quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Projecto intermédio


A força de J

Nunca me tinha lembrado de vos falar da minha amiga J, talvez apenas tenha mencionado por alto a minha amiga A, muitas vezes mencionei V, escrevi decerto alguns dos posts deste blog a pensar em M, talvez tenha hesitado em falar de P ou de T, estou numa fase em que me afastei de B a seu pedido, possivelmente pouco tenho a dizer sobre R. Mas nesta semana em que J não está por aqui porque tem assuntos tristes para tratar, lembrei-me que nem um telefonema pode fazê-la ultrapassar o que está a viver, dificilmente poderemos alterar o que ela sente à sua volta neste momento, mas ela sabe concerteza que vai ser possível voltar ao normal, ou perto disso, porque, se Deus quiser, estaremos na mesma aqui quando ela voltar.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Verdinha, verdinha, e folhas grandes que nem uma couve

"Não é suposto as plantas serem regadas por outras pessoas. Afinal, esse é o meu papel nesta relação entre a nossa empresa de manutenção de plantas e os escritórios das organizações onde elas estão colocadas. Mas aquela planta do piso um apresenta sinais evidentes de ser regada, e provavelmente todos os dias. Sempre que cá venho para fazer a rega uma vez por semana ela está para ali verdinha, viçosa, toda lampeira. Parece uma autêntica couve penca por altura do Natal. Nem me agradece a limpeza das folhas e a poda.
Como estão quatro pessoas naquele gabinete, não posso ter a certeza de quem será o autor das regas frequentes, mas suspeito daquelas garrafinhas de água de meio litro, sempre presentes na secretária atrás da planta. 
Por este andar, as pessoas todas desatam a regar plantas elas mesmas, sem nenhuma preparação especializada para tal tarefa, e eu perco o meu emprego !"

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Karateca na casa das histórias

Hoje, pelas 18h30m, estaremos todos, os que comungam boas 'vibes' com a autora, na Casa das Histórias da Paula Rego, em Cascais, a ser apaparicados por esta nova escritora de língua portuguesa que é a Ana Pessoa, com o seu primeiro livro "O caderno vermelho da rapariga karateca".




Sopinha

Estive sem coragem de fazer sopas durante mais de um ano. Faz-me impressão deitar comida fora, e a sopa é uma coisa que cá em casa ou se come muito, ou nem se toca e tem de se deitar fora.
Mas com este friozinho, sabe bem. Ontem fiz uma sopinha deliciosa.
Numa panela pequena pus um pequeno molho de bróculos partido em pequenos pedaços, meia cebola, uma cenoura, um pequeno nabo, uma courgette com casca, uma pequena batata, e uma colher de sopa de lentilhas rosa sem casca. Cobri de água, temperei com sal e deixei cozer. No fim deitei um pouco de azeite e bati com a varinha mágica. 
Um creminho verde claro muito saboroso.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Nani em tempo de chuva

Nani é nome de gata arisca. 
Ela gosta de cheirar o ar da rua, ouvir os pássaros que a desafiam em voos acrobáticos, e caça muitos insectos que nem quero pensar de que espécie serão. Já evitei que mordesse vespas ou abelhas, mas quando não estou a vigiá-la atentamente suponho que marcha tudo.
Mas agora começou a chuva e algum frio, e por vezes fechamos a porta da varanda. Para nos manifestar o seu desagrado pela exiguidade dos aposentos, a Nani corre desenfreada em direcção à porta, e volta para trás cruzando-se connosco em alta velocidade, como quem diz : "Se não abres a @#! da porta, vou deitar os bibelôs todos ao chão !".

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Nem sempre é fácil

O Passarinho não chegou a ter outro nome. Era mesmo o Passarinho, não havia outro lá em casa. Já tinham ali vivido outros, e cantado muito. Mas parece que este foi o recordista em tempo de vida e em variações de canto.
Na última trovoada estava a acabar a muda da pena. Acho que se constipou. Ou o coraçãozinho assustou-se. Petiscou um gomo de maçã, enrolou-se num novelo de penas cinzentas, brancas e amarelas, e adormeceu para sempre. Acho que está agora onde se eternizam todas as criaturas que Deus ama.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Escada abaixo, escada acima

Eu descia as longas escadas rolantes do metro do Chiado, tu subias, e olhaste-me. Não engracei nada com o teu bigode. Fiquei a pensar se será da minha idade a razão porque agora só olham para mim na rua  homens do teu género. Bem, na verdade, boa nunca fui (é uma resposta de que me lembro sempre quando me cumprimentam : "Então, estás boa ?" e eu cá para os meus botões "...boa nunca fui ..."). Tinha ido ao Camões comprar tinta branca, que se está a acabar. Aproveitei e - por puro capricho - comprei também um pincel. Não pinto retratos, e muito menos de homens como tu, de bigode arrebitado. Bigode arrebitado usava-se no início do século passado, quando não sei porquê ainda se tinha a ilusão de que o corpo pode melhorar com artifícios. Acho que neste século já pouca gente recorre a complicados artifícios, preferindo o conforto e a naturalidade. Com a tinta branca, não conseguiria retratar o teu bigode, poderia antes, se fosse pessoa de pintar retratos, retratar as barbas branquinhas do Pai Natal. Talvez um dia venha a descer o Chiado e me cruze com o Pai Natal a subir, e ele olhe para mim e me ofereça alguma coisa que me esteja a fazer falta. Sinceramente, tu e o teu bigode não me fazem falta. E eu a ti também não devo fazer falta nenhuma. O olhar de um homem como tu para uma mulher como eu deve ter o mesmo tempo de duração que a memória de um peixe de aquário.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Nani

Parabéns a você, nesta data felina ...
Terceiro aniversário da gata mais mimada do prédio, quiçá do Universo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

sábado, 6 de outubro de 2012

Piscina Olímpica

Dona Turtle está a pôr a hipótese de começar agora o seu período de hibernação, mas hesita. Afinal de contas tem agora uma piscina muito maior e 'tá-se bem' !
Este último mês praticamente não veio para dentro de casa, foi piscina todo o tempo, até os banhos de sol foram tomados à beirinha da rampa. Parece estar orgulhosa dos seus novos aposentos.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Atum 'à peúga descaída'

Ontem ao jantar a coisa estava apertada. O Zezo lembrou-se de um atum de lata com feijão frade, mas também não havia cá feijão frade ... Tinha um frasco de grão cozido, e lembrei-me daquela cena do 'bacalhau à meia desfeita'. Resolvi fazer 'atum à peúga descaída' :-)
Cozi um ovo, e aproveitei para escaldar o grão. Escorri o azeite de duas latas de atum, desfiz o atum na tigela de servir e misturei com bastante cebola picada. Juntei o grão e o ovo cozido picadinho, temperei com azeite e vinagre de framboesa, et voilá !
Acho que se quiserem acrescentar salsa picada ou pimento partidinho, deve ficar ainda melhor.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Reflexões de uma idiota

Já ouviram concerteza dizer :
"O que não te mata torna-te mais forte."

Para mim a questão é ligeiramente diferente :
"Aquilo que não chega a conseguir matar-te poderá acabar por ser largamente compensado por aqueles outros factores que conseguem tornar-te mais forte."

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Nani Setembro 2012


Nem sempre o traço sai tão bonito como o modelo. Principalmente quando a Nani está com curiosidade pelo que estou a fazer com a caneta e o bloco. Rápido ! ela vai-se mexer ! 
(Desculpas ...)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A idade é lixada

A idade é lixada. Mas também tem as suas vantagens. Quando chegarem às idades de que falo compreenderão o que quero dizer. 
Por um lado, lá por volta dos quarenta e tal, comecei a ouvir comentários do professor de ginástica (...) de que a mãe dele também sofria de 'ferrugem' nas articulações dos ombros como eu. Comecei realmente a sofrer de menor agilidade ou destreza física por sinais de aviso de perigo de lesões. Depois um pouco mais tarde, constatei que um jovem coleguinha tem mais ou menos a idade do meu filho. Enfim, jovens com dificuldade em tratar-me por 'tu' é mato. Ah, e já tenho um sobrinho-neto.
Mas por outro lado, consigo esquecer mais facilmente as coisas que me incomodam, afastar-me delas, lutar sem deslumbramento as insignificantes lutas profissionais, perdoar ou pelo menos esquecer pequenas traições de familiares ou amigos, e concentrar-me mais nos regalos que a minha idade ainda me permite. Que a vida sempre foi lançando no meu caminho, e que aparentemente estou agora em melhores condições de acolher e apreciar.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Amizades

Um melro é um pássaro negro, penas aprumadas como um fraque de bom corte, de bico alaranjado. Se apurarmos bem o ouvido, concluímos que parece ser sempre ele o primeiro a cantar pela manhã.
Aquele melro era recém-nascido, pardo e despenteado. Tinha caído do ninho e estava desamparado. Os miúdos encheram-se de cuidados, e alimentaram-no à mão, na varanda. Abrigaram-no do fresco da noite e transformaram em brincadeira diária o seu papel de pais-mães-adoptivos. O melro foi crescendo e ao fim de uns dias voou para fora da varanda.
É preto, penas muito lisas e alinhadas, e tem um bico alaranjado. Nada o distingue dos outros. Os miúdos, agora já crescidos, não sabem quantos anos vive um melro, mas naquele jardim há sempre dois ou três que acompanham com uma animada cantoria as suas tarefas de jardinagem.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Perninhas de frango com alho francês e grão

Desta vez foram perninhas de frango em vez de coelho. Cobri o fundo de um tacho inox com azeite, bastante alho francês às rodelas, um pouco de cebola picada. Coloquei as perninhas de frango e temperei com sal, pouquinho molho inglês, pimentão doce em pó, gengibre em pó. Cortei uns tomatitos da horta em pedacinhos e juntei. Tapei o tacho e deixei refogar em lume brando de todos os lados. Juntei umas colheradas de polpa de tomate, um pouco de água e vinho branco, voltei a tapar. Quando o frango já estava cozinhado, juntei um frasco de grão cozido escorrido e deixei apurar.
Servi com arroz branco.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Saltos para a água

A minha modalidade preferida nos Jogos Olímpicos. Em criança tive a sorte de poder experimentar saltos (mais simples) de prancha e de trampolim, com algumas indicações de uma profissional destas técnicas. Inesquecível ! Nestes jogos vi alguns saltos de pares sincronizados, e de individuais. Recomendo pela beleza das imagens.