quinta-feira, 27 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Foi uma experiência inesquecível, na tarde de ontem
Terminada a sua apresentação da tese de mestrado, em 20 minutos de tempo regulamentar, o candidato a Engenheiro foi convidado a sentar-se à mesa da sala de reuniões onde decorriam as suas provas académicas. A Engenheira arguente "abriu as hostilidades" "atacando" o candidato a Engenheiro. Alguns elementos do público, todo apoiante, faziam um esforço para não trucidar - ou mesmo trincar - a Engenheira arguente. Mas o candidato a mestre Engenheiro manteve sempre a calma, e quando interpelado apresentava explicações seguras e inatacáveis, uma das vezes mesmo referindo máximas das aulas da Professora Presidente do Júri, conhecida pela sua ferocidade nas provas de apresentação de teses de mestrado. Quando chegou a vez dos comentários da Professora Presidente do Júri, ela elogiou alguns aspectos do trabalho e da apresentação, e contribuiu com algumas sugestões de melhoramento do documento. Para rematar, o Professor Orientador da tese pôs algumas questões que deram oportunidade ao candidato de provar o seu domínio da matéria e o valor do trabalho apresentado.
O candidato e o público foram convidados a sair da sala para deixar o Júri deliberar.
Passado algum tempo, que pareceu bastante longo, o candidato foi chamado, e informado de que é agora Mestre Engenheiro, aprovado por unanimidade com uma muito boa nota.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Guerra às almas
Esta manhã, eu e a minha amiga A comentávamos o filme 'A lista de Schindler', e estranhávamos a forma como um número tão elevado de seres humanos puderam ser aterrorizados e exterminados sem que o mundo se apercebesse senão demasiado tarde, instalado já o horror, sacrificadas já muitas almas.
Depois, com o devido respeito pelas diferenças, interrogámo-nos sobre o que está neste momento a acontecer nas vidas de milhões de desempregados, que poderão chegar ao ponto de terem de roubar, ou pior, para poderem dar de comer aos seus filhos. Lembrámo-nos das aldeias recônditas que estão a ser despojadas dos seus meios de assistência médica, sem transportes, na maioria idosos, muitas vezes doentes, votados ao abandono, que poderão mesmo morrer dessas carências.
E assim constatamos a mesma indiferença dos poderosos pela tragédia que recai sobre os mais fracos em vários momentos da História, incluindo a actual.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Crêpes de atum, massa de Dona Lina, cuscus que tinha na despensa
Para preparar os crêpes peneire a farinha self-raising(125g) com uma pitada de sal para uma tigela, abra um buraco no centro e deite nele um ovo batido, mexa bem, misture metade do leite(metade de 2,5 dl), e deixe repousar uns minutos. Passado esse tempo acrescente o restante leite, mexa bem, obtendo uma mistura aveludada com bolhinhas.
Besunte uma pequena frigideira com pouquíssimo azeite, aqueça bem, e com uma concha de sopa deite a massa inclinando e rodando a frigideira para espalhar bem e leve ao lume. Quando a massa estiver quase seca em cima, solte o crêpe e vire-o com a ajuda de espátulas. Logo que esteja lourinho de ambos os lados retire-o para um prato raso. Mantenha o lume médio para evitar que a frigideira queime os crêpes.
Para o recheio coloque um pouco de azeite numa frigideira e cozinhe nele a parte branca de um alho francês em rodelas e um tomate maduro em pedacinhos, acrescentando uma colherada de água para não queimar, e uma pitada de sal. Quando estiver macio acrescente o cuscus, borrifando com um pouco de água, e deixe cozinhar dois ou três minutos. Desligue o lume e misture o atum de lata 'em azeite', escorrido e desfeito.
Recheie e enrole os crêpes. Poderá acrescentar um môlho de cebola, cenoura e tomate bem cozinhado e desfeito.
Acompanhe com uma salada verde.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Dias assim há muitos, aniversário é só uma vez cada ano
O que eu dava hoje para me encontrar nem que fosse com um chapeleiro maluco, uma lebre de Março e um coelho atrasado. Uma festinha de 'desaniversário' acompanhada de gente interessante, em vez destes dias razoavelmente desinteressantes, em que me dedico a máquinas com problemas existenciais, sem companhia dos meus colegas, porque quase nunca têm tempo e disponibilidade para colaborar.
Mando mails a que não respondem, os meus pedidos ficam por fazer até que eu me disponha a deslocar-me 'à sua beira' quando eles quase nunca podem vir 'à minha beira', enfim, ninguém tem tempo, andam mais atrasados que o coelho da Alice.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Madrinha
Já se tinha despedido de nós há uns anos. Perto dos noventa a doença levou-a de volta às praias da Ilha de Luanda. Os filhos adultos voltaram às traquinices de crianças, e era preciso a todo o momento cuidá-los. Com um ar maroto perguntou-me um dia se já namorava. Não percebi como coordenava no seu pensamento o carinho pelo meu filho adolescente com o regresso ao meu namoro com o meu marido de há tantos anos. Não haverá decerto escala de tempo, quereria porventura preservar juntas as boas recordações com as boas vivências presentes. Manteve sempre uma serenidade feliz, embora fosse doloroso vê-la perder autonomia.
Ontem o seu corpo transformou-se finalmente num precioso e enrugado maço de papel, fininho e leve, todo escrito com as memórias de África e de uma família invulgar.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Perninhas de frango, para variar
Certamente conhecem aquela anedota do tipo que fora do seu país só comia feijoada, que era a única coisa que conseguia transmitir ... assim estamos nós cá em casa com as perninhas de frango.
Desta vez cobri o fundo do tacho com azeite, cebola picada, cenoura ralada e tomate partidinho sem pele nem graínhas. Temperei com sal, sumo de limão e gengibre em pó, e tapei para alourar, virando para alourar por igual. Depois de apuradinho, juntei água com açafrão e uma colherada de ketchup, e ficou a cozinhar em lume brando.
Para não variar, servi com arroz basmatti cozido simples.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Caetano Veloso vem por aí
"(...) Para desentristecer, leãozinho,
o meu coração tão só,
basta eu encontrar você no caminho. (...)"
o meu coração tão só,
basta eu encontrar você no caminho. (...)"
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Movimento uniformemente acelerado
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
O bacalhau saboroso da Avó
Reparei que tinha poucas receitas de peixe, e na falta imperdoável de ainda não ter falado dessa maravilha que é o bacalhau que já era feito pela Jó, se não me engano, empregada dedicada e excelente cozinheira da minha Avó.
Pegue em duas boas postas de bacalhau demolhado e coza-as. Entretanto descasque e corte em rodelas grossinhas umas 5 batatas grandes, que vai fritar só loirinhas e pôr a escorrer. Corte uma cebola grande em rodelas, para refogar nela e em azeite o bacalhau desfeito em lascas. Coza uns três ovos. Prepare um molho béchamel com duas colheres de margarina, três colheres de sopa de Maizena e uma boa caneca de leite. Junte ao béchamel um pacote de natas frescas. Tempere com sal, noz moscada e sumo de limão. (Ou então utilize aquele béchamel já feito misturado com um pacote de natas frescas.)
Num pirex comece por pôr uma camada de batatas, o bacalhau com a cebola, outra camada de batatas, os ovos cozidos cortados em rodelas. Regue tudo muito bem com o môlho, se gostar polvilhe com pão ralado, e leve ao forno de 180º para gratinar.
Acompanhe com uma salada de alface, cenoura e beterraba raladas.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Quando um poema me parece um presente, mesmo não me chamando eu 'Anne'
Depois de ter pensado 'este parece ser o Leonard Cohen, mas a voz é mais leve... vou pesquisar na internet...' na rádio Marginal anunciam "filho de peixe sabe nadar". É Adam Cohen.
http://www.youtube.com/watch?v=V6eYIt2ANQQ
http://www.youtube.com/watch?v=V6eYIt2ANQQ
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
A Avó fazia-os bem melhores ...
Os rojões de porco. Num almoço aqui em casa a Avó deu-me umas dicas de como fazia os rojões. Mas aparentemente não consigo chegar-lhe aos calcanhares ... Mesmo assim não desgosto dos rojões feitos por mim.
Um tacho de inox, o fundo coberto de azeite, um bom pedaço de cebola picada e alho picadinho, uma folha de louro. Corto os rojões em pedaços pequenos, e da última vez não pus entremeada. Tempero a carne com sal e pó de cominhos. A Avó punha umas tâmaras, mas como não uso deitei uma colherada de caramelo líquido. Também não faz parte da receita mas acrescentei uma pitada de gengibre em pó. Sumo de limão. Deixam-se alourar os rojões, soltar os sucos, e então acrescenta-se bastante vinho branco e um pouco de água. Deixam-se cozinhar em lume brando, tacho tapado, até ficarem tenrinhos.
Se achar mais prático, faça tudo isto numa panela de pressão.
Depois sirva com batata e nabo cozidos, ou outro acompanhamento que lhe pareça bem.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Reflexões de uma idiota
O problema com a economia actual é que dá o mesmo valor ao dinheiro ligado directamente à produção, ao património e ao trabalho como o que dá àquele que 'nasce' na especulação.
Quando era pequena e me ensinaram o que significava o dinheiro, um meio de representar uma troca de bens reais, a coisa fez sentido para mim. Agora já não faz sentido para mim aceitar que o dinheiro que as pessoas pôem nos bancos ao fim do mês como fruto do seu trabalho tenha o mesmo peso que aquele que 'nasce' e por vezes explode todos os dias na bolsa.
A prova disso é que quando a coisa deixa de funcionar, como assistimos agora, para cobrir o buraco vai-se buscar ao património, ao trabalho e à produção.
Faz-me lembrar uma sala de aula, onde todos os alunos se concentram no trabalho tranquilamente, e de repente o irrequieto e medíocre menino Zéquinha inventa uma maneira mais 'criativa' de desenhar, e num turbilhão de atitudes animadas, todo o material dos seus colegas vai parar ao chão, tudo grita, nada se consegue salvar.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Figueirinha
Trouxe uma figueirinha pingo-de-mel para oferecer. Ainda está num vasito, mas vai ser já transplantada para um quintal. Só que por ontem e hoje esteve no nosso gabinete a ouvir música e a ouvir-nos conversar. Estava aqui a pensar se ela vai ficar com saudades do som ambiente ou se, pelo contrário, já está farta de nos ouvir e ansiosa pelo sossego de um jardim, onde são mais comuns os sons de pássaros ou de outros animais.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
O bolo da Cláudia
Ao contrário do que eu imaginava, Cláudia é uma mulher doce e delicada, aparenta ter tudo o que faz uma boa alma. Claro que quem vê caras não vê corações, mas quem assistiu ao seu ar de menina tranquilamente amuada, ao reclamar ao marroquino da praia as suas promessas de 'mais barato' nas túnicas desse dia, não duvida da pureza das suas intenções. Como se adivinha, ela não aldrabou a receita do seu melhor bolo.
Comecei por pesar 3 ovos XL. Cerca de 220g. Fiz uma mistura de miolo de noz partidinho, amêndoa laminada e sultanas douradas, e pesei cerca de 200g. Espalhei num tabuleiro, liguei o forno a 180º e pus os frutos secos a torrar.
Pesei 200g de margarina Becel clássica e 200g de açucar, e juntei-os na máquina de bater bolos. Passado o tempo de ficarem em creme adicionei os ovos inteiros e umas 2 colheres de sopa de vinho do Porto. Ficou a bater enquanto forrei uma forma redonda sem buraco com margarina Becel clássica e farinha self-raising.
Retirei os frutos secos do forno. Pesei 200g de farinha self-raising. Misturei as duas coisas numa taça, deixei arrefecer ligeiramente, e fui deitando na batedeira a pouco e pouco. Pus a massa já completa na forma, e ficou no forno de 180º já aquecido durante 1 hora. Desenformei e polvilhei com açucar em pó.
Uma delícia.
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