terça-feira, 17 de abril de 2012

Democracia, humanidade, fraternidade, solidariedade, liberdade

Um monarca do século XXI frente a uma criatura que pode representar a sobrevivência da força. Qual dos dois foi o bruto ?

Fui sempre impelida a desviar o olhar daquela fotografia, da imagem do animal majestoso mortalmente atingido, ajoelhado, com a tromba em desalinho contra a árvore à sua frente. É a imagem do passado e da essência da Europa, ferida de morte pela ignorância bossal dos seus próprios (ir)responsáveis.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Por outro lado ...

... se eu soubesse escrever canções escrevia esta :
http://www.youtube.com/watch?v=I5OlA7fU17E

domingo, 15 de abril de 2012

Perninhas de coelho com grão e arroz basmati

Seis perninhas de coelho temperadas com sal, sumo de limão, alho picadinho, pimentão doce, môlho inglês, louro, gengibre e vinho branco. Deixei marinar um tempo.

Num tacho inox, o fundo coberto com azeite e bastante cebola picada, pôem-se as perninhas a refogar, em lume brando e tacho tapado. Depois de alouradas de todos os lados, juntei polpa de tomate e a marinada, um bocado de água e deixei apurar aí uma meia hora. Finalmente juntei um frasco de grão cozido escorrido. Entretanto preparei o arroz basmati para acompanhar.

Houve apoiantes e oposição ...

Cromos repetidos



sábado, 14 de abril de 2012

Parece que já dizia o meu Tio Pedro

Como conversavamos ontem, eu e uma das minhas irmãs, o mal é que toda a gente quis ficar rica de repente à custa de dinheiro. Ora como parece ficar provado, o dinheiro só tem valor real se tiver como garantia bens de utilização vital e essencial. Se não estou em erro, foi mesmo assim que começou a história do dinheiro. Parece que mais recentemente, como tentou explicar-me um amigo meu versado nessas coisas da economia, o dinheiro passou a ter um valor intrinseco, valendo pelas transacções mais ou menos transparentes que veicula (infelizmente, muitas vezes muito pouco transparentes e sustentáveis). Explicação que no entanto não consegui assimilar, nem entender verdadeiramente. Estou mesmo convencida de que em escrituras de civilizações esforçadas, com anos de trabalho de campo, verdadeiros manuais de saúde, economia, higiene e segurança no trabalho, como a Biblia, provavelmente o Corão ou a Tora e outros, com as devidas adaptações para a solidariedade que universalmente se impôe e o nível civilizacional que mal ou bem atingimos, estará provavelmente escrito que a riqueza está na água, no pão e no bem-estar espiritual e físico, e não na ostentação. Estará na abundância de alimento físico e espiritual e não na arrogância e no luxo. Ou seja, como muitos já hoje em dia reconhecem, o nosso futuro está no trabalho e produção, assentes numa sociedade solidária e saudável física e espiritualmente falando.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Yoga

A gata Nani já tinha tentado chamar-me muitas vezes a atenção para aquele momento mesmo antes do amanhecer, na varanda aberta para o céu. Hoje, inspirada pela brasileira Cris e por um círculo vivo na minha vida, vestida com o meu pijama leve e umas meias de algodão, aceitei ditraidamente a indicação da Nani.

O céu estava ainda escuro e nublado, não chovia e o ar estava fresco. De pé em frente aos vasos de orquídeas do Filhote, afastei ligeiramente os pés, coloquei as mãos espalmadas contra a barriga, uma acima e outra no umbigo, fechei os olhos, e iniciei a respiração abdominal : inspira - barriga para fora, expira - barriga para dentro. A respiração da Terra e o canto dos pássaros que acordam antes do sol salpicaram o silêncio à minha volta.

Seguiram-se vários exercícios de massagem e relaxamento, estímulo e respiração.

Que bela manhã, Nani.

domingo, 8 de abril de 2012

Pessoas

À nossa volta, todos os dias, há pessoas que escolhem acompanhar-nos e há pessoas que nos ignoram. Ignoramos algumas pessoas e amamos outras. Há aqueles que nem nos lembramos de pensar que não estarão para sempre connosco. E há outros que não estando sempre connosco, contam sempre muito para nós. Pessoas com quem podemos contar sempre. Pessoas que amamos e que nos amam. Pessoas. Pessoas com quem nos encontramos para nos lembrarmos dos que nos juntaram ali e para não nos esquecermos de nós. Para nos lembrarmos de todos. Pessoas.

"Para todas as coisas, há uma Estação. Um tempo para morrer e um tempo para nascer."

terça-feira, 3 de abril de 2012

Bifinhos de perú grelhados com arroz de tomate

Os meus primórdios na utilização de gengibre em pó estão relacionados com este prato simples. Um belo dia resolvi temperar os bifinhos de perú com sal, muito sumo de limão e gengibre em pó. Grelhei-os num grelhador tipo frigideira, besuntado de azeite, depois de ter preparado para acompanhar um arroz de tomate malandrito : cobri o fundo de um tachinho com azeite, um pouco de cebola picada, um tomate maduro sem pele nem grainhas partido aos pedacinhos, uma folha de louro, alho para quem aguenta, uma colher de sopa de polpa de tomate, uma chávena de chá de arroz agulha, duas chávenas e mais um pouco de água, sal, lume muito brando, a tampa do tacho em cima de uma colher de pau (don't do this at home ... cuidado para não pegar fogo ...) até o arroz estar cozido. É simples mas apetitoso.

sábado, 31 de março de 2012

Garoupa no forno

Consultei a origem da pequena garoupa de cerca de 1Kg: Oceano Atlântico Este. Boa ! não é peixe de aviário. A peixeira pesou-a, tirou-lhe as entranhas e escamas, e pedi-lhe que a deixasse inteira. Chegando a casa lavei-a em água fria, coloquei num pirex. No fundo do pirex fiz uma 'cama' de rodelas de cebola, temperei a garoupa com sal, ervas de provence, gengibre em pó, uma pitada de pimenta branca. Cortei dois tomates maduros em rodelas e espalhei por cima e ao lado da garoupa, reguei com um bom fio de azeite Gallo Clássico e vinho branco.

Esteve no forno de 200º uma hora, e servi com puré e salada verde.

Rádio esotérico

Alguém vai alimentando a minha playlist. Pela manhã oferecem-nos músicas, com poemas que de uma maneira ou de outra nos tocam. Já disse aqui que me daria muito gosto poder ser musa de canções tão inspiradas. Esta manhã, mais uma. Na versão que ouvi na rádio destacava-se a viola e as vozes espanholas quentes de um homem e uma mulher. Fiz algumas pesquisas e o mais próximo que encontrei da minha emoção foi este 'caseiro', com o som cru da guitarra :

http://www.youtube.com/watch?v=A-_vOI0EJYg

quinta-feira, 29 de março de 2012

Cada um usa nas bochechas o que mais gosta

Esta manhã, no comboio, sentei-me ao lado de uma jovem muito jovem. Apesar da tenra idade tinha iniciado uma operação de maquilhagem complicada, que incluia uma substância que me pareceu que se destinava a disfarçar imperfeições (?), uma base líquida que espalhou generosamente por todo o rosto, seguido de esponja de uniformização da aplicação (?), baton incolor, um risco de lápis preto contornando os olhos, e rímel. Terminada a maquilhagem, desencantou da sua mala um yogurte líquido daquela marca que evoca Louis Armstrong :
http://www.youtube.com/watch?v=MAkHbx5Dktg

Pediu licença e saiu apressada do comboio embora ainda raiassem as 7h30m da manhã.

terça-feira, 27 de março de 2012

Fim de tarde na varanda



Consegui não sujar a varanda de tintas. A Nani ficou muito sossegada de tão intrigada com a montagem do atelier ao ar livre. Deixou-se estar em posição de guarda a tão inspirado trabalho de pintora.

'Cromos' repetidos ...



sexta-feira, 16 de março de 2012

Musicalidade

O rapaz preto, 14 anos de corpanzil, 5 anos de idade mental (já tive ocasião de o constatar em outras ocasiões), dançava ao som da música que ele próprio cantava em voz alta. Animado, dava passos largos e ritmados ao longo da plataforma da estação, agitava os braços em gestos amplos.

Estranho foi as restantes pessoas não acompanharem a dança, sincronizados com a alegria do rapaz, braços no ar, passos enérgicos. Olhavam inibidos, inertes, agarrados à sua própria normalidade. Mas afinal para que serve a música de dança senão para cantar e dançar em alegria ?

quinta-feira, 15 de março de 2012

A "ninhada"

"De manhãzinha a 'mãe' sai de casa para caçar. O Dono e o Filhote-de-dono arranjam sempre tempo durante o dia para umas lutas e rebuliços, próprios de irmãos-de-ninhada. Tenho sempre a minha ração e água à disposição, o meu WC privativo, e quando não estou a brincar, a afiar as unhas, ou a lavar o pêlo, vou dormindo em vários recantos da casa: sofás, cadeiras, camas, edredons em armários, parapeitos de janelas, cantinhos mais escurinhos, vou variando. Faço visitas ao canário e vigio os banhos de sol da Turtle.

Ao fim do dia chega a 'mãe' com a caça : bifinhos de frango, bonequinhos de peluche com guizos, caixas de areia, e sacos de ração Royal Canin." - Nani

sexta-feira, 9 de março de 2012

Casa



De pernas pró ar, ainda a secar.

Casa



terça-feira, 6 de março de 2012

Flôres campestres



Hoje trouxe comigo uma flôr bravia, do jardim. Lembrou-me uma passagem da Bíblia que alguém estranhava - "(...) olhai os lírios do campo (...)" - por lhe parecer constituir uma homenagem ao ócio ou à futilidade. Vou tentar investigar mais sobre o assunto.

Home sweet home

Não vos tenho falado da gatinha Nani nem da Turtle porque estão as duas completamente integradas nas rotinas cá de casa. Episódios que dêem histórias que vos interessem já são mais ou menos repetidos. A turtle continua com a sua rotina despensa-varanda-varanda-despensa, despertou há cerca de um mês do seu estado de hibernação intermitente. A Nani toma conta dela, vigia os meus cozinhados (sempre à espera que sobre um camarãozito ou uns pedacinhos de frango ou perú ...), ainda faz algumas acrobacias, mas está muito calma e bem educada. Surgiu agora a ideia de acolher cá em casa outra gatinha para lhe fazer companhia na parte mais solitária dos dias, mas nem todos estamos de acordo. Gatos a brincar sem vigilância não rima com bibelôs ...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Alentejo e nuvens



Esparguete vegetariano 'au gratin'

Tinha um resto de esparguete cozido no frígorifico e alguns legumes, e nenhum tempo para descongelar carne, e então fiz assim:

Numa frigideira antiaderente pus um fio de azeite, a parte branca de um alho francês às rodelas, dois tomates partidos em cubinhos, uma cenoura ralada. Temperei de sal e gengibre em pó, uns orégãos, e deixei a cozinhar com o lume no mínimo.

Numa caneca grande misturei um pacote de natas de soja com uma pitada de sal e sumo de limão.

Coloquei os legumes cozinhados numa camada num pirex, polvilhei de queijo emental farripado, cobri com o esparguete cozido, por cima a mistura de natas e mais um bom bocado de queijo, e esteve no forno de 200º para gratinar. Nham, nham ...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Outro bolo p'ró chá

Tinha um pacote de natas frescas Longa Vida, penso que de 200g, e resolvi aproveitá-lo num novo bolo. Baseando-me no ditoso bolo de yogurte, fiz assim.

Na máquina de bater bolos coloquei as natas frescas, 200g de açucar, 3 ovos XL inteiros, uma pitada de sal, uma colher de sopa de vinho do Porto. Deixei a bater, e fui barrando uma forma de buraco com margarina e polvilhando de farinha. Voltei à massa para acrescentar 150g de farinha com fermento e uma colher de café de fermento em pó.

Esteve no forno de 180º durante uma hora, e depois de arrefecer ligeiramente desenformei.

Queixaram-se de que quase não tinha sabor. Eu acho que ficou melhor a partir do dia seguinte. Deixo-vos o desafio de acrescentarem o que vos parecer melhor: raspa de limão, canela, whatever.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sem-abrigo



Sapatos na mão, os pés protegidos apenas por umas meias cinzentas de lã, calcando o chão gelado desta manhã de Fevereiro. Tolinho ? Sim, tem aquele ar de adolescente perdido, o cabelo escuro, curto, colado ao crâneo, olhos desconfiados e doridos, o andar balançante, um casaco longo ponta-acima-ponta-abaixo. Tolinho ? O cão que o segue, saltitando contente, ladrando solidário, diz que não. Eles cuidam do pequeno-almoço de ambos, abrigam-se de noite no corpo um do outro. Tolinho ? Filhos da terra e do céu, das estrelas e das vozes que os acompanham e os guiam.

Os sapatos na mão, o chão frio através das meias de lã. O cão rafeiro, fiel ao seu lado.