quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Nani judoca


"As minhas cambalhotas bem tiradas é que deixam os meus donos maravilhados.
Na verdade, não é nada de mais. Qualquer judoca que se preze aprende a cair desta maneira. Para mim é uma diversão e provoca a atenção dos presentes, que me mimam com muitas festas, alguma luta de punhos, cócegas e risadas."

domingo, 30 de janeiro de 2011

As investigações da Nani

"Tinha umas asas de Anjo, mas via-se bem que não era um Anjo. Tinha um corpo de formiga gorda, mas também não era uma formiga. As patas eram finas e compridas como as de um aranhiço, mas eu sei bem como são os aranhiços.
Apanhei-a quando pousou nas orquídeas do filhote-de-dono, e levei-a para dentro para prosseguir as investigações.
Foi um alvoroço !
Dizia o dono : - Não Nani, isso não se come !
E o filhote-de-dono : - Nani, coitadinha da borboleta !
Bem, então era uma borboleta. Estava a fazer-se de morta, porque assim que o dono lhe pegou e a levou para a varanda, saiu a voar da sua mão, e nunca mais a vi."

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Praia dos 3 irmãos, Alvor



Depois de tirada a fotografia, notei que ainda tenho de retocar os escuros ao fundo ...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A ocupação dos Anjos (3)

O desenho provavelmente não vos consegue transmitir a estonteante beleza do início do pôr-do-sol de ontem. Além do traço ser desajeitado, falta-lhe o brilho em vários dos tons que pintavam o céu, em leves neblinas e no cobertor de nuvens esfarrapadas. O Sol escondido queimava as nuvens acima mas punha um tom de salmão suave e brilhante na neblina em baixo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A ocupação dos Anjos (2)


De certa forma ultrapassei a cerimónia que fazia com as côres. O pouco à-vontade teve origem nas minhas frustrações com o guache azul do desenho de liceu. Sempre procurei um azul mais próximo do tom do céu, mas nunca o consegui 'arrancar' a partir do guache. Agora, depois de ter acesso ao azul cerúleo do óleo, encontrei as côres customizadas do 'paint'. Muito reconfortante.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A ocupação dos Anjos



Em cada manhã, um novo céu. O de hoje com uma camada de nuvens debruadas pela luminosidade do sol nascente, passando mais à frente a um nevoeiro cerrado.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A magia dos números

Nunca pensei em ter mais de cinquenta anos. Não que achasse que não durava mais que isso, mas simplesmente não me conseguia imaginar a somar números acima de cinquenta. Viveria sempre com cinquenta a partir daí.
Pareceu-me sempre um número suficientemente neutro em termos de se ser velho ou novo, nem velho nem novo, um número razoável, redondo, confortável. Meio século. Meia centena.
Pode já saber-se muito mas ainda se ter muito que aprender e experimentar.
Não há nenhum desfecho específico para essa idade, pode esperar-se tudo.
Dá para se ser filha, irmã, tia, prima, esposa, mãe, avó, amiga.
Um número universalista.
Mas cá vou eu já com cinquenta e um. Pronto, mais um mito reformulado.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Reencontros com a infância

Estive umas semanas sem pegar nas pinturas, a fazer coisas muito adultas, muito sérias e responsáveis, e parecia-me que tinha mesmo acabado por perder a capacidade de me encantar com o mundo das tintas, telas e pincéis.
Mas ainda assim, com o incentivo de algumas boas almas, regressei esta semana ao atelier para retomar o quadro que tinha ficado a meio. E lá voltou a sensação de infância, de escola ordenada e amigos de brincadeiras, de concentração maravilhada num projecto que aparentemente não tem importância nenhuma, uma brincadeira de bonecas, mas em última análise é o que me mantém em contacto com a fantasia ao alcance dos dedos.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Os bonecos de B

Sexta-feira deixei o meu telemóvel esquecido em cima da minha secretária. Não pude receber nem retribuir os habituais e saborosos votos de Bom Ano ao fim da noite.
Estava um pouco desconsolada, até que me lembrei que o telemóvel está bem acompanhado, pelos pequenos peluches que o meu colega B costumava 'pescar' naquelas máquinas de moeda. O seu método era infalível, só gastava uma moeda. A sua estratégia consistia em estudar qual o boneco que estava em melhor posição de ser pescado, sem ceder à tentação de escolher o alvo pela sua beleza.
O meu colega B já faleceu, bem novo. Disseram que foi de um defeito qualquer no coração. Mas no tempo todo em que tive o prazer de conviver com ele não lhe encontrei qualquer defeito de coração.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Lombo de porco laranja e Porto

Resolvi variar um pouco o tempêro do lombo de porco assado.
O costume é temperar com sal, sumo de limão, môlho inglês, alho picado, pimentão doce em pó e tomilho, azeite e margarina.
Mas inspirei-me no fiambre no forno e temperei o lombo com o sumo de uma laranja doce, sal, um cálice de vinho do Porto, dois cravinhos da Índia que espetei na carne, pimentão doce em pó e gengibre em pó, azeite e margarina.
Como o pedaço de lombo ainda estava meio congelado, esteve duas horas no forno a 160º. Fui regando com o môlho. Se estivesse descongelado talvez bastasse uma hora a hora e meia a 180º.
Uma fatia, com môlho, num pãozinho rústico, é uma delícia !

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Rabanadas

Cá em casa há uma 'equipa dos fritos de Natal'. Sabemos que não será o que há de mais saudável, mas na manhã do dia 24 é imprescindível que os Silvas se juntem na cozinha a competirem pelos utensílios de fritura dos fritos de abóbora e das rabanadas. Estes utensílios incluem garfos, colheres e espátulas metálicas, pratos, chávenas, frigideiras e fervedor, etc., etc., etc.
Para as rabanadas aquecemos o litro de leite com a pequena chávena de chá de açucar e os dois paus de canela. Cortamos o cacete de rabanadas em fatias grossas (1,5 cm). Batem-se 3 ou 4 ovos numa tigela de sopa ampla.
Aquecem-se numa frigideira larga uns dois dedos de altura de óleo.
Vão-se passando, só na altura de fritar, as fatias de pão pelo leite aquecido e depois pelos ovos batidos. Escorrem-se e põem-se a fritar, virando até ficarem bem coradinhas.
Põem-se a absorver um pouco o óleo numa tábua com papel de cozinha, e depois passam-se por uma mistura de açucar e canela e dispõem-se no prato de servir.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Os meus dias 'Alice'

Práticamente todos os dias sinto uma sensação de filme negro ao esperar pelo metro. Noutros dias melhora para uma sensação de sofisticação de galeria de arte.
Aquela figura estilizada, de côr única, do coelho-lebre-magrinho que segura um relógio de colete, esticando a corrente e repetindo que está atrasado, choca-me. Porque não me faz esquecer que estou num lugar subterrâneo, a mim que sou um nadinha claustrofóbica. Porque lhe faltam as cores alegres da versão animada do Walt Disney. E faz falta aquele ar rechonchudinho de bochechas rosadas e olhos preocupados do boneco-coelho-branquinho que fala dobrado em brasileiro. Já para não falar da parceria do desconcertante chapeleiro maluco que canta o 'Feliz Desaniversário' - que pode comemorar-se todos os dias do ano menos um - e serve à Alice meia chávena de chá - literalmente: cortada a chávena ao meio .
Lembrei-me disto porque hoje sinto-me assim, num dos meus dias de pernas-para-o-ar, flutuando desamparada com a saia azul absurdamente em balão, os cabelos invertidos mas segundo a minha Mãe com uma bonita côr, sempre a cair até que algum herói de outra história me deite a mão.
- 'Off with her head !' (diria a rainha de copas na versão original)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Perú de Natal da Avó

A confecção desta receita é para corajosos. E na minha versão nem sequer inclui rechear o perú. No original terá de estar dois dias de môlho e um dia em tempêro, mas eu costumo abreviar um pouco a coisa, porque sou muito sensível a cheiros ...
Então compra-se o perú de cerca de 4Kg e chegando a casa lava-se bem, tira-se os miúdos se tiver, e põe-se de môlho num alguidar cheio de água fria, uma mãozada de sal, um molho de salsa, rodelas de umas 3 laranjas e 3 limões postas dentro da água e meio espremidas. Guarda-se num local fresco.
No dia seguinte ou se cumpre o segundo dia de môlho (mudando a água e o resto), ou tempera-se para passar a noite e ser assado para o almoço de Natal.
Para isso tira-se da água, limpa-se de algumas canículas que ainda tenha, lava-se por dentro com aguardente, e barra-se por dentro e por fora com uma pasta feita de margarina, azeite, vinho do Porto, pimentão doce em pó, sal e uma pitada de môlho inglês se quiser. Põe-se num tabuleiro que possa conter o môlho que se vai formar e tapa-se com papel de alumínio. Se como eu optar por não rechear, tape-lhe o buraco entre as patas com uma laranja ou uma maçã. Ate as asas e patas com linha para ficar composto.
Tem de se contar com um mínimo de 4 horas para assar, primeiro com o forno a cerca de 160º, depois de 2 horas pode subir, no intervalo retira-se do forno para 'constipar', levantando o papel de alumínio e regando com o môlho. Para o final retira-se o papel de alumínio para tostar e pode subir a temperatura. Aproveite o môlho. Retire as linhas.
Serve-se trinchado em fatias finas, acompanhado de arroz árabe, batatas pála-pála e farofa.
P.S.: Este ano tinha mais de 5 KG, e esteve a assar a 150º, sempre tapado, desde as 7h30 às 14h.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Tentativa com figuras

Um sobreiro com o tronco descascado muito escuro e os restantes ramos prateados e manchados de verde chamou-me a atenção. Depois resolvi ensaiar as figuras de bois a pastar. Logo que tenha tempo vou passar para uma tela a côres.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Coelho à caçador, ou coisa assim ...

Quem me deu uma receita de coelho à caçador, com direito a exemplificação e degustação, foi o tio Vítor, o mesmo que me fornece canários cantores. Já foi há tanto tempo que desconfio que actualmente não sigo à risca a receita original.
Compro umas embalagens de pernas e lombos de coelho, e depois de lavar com água fria ponho num recipiente temperado com sal, bastante pimentão doce em pó, alho picado, folha de louro e sumo de limão e/ou um pouquinho de vinho.
Enquanto ganha sabor, preparo um tacho com azeite a tapar o fundo e uma cebola picada. Vai a lume brando, ponho o coelho e o louro, e tapo. Vou virando para alourar. Quando está coradinho deito o resto da marinada, duas colheres de polpa de tomate, e fica a cozinhar com o lume no mínimo até o coelho ficar bem tenro. Se necessário acrescento um pouquinho de água.
Para acompanhamento há muitas opções, desde puré a arroz, ou então batatas fritas ou cozidas.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

As deambulações de Dona Tartaruga

Dona Tartaruga começou a hibernar há mais de duas semanas. Mas já ninguém cá em casa se espanta com os seus passeios ocasionais.
Antes isso do que vários meses sem saber nada dela.
Um cheirinho de sol quentinho e lá sai ela da despensa, em direcção ao seu aquário na varanda. Não come nada, mas fica lá até ao início do entardecer, e nessa altura volta para o seu esconderijo forrado a manta de retalhos e tecidos pretos.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A Árvore de Natal ainda resiste

Quase uma semana passou, e a Árvore continua bem composta.
A minha amiga Bi concluiu: a tua gata Nani é do tipo contemplativo.
Realmente eu já a apanhei a olhar fixamente alguns dos meus quadros. Quando pinto em casa, com o material espalhado em cima dum plástico a proteger a mesa da sala, a Nani salta para as costas de um maple próximo e fica aninhada, de cabeça levantada, serenamente atenta, olhos semicerrados, como quem toma conta do processo criativo de uma pintora a sério.
Claro que por vezes salta para cima da mesa para marcar o cavalete com um roçar da bochecha, ou para espreitar que cores estou a misturar na paleta (dizem que os gatos não vêem bem as cores ...).
Até agora não há registo de grandes estragos.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Feijoada. '...and the winner is:...' (just kidding ...)

Participei ontem num 'festival de feijoadas' familiar. Continuando o livro de receitas para o Filhote, deixo aqui a minha receita:
Começo por deitar uma boa quantidade de azeite a cobrir o fundo do tacho, pico bastante cebola, um dente de alho, junto uma folha de louro, e bastante chouriço ribatejano ou corrente cortado às rodelas. Em lume baixo deixo ganhar aroma. Nessa altura junto rojões de porco e entrecosto, peitos de frango aos pedaços. Tempero de sal, tapo o tacho e ponho no mínimo.
Entretanto separo as folhas de uma couve lombarda, tiro os talos mais grossos e lavo bem. Dou uma mexedela nas carnes que entretanto já ganharam gostinho, e junto a couve. Tapo para suar, vigiando a quantidade de água necessária para cozinhar sem pegar (dois dedos de altura).
Depois de a couve amolecer e de as carnes terem tempo de cozinhar, junto o feijão manteiga de lata, aproveitando alguma da água das latas para engrossar o môlho, rectifico de sal, e tapo de novo.
Está pronto para servir quando tudo estiver bem cozido sem deixar desfazer o feijão, e serve-se acompanhado de arroz branco e farinheiras cozidas.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Novamente Natal

Ontem a Nani pôs aquele ar responsável de guardiã da nova Árvore de Natal.
Ainda assim deu umas patadazinhas numas bolitas, saltou em cheio para o meio das caixas de enfeites que esperavam a sua vez em cima da mesa, mas não fez grandes asneiras ...
Só que era feriado, estávamos presentes para lhe dizer um 'não mexe' de vez em quando.
Segundo a minha amiga Bi, agora é que são elas. Nos dias em que ela fique sózinha, com tempo para matutar nos mistérios de tanta côr e tanto brilho, poderá ceder à tentação de introduzir algumas modificações na decoração festiva ...
Esperemos para ver.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010