quinta-feira, 31 de março de 2011

quarta-feira, 30 de março de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

Notícias

Li hoje, numa edição online de um jornal diário, que vai ser dividido e atravessado por um novo itinerário principal o terreno que sustenta um olival do azeite que foi em 2010 classificado como o melhor do mundo, e exporta 90% da sua produção.

Dividir o terreno significa ficar afundada debaixo do asfalto parte do sistema de rega, com as consequentes dificuldades de eventuais reparações, limitar o alcance do equipamento de tratamento das árvores ou exigir a sua duplicação, e outros prejuízos descritos na notícia, já para não falar nos impactos ambientais afectando a qualidade do azeite. Para mais parece que num possivel traçado alternativo que evitasse a propriedade, seria prejudicado terreno menos fértil.

Contactado o proprietário, mostra-se estupefacto com a decisão.

Contactado o presidente da câmara, justifica dizendo que o proprietário foi avisado para não plantar mais olival na área que agora vai ser o IP Sines-Beja, uma faixa de três quilómetros por 80 metros (ou coisa que o valha) que atravessa a propriedade.

Sinceramente custa-me acreditar em tamanha imbecilidade.

A história só pode estar mal contada.

Digam-me que isto não é verdade.

Memória verde

segunda-feira, 28 de março de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Aprendizagem


Bem cedo na infância do Filhote cometi durante algum tempo um erro de preciosismo, inspirada no meu próprio fascínio de criança a observar a habilidade da minha Mãe para o desenho.
Queria ensiná-lo a desenhar, e comecei por um carro, todo bonito, todo em perspectiva, com detalhes deliciosos, de que ele gostou muito. Mas não se mostrou interessado em corresponder com um desenho seu.
Ora o Pai, com a sua falta de paciência para o desenho, mostrou-lhe a sua versão : umas linhas simples em duas dimensões, com alguns pormenores também muito simples e fáceis de prever.
E o Filhote fez logo uma reprodução, confiante nas suas próprias capacidades.
Existem lá em casa inúmeras versões felizes desse modelo.
Hoje em dia, já adulto, faz coisas bem mais sofisticadas, mas em criança não vale complicar.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ron-ron-ron



Hoje apetecia-me ficar enroscada no edredon, mas a Nani chamou-me a atenção para mais uma manhã bonita, mesmo com a perspectiva de uma estirada de 45 minutos a pé por causa de outra greve do metro.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Morreu hoje a mulher mais linda de Hollywood

Que me desculpe o pouco jeito.

Dêem um desconto à fotógrafa ...


"Imagine all the people sharing all the World"

segunda-feira, 21 de março de 2011

Um bolo p'ró chá

Um bolinho à fatia, meio inventado sobre a receita de bolo de yogurte, condicionada pelos ingredientes que tinha em casa. Preparei-o a pedido de um bolinho caseiro.
Na batedeira pus 3 ovos XL inteiros, 150g de açucar e 100 ml de natas de soja Alpro soya cozinha. Tudo bem batido enquanto preparei a forma de buraco besuntada com margarina e polvilhada de farinha. Voltei à massa e juntei a raspa e o sumo coado de uma laranja do Algarve, e no fim 150 g de farinha self-raising.
Esteve no forno de 180º cerca de uma hora.
Retirei do forno, deixei arrefecer um pouco, e desenformei.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Bacalhau com broa

Era um jantar só para um, mas resolvi caprichar.
Pus um lombo de bacalhau a descongelar em leite morno com uma pitada de noz moscada enquanto refogava em lume muito brando meia cebola às rodelas em azeite com uma pitadinha de sal. Piquei na 1-2-3 uma quantidade de broa - suficiente para fazer uma crosta generosa por cima do bacalhau - junto com um dentinho de alho.
Num pequeno pirex pus a posta de bacalhau, em cima uma fatia fina de presunto serrano, a cebola refogada, a camada de broa picada, tudo salpicado com o azeite de refogar a cebola e um pouquito mais que achei necessário.
Levei ao forno de 160º/180º cerca de uma hora, para o bacalhau cozinhar e a broa torrar.
Sem acompanhamento, mas sugiro uns grelos ou outros verdes cozidos e temperados de azeite e vinagre.
Houve uma sugestão de melhoramento : 'montar' o pirex com bacalhau às lascas em vez de o lombo inteiro. Fica para a próxima.

Onde estamos ?

1. "Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão".
2. Em País onde não há produção, todos falam e assobiam para o ar enquanto ainda têm pão.
3. Na profissão de político parece ser suficiente inventar uns discursos e declarações coerentes, e depois recolhem às suas sedes partidárias, contentinhos. Esgrimam posições de forma que acreditam ser inconsequente mas que tem efeitos catastróficos. Espero que no papel de governantes se passe à acção, e se levem à prática planos delineados com critérios de realismo e espírito empreendedor. Ah, sim, e com a solidariedade institucional de todos os intervenientes.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Uma gracinha para a Ritinha



Marcador edding 3000 preto sobre tela branca de algodão 24cm x 30cm. Uma encomenda da Mãe da Ritinha.

Tudo feito num fôlego de concentração depois de pesquisa de materiais nas lojas de artes plásticas e decorativas, que culminaram numa solução simples que dependia totalmente da firmeza da mão e de um momento feliz. Acção precedida de alguns desenhos preparativos em papel e de muita ansiedade e expectativa sobre o efeito final.

O desenho é simples, mas fazê-lo pela primeira vez sobre uma tela de boa qualidade praticamente 'sem rede' é assustador.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Em terra de cegos ...

1. Num Portugal de cegos-surdos-mudos, políticos ou empresários que nem sequer têm um olho são reis.
2. Há infraestruturas pesadas desertas e abandonadas porque se gasta mais em projectos desproporcionados de poucos do que se investe no trabalho necessário a muitos.
3. Faz-se mais por um magro subsídio de desemprego em inactividade do que por um rendimento limitado trabalhando na produção agrícola ou pesqueira de pequena escala.

terça-feira, 15 de março de 2011

Reflexões de uma idiota

(Lá por casa dos meus pais um idiota é uma pessoa que pensa muito e por isso tem muitas ideias, independentemente de serem válidas ou não)
1. O proteccionismo (seja lá em que sentido fôr) só é mau para os especuladores de mercado - veja-se a presente agitação para acabar com a golden share do estado português sobre a EDP.
2. A inflacção em Portugal só não é mais alta porque a maioria dos produtos hoje em dia transaccionados tem muito menos qualidade que noutros tempos.

Footing

Hoje o metro de Lisboa só começou a trabalhar lá pelas 11h da manhã. Como o dia acordou soalheiro, muitos lisboetas se aventuraram a deslocar-se a pé para os seus locais de trabalho.
Actualmente mais treinados pelos passeios a pé em períodos de lazer, nas diversas áreas de costa marítima ou fluvial, os lisboetas conseguem encarar com mais optimismo as adversidades das greves de transporte. Passaram da aflição do 'chegar lá a tempo' para a resistência consciente do 'ir andando para lá chegar dentro de cerca de uma hora'. Claro que para percursos maiores ou horários mais apertados a coisa não é tão pacífica ...
Também não ajudam alguns factores negativos dos tempos que correm : os transeuntes que ainda fumam à nossa frente no caminho, e a visão de uma cidade desfeita em prédios entaipados de tijolo nas janelas meio destruídas, grafitis a maior parte das vezes nada inspirados, lojas de produtos de fraca qualidade que invadem espaços que outrora respiravam glamour, muitas caras fechadas em sofrimento contrastando com o teimoso sorriso dos mais jovens.
Mas a mim soube-me bem recordar e voltar a seguir os passos de alguns Fernando(s) Pessoa(s).
Valha-nos esse teimoso sorriso dos mais jovens.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Gandhi

Nem mais a propósito do meu post anterior, li hoje numa publicação online uma citação de Gandhi : " ... existe Terra suficiente para as necessidades de todos, mas não existe Terra suficiente para a ganância de todos ...".

sexta-feira, 11 de março de 2011

Portugal dificilmente agrícola

Tenho-me sentido cada vez menos prudente por não assegurar um pedaço de terra para criar parte dos alimentos necessários à família, e quem sabe também como pequeno comércio de subsistência. Os novos indicadores de subida do custo dos alimentos, e dos efeitos da sua escassez em algumas regiões do mundo deveriam inspirar o tal 'sobressalto social' de que falou o PR. Acredito que, como filho de família humilde, ele pense no mar e nas pescas com a mesma sensibilidade pueril com que eu penso numa quinta familiar. Mas talvez não.
Pelo que ouvi em algumas reportagens, a quem não tem terrenos agrícolas no património da família os custos para os adquirir e explorar não permitem retorno em prazo razoável, e ai estará um dos problemas da agricultura em Portugal.
Resta saber se há terrenos ainda desperdiçados que poderiam ser cuidados e aproveitados.
A mim as notícias deixam-me receosa, e sinto pena que a minha formação não inclua conhecimentos sobre agricultura, rotação de culturas agrícolas e exploração sustentada de terrenos, fertilização de solos segundo as culturas escolhidas, adequação de árvores frutícolas e dimensionamento de pomares, armazenamento e conservação de produtos da terra, que me permitam realmente pesar os riscos e custos de uma mudança de modo de vida.
É claro que estamos sempre a tempo de aprender, e há quem se atire ao futuro de cabeça ...

quarta-feira, 9 de março de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

Bruxa má

Durante uns poucos de anos partilhei o gabinete de trabalho com um colega pouco falador. O que nos juntou naquele gabinete foi o facto de sermos os últimos fumadores da nossa área de trabalho, e depois de eu deixar de fumar em 2002 nem isso já justificava o arranjo. Não tinhamos nada em comum, nem projectos de trabalho nem interesses de lazer.
As visitas e convidados eram escassos, e o ambiente musical deixou de me agradar ao fim de uns anos de muitos decibéis, numa playlist repetida à exaustão.
O meu colega acabou por mudar agora de gabinete e de área de trabalho, mas continuo a sentir-me uma habitante temida de uma qualquer casinha de chocolate, a evitar pelas crianças mais sensatas.
Ou seja, o mal está mesmo na bruxa má, e não na casinha de chocolate ou no seu DJ.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Osso buco

Há algum tempo que não fazia este prato, desde que apareceu a história das vacas loucas. Mas a minha Mãe insistiu algumas vezes e aparentemente o perigo já passou. Neste sábado voltei a preparar aquela que a minha Mãe considera uma deliciosa refeição.
É uma adaptação de uma receita da Mª de Lurdes Modesto, mas nada de alho, nada de caldo de carne, nada de aipo.
Começo por passar as rodelas de osso buco por farinha. No fundo da panela de pressão derretem-se umas colheres de margarina e alouram-se as rodelas. Retiram-se para um prato, cuidadosamente para não 'fugir' o tutano. À margarina junta-se um fio de azeite, um alho francês cortado às rodelas, bastante tomate maduro cortadinho, sem pele nem grainhas, e cenoura aos quadradinhos. Refoga ligeiramente, colocam-se em cima as rodelas de osso buco, tempera-se de sal e rega-se com um caldo knorr de galinha desfeito num grande copo de água aquecida, e também um copo de vinho branco.
Fecha-se a panela de pressão e deixa-se cozinhar em lume brando, depois de levantar fervura, durante 50 minutos.
Serve-se com tagliatelle cozido.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Panados de perú no forno

Tudo o que substitua coisas fritas em óleo a alta fritura tem a minha adesão. Vai daí resolvi adaptar uma receita de panados no forno.
Para uma embalagem de 5 bifes de perú utilizei um ovo, sal e sumo de limão, parte de uma embalagem de queijo emental farripado e pão ralado.
Tempera-se os bifes com o sal e o sumo de limão, besunta-se um pirex amplo com um pouco de azeite, passam-se os bifes pelo ovo batido e por uma mistura de queijo e pão ralados, dispôem-se no pirex e vão ao forno de 220º cerca de 40 minutos.
Acompanha com um arroz de tomate malandrinho, que começa por um refogadinho de azeite, cebola, tomate e uma folha de louro, junta-se uma porção de arroz agulha lavado, o dobro e mais um pouco de água, polpa de tomate e sal. Coze em lume muito brando.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Nani posição yoga


Após momentos de grande alegria, correrias, cambalhotas, arranhadelas e mordidelas, a Nani, já estoirada, encontrou agora uma posição muito engraçada, de costas no tapete e barriga e patas para o ar, chegando a fechar os olhos de tão descontraída e feliz.
Diz-me a minha amiga Bi que estará a fazer yoga, que a sua cadela também faz yoga dessa forma.
Eu facilmente me rendo aos conhecimentos de especialista da Bi, até porque foi ela que ofereceu a Nani, e também porque tem sempre uma visão muito zen das coisas da vida, humana e animal.