segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Perninhas de frango, para variar
Certamente conhecem aquela anedota do tipo que fora do seu país só comia feijoada, que era a única coisa que conseguia transmitir ... assim estamos nós cá em casa com as perninhas de frango.
Desta vez cobri o fundo do tacho com azeite, cebola picada, cenoura ralada e tomate partidinho sem pele nem graínhas. Temperei com sal, sumo de limão e gengibre em pó, e tapei para alourar, virando para alourar por igual. Depois de apuradinho, juntei água com açafrão e uma colherada de ketchup, e ficou a cozinhar em lume brando.
Para não variar, servi com arroz basmatti cozido simples.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Caetano Veloso vem por aí
"(...) Para desentristecer, leãozinho,
o meu coração tão só,
basta eu encontrar você no caminho. (...)"
o meu coração tão só,
basta eu encontrar você no caminho. (...)"
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Movimento uniformemente acelerado
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
O bacalhau saboroso da Avó
Reparei que tinha poucas receitas de peixe, e na falta imperdoável de ainda não ter falado dessa maravilha que é o bacalhau que já era feito pela Jó, se não me engano, empregada dedicada e excelente cozinheira da minha Avó.
Pegue em duas boas postas de bacalhau demolhado e coza-as. Entretanto descasque e corte em rodelas grossinhas umas 5 batatas grandes, que vai fritar só loirinhas e pôr a escorrer. Corte uma cebola grande em rodelas, para refogar nela e em azeite o bacalhau desfeito em lascas. Coza uns três ovos. Prepare um molho béchamel com duas colheres de margarina, três colheres de sopa de Maizena e uma boa caneca de leite. Junte ao béchamel um pacote de natas frescas. Tempere com sal, noz moscada e sumo de limão. (Ou então utilize aquele béchamel já feito misturado com um pacote de natas frescas.)
Num pirex comece por pôr uma camada de batatas, o bacalhau com a cebola, outra camada de batatas, os ovos cozidos cortados em rodelas. Regue tudo muito bem com o môlho, se gostar polvilhe com pão ralado, e leve ao forno de 180º para gratinar.
Acompanhe com uma salada de alface, cenoura e beterraba raladas.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Quando um poema me parece um presente, mesmo não me chamando eu 'Anne'
Depois de ter pensado 'este parece ser o Leonard Cohen, mas a voz é mais leve... vou pesquisar na internet...' na rádio Marginal anunciam "filho de peixe sabe nadar". É Adam Cohen.
http://www.youtube.com/watch?v=V6eYIt2ANQQ
http://www.youtube.com/watch?v=V6eYIt2ANQQ
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
A Avó fazia-os bem melhores ...
Os rojões de porco. Num almoço aqui em casa a Avó deu-me umas dicas de como fazia os rojões. Mas aparentemente não consigo chegar-lhe aos calcanhares ... Mesmo assim não desgosto dos rojões feitos por mim.
Um tacho de inox, o fundo coberto de azeite, um bom pedaço de cebola picada e alho picadinho, uma folha de louro. Corto os rojões em pedaços pequenos, e da última vez não pus entremeada. Tempero a carne com sal e pó de cominhos. A Avó punha umas tâmaras, mas como não uso deitei uma colherada de caramelo líquido. Também não faz parte da receita mas acrescentei uma pitada de gengibre em pó. Sumo de limão. Deixam-se alourar os rojões, soltar os sucos, e então acrescenta-se bastante vinho branco e um pouco de água. Deixam-se cozinhar em lume brando, tacho tapado, até ficarem tenrinhos.
Se achar mais prático, faça tudo isto numa panela de pressão.
Depois sirva com batata e nabo cozidos, ou outro acompanhamento que lhe pareça bem.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Reflexões de uma idiota
O problema com a economia actual é que dá o mesmo valor ao dinheiro ligado directamente à produção, ao património e ao trabalho como o que dá àquele que 'nasce' na especulação.
Quando era pequena e me ensinaram o que significava o dinheiro, um meio de representar uma troca de bens reais, a coisa fez sentido para mim. Agora já não faz sentido para mim aceitar que o dinheiro que as pessoas pôem nos bancos ao fim do mês como fruto do seu trabalho tenha o mesmo peso que aquele que 'nasce' e por vezes explode todos os dias na bolsa.
A prova disso é que quando a coisa deixa de funcionar, como assistimos agora, para cobrir o buraco vai-se buscar ao património, ao trabalho e à produção.
Faz-me lembrar uma sala de aula, onde todos os alunos se concentram no trabalho tranquilamente, e de repente o irrequieto e medíocre menino Zéquinha inventa uma maneira mais 'criativa' de desenhar, e num turbilhão de atitudes animadas, todo o material dos seus colegas vai parar ao chão, tudo grita, nada se consegue salvar.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Figueirinha
Trouxe uma figueirinha pingo-de-mel para oferecer. Ainda está num vasito, mas vai ser já transplantada para um quintal. Só que por ontem e hoje esteve no nosso gabinete a ouvir música e a ouvir-nos conversar. Estava aqui a pensar se ela vai ficar com saudades do som ambiente ou se, pelo contrário, já está farta de nos ouvir e ansiosa pelo sossego de um jardim, onde são mais comuns os sons de pássaros ou de outros animais.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
O bolo da Cláudia
Ao contrário do que eu imaginava, Cláudia é uma mulher doce e delicada, aparenta ter tudo o que faz uma boa alma. Claro que quem vê caras não vê corações, mas quem assistiu ao seu ar de menina tranquilamente amuada, ao reclamar ao marroquino da praia as suas promessas de 'mais barato' nas túnicas desse dia, não duvida da pureza das suas intenções. Como se adivinha, ela não aldrabou a receita do seu melhor bolo.
Comecei por pesar 3 ovos XL. Cerca de 220g. Fiz uma mistura de miolo de noz partidinho, amêndoa laminada e sultanas douradas, e pesei cerca de 200g. Espalhei num tabuleiro, liguei o forno a 180º e pus os frutos secos a torrar.
Pesei 200g de margarina Becel clássica e 200g de açucar, e juntei-os na máquina de bater bolos. Passado o tempo de ficarem em creme adicionei os ovos inteiros e umas 2 colheres de sopa de vinho do Porto. Ficou a bater enquanto forrei uma forma redonda sem buraco com margarina Becel clássica e farinha self-raising.
Retirei os frutos secos do forno. Pesei 200g de farinha self-raising. Misturei as duas coisas numa taça, deixei arrefecer ligeiramente, e fui deitando na batedeira a pouco e pouco. Pus a massa já completa na forma, e ficou no forno de 180º já aquecido durante 1 hora. Desenformei e polvilhei com açucar em pó.
Uma delícia.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Esta noite sonhei com leões
A minha terra é terra de leões e elefantes, de pôres-do-sol que abraçam o mundo no horizonte, de miragens molhadas de calor.
A minha terra são crianças de côr de café, cheiros de ervas secas ou árvores frondosas, escarpas que abrigam ecos misteriosos de feiticeiros.
Na minha terra gritam os sons da selva, cantam rios furiosos, e o mar vem dormir à baía.
Sonhei com uma terra que não conheci e escapei de um leão trepando aos ramos de uma amendoeira em flôr.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Borboletas brancas e rosas de Santa Teresinha
Agora nunca dormem, porque não precisam que os sonhos lhes cimentem as recordações. Vivem agora na mesma dimensão de sonhos e recordações. Cuidam de estrelas, nuvens, anjos e ondas do mar. Vigiam crias de pássaros, respiram borboletas brancas e acordam as manhãs com uma palmadinha suave.
Escolhem sonhos tranquilos para os filhos e netos.
Estão sempre muito ocupados.
Escolhem sonhos tranquilos para os filhos e netos.
Estão sempre muito ocupados.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Camarões à Zézo
Eu bem tentei manter aqueles camarõezinhos em termos clássicos, mas o Zézo puxou da sua veia de cozinheiro de `bifes à la tasca' (muito bons por sinal) e saíram uns camarões todos bronzeados ... A aguardente de bagaço foi uma prenda da sogra do Zézo.
Pega-se numa dúzia de camarõezinhos por pessoa, daqueles congelados crus. Deixa-se descongelar ligeiramente, de modo a conseguirmos descascá-los, deixando a cabeça e o rabo (esta parte sou eu que faço, é trabalho de ajudante de chef ...). Temperam-se com algum sal, alho picadinho e sumo de limão.
Cobre-se o fundo de uma frigideira inox com azeite, um pouco de margarina (toque Zézo) e alho picadinho. Colocam-se os camarões, vai-se virando para ficarem bem cozinhados, e no fim junta-se meio copito de aguardente de bagaço + vinho Madeira. Se gostar pode acrescentar picante.
Sirva com arroz basmatti soltinho cozido com sal, açafrão, uma pitada de caril e um cravinho da Índia.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Doce de tomate da horta do Filhote
Recorrendo a algumas dicas do petiscos.com, confirmadas pela experiência da mãe da Bi, e algum improviso nas quantidades utilizadas, fiz ontem um belíssimo doce de tomate. É a segunda experiência, mas esta ficou melhor por causa dos cravinhos da Índia. Adoro doce de tomate !
Numa panelinha inox pus 270g de açucar, 2 cravinhos da Índia, um pau de canela, uma grande casca de limão, e 700g de tomate chucha e redondo, descascado e tiradas as graínhas. Esteve a cozinhar em lume brando, com algumas mexedelas passados poucos minutos, e mais tarde sempre para me assegurar que não pegava. Passados 45 minutos retirei os cravinhos, o pau de canela e a casca de limão, desfiz com a varinha mágica, e aumentei um pouco o lume para engrossar, mexendo sempre. Ficou um pouco líquido, mas engrossou mais um pouco ao arrefecer. É bom que se farta !
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Partilhar os momentos simples
sexta-feira, 29 de julho de 2011
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