão, penso eu).
Tapei o tacho e levei a lume brando.
Depois de alourado o frango de ambos os lados, e de se formar um môlho com os sucos, polvilhei com caril, deixei corar um minutinho, e juntei uma mistura de um pacotinho de leite de côco (em tetrapack) com mais uma porção de caril. (Em vez do leite de côco também uso noutras vezes natas de soja).
Deixa-se ferver uns quinze minutos, sempre em lume brando e com o tacho meio tapado, juntando se necessário um pouco de água para o môlho não reduzir demasiado.
Serve-se com arroz basmatti cozido.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Novembro

Os meus caminhos estão cheios dos seus passos.
As memórias cruzam-se com os meus dias.
O céu, sempre diferente pela manhã, parece uma sua mensagem de vida infinitamente renovada.
A saudade surge em imagens recoleccionadas como tesouros.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Em viagem

Não sei bem se em Grândola ou em Sines, do alto de um viaduto na autoestrada ficou-me gravada uma imagem de verdes, castanhos, laranjas e 'dourados', que já estou a ensaiar num 20x20, e que espero mais tarde, depois de amadurecido, passar para uma tela maior.
Aqui ficam uns traços a propósito.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Dona Tartaruga ainda não se decidiu a hibernar


Não tenho falado ultimamente da primeira protagonista das historinhas deste blogue, a Turtle.
Isto porque, com uma gata em crescimento cá por casa, jogadora de bolinhas de papel de chocolate, mimada em último grau, não há muito que uma tartaruga possa fazer para chamar a atenção.
Mas continua bem, e recomenda-se.
Parecia que tinha recolhido ao seu quartinho na despensa, para hibernar, mas ontem saiu, e foi à procura do seu aquário para fazer uma coisa que ninguém podia fazer por ela. Como o aquário não tinha água, para a Nani não se pôr a bebê-la, Dona Tartaruga teve de optar pelo ar-livre. Sem árvores atrás das quais se esconder, enfim, uma porcaria ! O que deixou os 'tratadores' deste 'zoo' desconcertados ...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Aldrabei o camarão da Avó ... !

Não é que não saiba fazer a receita correcta. Mas demora algum tempo a fase de cozer o camarão, descascá-lo, fazer o bechamel espremendo as cabeças no leite, coar o leite ... e suja muito mais loiça.
Então experimentei o seguinte: numa caneca misturei meio pacote de creme de marisco da Knorr, uma colher de sopa de maizena, e leite frio até encher.
No tacho pus um bom fio de azeite, meia cebola média picadinha, 250 g de miolo de camarão congelado e um pouco de sumo de limão. Juntei duas ou três colheres de sopa de ketchup, tapei e deixei cozinhar. Juntei o preparado de creme de marisco, que ao aquecer engrossou, e um pacote de natas de soja. Provei e rectifiquei o sal. Deixei fervilhar.
Besunta-se um pirex com margarina, deita-se o preparado de camarão, polvilha-se com queijo ralado, e vai ao forno a gratinar.
Segundo os "especialistas", não é tão bom como o verdadeiro, mas para quem não o conheça ...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Frango assado, no forno cá em casa

Os meus assados de carne são todos parecidos, inspirados no tempero de assadura do perú de Natal que a minha Mãe faz.
Limito-me a distinguir nuns o vinho branco, para outros o sumo de limão, para o lombo de porco o tomilho e o môlho inglês, uns levam alho e outros não, mas a base é sempre a mesma.
Excluo o vinho do Porto e a aguardente que fazem parte da preparação do perú de Natal, bem como o seu 'banho prolongado' em água fria com salsa, sal e rodelas de limão e laranja - uma 'cena' muito mais complicada ...
Para o frango começo por tirar-lhe as partes mais gordurentas do rabo e do pescoço, tiro também alguma penugem que ainda tenha, e lavo-o muito bem em água fria.
Depois ou faço uma pasta com os ingredientes num almofariz, ou vou polvilhando o frango com eles.
Começo com uma boa quantidade de sumo de limão por dentro e por fora, sal, alho picadinho, pimentão doce em pó em quantidade razoável, um pequeno fio de azeite e umas colheres de margarina.
Vai a forno de 180/200º um pouco mais de uma hora, regando de vez em quando com o môlho que se vai formando.
Quem gostar pode completar com picante.
Servido quando acaba de sair do forno, considero mais gostoso do que o frango assado de compra, desde que haja tempo para o preparar.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Entretanto ...


... parece que já está pronto. Se não me der na cabeça alterar mais qualquer coisita ...

Perna de borrego assada no forno

Descobri à minha custa que se queremos a perna de borrego sem aquele gosto agressivo, teremos de limpá-la minuciosamente das gorduras e mesmo de uma película fininha mais ou menos fácil de soltar que cobre os músculos.
No talho, na altura da compra, retiram-lhe uma massa esbranquiçada junto ao osso. O resto da limpeza é feita em casa.
Depois passo por água fria, ponho num pirex e tempero com sal, dois dentes de alho picadinhos, sumo de limão ou vinho branco, môlho inglês Worcestershire, bastante pimentão doce em pó, um fio de azeite e duas colheres de margarina Vaqueiro. Dou uns golpes na carne para assar melhor.
Costuma demorar a assar cerca de duas horas em forno eléctrico a 180º.
A meio da assadura junto batatas aos cubos, um pouco cozidas para acabarem de cozinhar no forno.
Faz parte do ritual ir regando o assado com o seu môlho.