Tenho-me sentido cada vez menos prudente por não assegurar um pedaço de terra para criar parte dos alimentos necessários à família, e quem sabe também como pequeno comércio de subsistência. Os novos indicadores de subida do custo dos alimentos, e dos efeitos da sua escassez em algumas regiões do mundo deveriam inspirar o tal 'sobressalto social' de que falou o PR. Acredito que, como filho de família humilde, ele pense no mar e nas pescas com a mesma sensibilidade pueril com que eu penso numa quinta familiar. Mas talvez não.
Pelo que ouvi em algumas reportagens, a quem não tem terrenos agrícolas no património da família os custos para os adquirir e explorar não permitem retorno em prazo razoável, e ai estará um dos problemas da agricultura em Portugal.
Resta saber se há terrenos ainda desperdiçados que poderiam ser cuidados e aproveitados.
A mim as notícias deixam-me receosa, e sinto pena que a minha formação não inclua conhecimentos sobre agricultura, rotação de culturas agrícolas e exploração sustentada de terrenos, fertilização de solos segundo as culturas escolhidas, adequação de árvores frutícolas e dimensionamento de pomares, armazenamento e conservação de produtos da terra, que me permitam realmente pesar os riscos e custos de uma mudança de modo de vida.
É claro que estamos sempre a tempo de aprender, e há quem se atire ao futuro de cabeça ...