quarta-feira, 25 de maio de 2011

Mais uma receita de frango

Mais uma embalagem de coxas de frango. Caril ? Fricassé ? Ervilhas ? "Não me desperdices as cervejas !". Ok, vou adaptar outra receita.
Cobri o fundo do tachinho inox com azeite e meia cebola picada, as coxas sem pele nem gorduras, uma pitada de sal, uma courgette cortada em finas fatias aos quartos, sumo de meio limão, umas colheradas de polpa de tomate. Deixei fervilhar em lume brando, e depois de formado algum molhinho acrescentei meia caneca de água quente, umas colheradas de natas de soja e um pouco de ketchup. Ficou a ferver mais um pouco. Acompanhei com esparguete cozido.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ter uma gatinha Nani é repousante



Acordei com estas palavras e as vozes fininhas dos Bee Gees

"And how can you mend a broken heart ?
How can you stop the rain from falling down ?"

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Temos sempre de manter a força de espírito

"You might slide.
You might tumble and fall by the road side.
Don't you ever let nobody drag your spirit down.
Remember you're walkin' up to heaven, don't let nobody turn you round"
(Eric Bibb)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Domingo de madrugada

Numa sala de espera, surpreendentemente deserta, das urgências do hospital, em hiperactividade por falta de sono. Eu aconselho-a a rezar e dormir. Ela responde, num sussurro mas sempre alerta :
“Dorme que eu velo, sedutora imagem,
grata miragem que vi;
Dorme – impossível – que encontrei na vida
Dorme, querida, que eu descanso aqui.”

Pesquisei na net. O autor é Tomás Ribeiro. O coração partido é dela.


sexta-feira, 6 de maio de 2011

A ocupação dos Anjos




Comboio das 7h30m. A Nani hoje acordou-me bem cedo. Mais um belo céu nublado de presente para mim e para toda a humanidade. Peguei no bloquinho de desenho e numa esferográfica a tentar capturar as nuances mais discretas. Por cima do meu ombro ouvi uma frágil risada ; olhei e dei de caras com o rosto de um miúdo franzino, de uns onze anitos, a camisola de gorro a tapar-lhe a carapinha, a expressão iluminada num largo sorriso. Ficou por ali, debruçado nas costas do meu banco, a ver-me rabiscar. Desceu na estação seguinte despedindo-se com uma frase de genuína admiração : "Iii ! A senhora desenha bué bem !".

sexta-feira, 29 de abril de 2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Perninhas de frango em molho fricassé

Quem me deu umas dicas sobre o fricassé foi a minha irmã mais velha. Ontem tinha uma embalagem de cinco pernas de frango para o jantar para dois e resolvi fazer em fricassé.

Cobri o fundo de um tachinho inox com azeite e uma pequena cebola picada. Cortei em pedacinhos uma fatia de bacon, juntei as pernas de frango, temperei de sal e pus em lume mínimo tapando o tacho. Virei as pernas para alourarem por igual, e depois de bem cozinhadas e formado já um molhinho, retirei as pernas e com uma vara de arames misturei o sumo de meio limão, meia chávena de água, uma gema de ovo, e um bom pedaço de salsa fresca picada. Voltei a pôr no tacho as pernas de frango, e deixei fervilhar, sempre em lume brando e com o tacho tapado, até estar o frango bem cozinhado.

Acompanhei com arroz basmatti cozido.

Foi um ar que lhe deu.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

"Quantos quadros já tens ?"



Tenho alguns, outros 'vendi' por mimos que me deram.

terça-feira, 26 de abril de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Pizza de yogurte natural ("massa fina")

Reparei nesta receita no Petiscos.com pela simplicidade dos ingredientes, mas vi-me um pouco grega com uma certa imprecisão relativamente à quantidade de farinha, tempo e temperatura de cozedura. Mas não ficou má de todo, um pouco mal cozida no centro, mas deixo aqui a experiência para vossas adaptações.

Numa tigela funda misturei 3 yogurtes naturais Pingo Doce com cerca de três copos de yogurte bem cheios de farinha Branca de Neve self-raising (pacote com letras vermelhas), que fui deitando a pouco e pouco, e uma pitada de sal. A massa ficou bastante mole, mas a receita referia isso. O meu sobrinho Pedro Penedo da Rocha Calhau estranhou não ser mais grossa e moldável com as mãos, mas arrisquei assim.

Preparei um molho cru pondo no copo da varinha mágica um bocado de polpa de tomate Guloso, um pouco de cebola e umas gotas de azeite. Bati com a varinha. Poderia talvez ter posto também um grãozinho de sal grosso.

Tapei o tabuleiro do forno com papel vegetal borrifado de farinha, despejei a massa a partir do centro formando uma espécie de bolacha grande e gordinha (vai abater quando lhe começar a por coisas em cima), polvilhei com farinha. Pus uma camadinha fina de molho de tomate cru, polvilhei com um pouquinho de queijo farripado para pizzas da Président, espalhei pedacinhos de umas fatias de chourição e fiambre, cobri com mais queijo e uma pitada de orégãos.

Esteve no forno de 220º, ligado na altura, durante 30 minutos.

O toque do molho de tomate foi apreciado por uma das "vítimas". Logo que acerte melhor nos pormenores, vai ser uma boa opção para um petisco.


P.S.: Aperfeiçoei a tática, ligando previamente o forno a 200º antes de começar a preparar a pizza, deixando depois cozer a essa temperatura cerca de 30 minutos.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

"...olhos e boca e assim ..."


O meu crítico mais persistente e desconcertante não entende porque é que eu não faço os desenhos da Nani com mais elementos expressivos. Mas essa é uma questão que me acompanha desde há muito. Eu costumo achar que estrago os desenhos quando tento dar-lhes uma forma muito definida. Fujo muito de fazer figuras humanas por causa disso. É um obstáculo que ainda não fui capaz de ultrapassar.

Mas aqui vai, para que vejas o efeito e possas ajudar-me a corrigir, como sempre tens feito.

Ali ao pé



quarta-feira, 13 de abril de 2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Crescimento e aprendizagem



A Nani lá vai crescendo, e vai ficando mais segura tanto em relação aos cantinhos da casa como em relação aos hábitos dos diversos membros da família. Gosta de companhia, mas em algumas ocasiões do dia quase desaparece, escolhendo esconderijos para dormir uma soneca. Reage com curiosa atenção às novidades que trazemos para casa, como foi ultimamente o caso das luzes de jardim que espetamos na terra dos vasos na varanda. Dá uma luz azulada entre as plantas nas noites agora quentinhas de Primavera. A Nani não perdeu a oportunidade de as cheirar cuidadosamente, para depois se deitar a usufruir do ambiente durante o princípio da noite.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Os sonhos do Engº Prudente - Parte II

A esposa do Engº Prudente, filhos, netos e restante família, não tão prudentes nem rigorosos mas igualmente solidários com a natureza, contactaram um apicultor-a-sério para tratar do enxame de abelhas. Num trabalho com intervenção escalonada de alguns, orientados pelo apicultor-a-sério, o enxame foi capturado e encontra-se em mudança para o Alentejo.

A intervenção consistiu em acender-se a lareira recorrendo a ramos verdes, para emissão de muito fumo. O apicultor-a-sério, munido de máscara de rede e luvas, em equilíbrio corajoso sobre o telhado, colocou uma caixa no topo da chaminé para receber o enxame logo que a rainha guiasse as suas obreiras para longe do fumo.

A operação durou toda a tarde, e só terminou ao lusco-fusco, com a chegada à caixa das obreiras que andaram por longe durante o dia. A caixa foi envolvida num grande saco de plástico, para o transporte. Não houve picadas, e o próprio enxame parece ter servido como pagamento do trabalho.

A família transmitiu ao apicultor-a-sério votos de bom mel com aquele enxame.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Os sonhos do Engº Prudente

O Engº Prudente tinha um sonho : ser apicultor. Mas não podia arriscar incomodar os seus vizinhos citadinos. Era pouco prudente alojar num pequeno terreno urbano uma ou mais colmeias de abelhas que, como se sabe, não têm fronteiras ao voo e podem desencadear ataques em enxame. Ah mas que pena, o Engº Prudente gostava tanto de mel, e ao contrário dos seus figos preferidos, que fez questão de criar no seu jardim, não podia produzir o seu próprio mel.

O Engº Prudente não podia ser apicultor, era gestor de empresas e fábricas, e geria finanças como quem cuida de uma colmeia : com prudência e rigor.

Um ano e picos após a sua morte, morte por velhice de uma vida com muito mel, teve de ser cortado, para não incomodar os vizinhos, o seu enorme pinheiro manso. Algum tempo depois, começaram a aparecer mortas debaixo do cadeirão do Engº Prudente pequenas abelhas enfarruscadas. "O que será, o que não será ?" vai-se a ver e estava uma colmeia instalada na chaminé da lareira do Engº Prudente. E as abelhas, cobertas de fuligem, transferidas provavelmente do pinheiro para a chaminé, tão misteriosamente como tinham vivido em segredo o seu sonho, escolhiam agora morrer aos seus pés.

quinta-feira, 31 de março de 2011