quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Canelones de carne picada

Costumava fazer canelones com a pachorra de os escaldar uns minutos antes de os rechear. Ontem comprei uma embalagem de canelones que dizia que não precisavam de ser previamente cozidos, e parece que resultou. 
Fiz um recheio com 300g de carne de vaca picada, refogada num fio de azeite com alguma cebola picada, meia courgette com casca partidinha, sal, môlho inglês, duas colheres de polpa de tomate e uma mão cheia de salsa fresca.
Depois de bem cozinhada a carne, passei tudo com a varinha mágica.
Fiz um béchamel com uma caneca de leite, um pacote de natas frescas, uma colher de sopa de Maizena, uma pitada de sal, noz moscada e sumo de limão.
Coloquei 11 canelones num pirex, recheei-os com carne ainda quente, cobri com o béchamel, que na embalagem de canelones dizia que devia ser suficientemente líquido para ajudar a cozer a massa, e se tivesse tinha polvilhado com queijo ralado.
Estiveram no fôrno a 160º cerca de uma hora.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Nani marota


Não está muito parecida no primeiro desenho. Está sempre a mexer-se o que me dificulta um bocado a tarefa de lhe apanhar a expressão. O comentário dos meus críticos foi : "Vê-se que é um gato ... mas está um bocado parecida com uma raposa ..." . Resolvi publicar o desenho.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Nani enrolada na sua mantinha numa tarde de sábado


Manhã

Tenho um desenho da Nani para vos mostrar, mas não estou a conseguir transferi-lo do meu telefone para o meu mail. Já não é a primeira vez que fico com as mensagens 'engasgadas' no telefone, e tenho de retirar a bateria, e essas cenas, e depois lá acabo por conseguir a transferência.
Entretanto tenho por aqui este desenho de 'paint'.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Arroz doce cremoso Margalha

Ponha 100g de arroz carolino a cozer, num tacho médio, em meio litro de água com uma pitadinha de sal. Mantenha o lume muito brando, e vá dando de vez em quando umas mexedelas para não pegar.
Entretanto ponha à mão meio litro de leite, cerca de 200g de açucar, três casquinhas de limão e uma colher de sopa de margarina Becel clássica.
Prepare também numa tigelinha 4 gemas desfeitas.
Quando o arroz estiver cozido, que é normalmente quando a água já evaporou práticamente toda, junta-se o leite e o resto, excepto as gemas, levanta-se um pouco o lume e tem de se mexer sempre, entre 10 a 15 minutos, altura em que a mistura começa a ficar ligeiramente mais expessa, ameaçando agarrar. Nessa altura desliga-se o lume, e vai-se juntando aos pouquinhos um pouco de arroz quente às gemas, e depois junta-se essa mistura no tacho do arroz, mexendo rápidamente para não talharem.
Ponha num recipiente baixo, de servir. Sirva com canela em pó.

domingo, 27 de janeiro de 2013

O Capuchinho Vermelho (2)



Nem sempre dominamos as nossas acções. Este quadro só tinha como certo no início uma nuvem que vi no caminho, que dominava o céu e me parecia uma mensagem vinda de algum lugar. Toda a parte das árvores é obra do acaso, uma espécie de processo não dominado, que me levou de pincelada a pincelada até esta floresta. 
Serei um capuchinho vermelho ? Estará algures à espreita um lobo mau ? Poderei sempre contar com a intervenção providencial dos caçadores ?
Não terei ouvido convenientemente os conselhos e avisos da Mãe ?

sábado, 26 de janeiro de 2013

Sopa Delícia, by Chef Filhote

Numa pequena panela pusemos uma courgette média, com casca, uma couve flôr pequena, uma folha de couve portuguesa que por ali apareceu, meia cebola, uma mão cheia de salsa fresca que veio com a couve portuguesa, e uma colher de lentilhas rosa sem casca. Tudo partidinho para a panela, cobrimos de água, temperámos de sal, e deixámos ferver até os legumes estarem macios. Aí juntámos um fio de azeite, e batemos com a varinha mágica. Ficou um creme verde claro, muito delicioso.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O Capuchinho Vermelho (1)

A profissão de informático tem uns cromos gerados pela própria natureza da informática : é uma ferramenta poderosa, que muitas vezes não faz o que é esperado, ou faz o que não é esperado.  Com esse comportamento, é inúmeras vezes foco de desconfianças e injustiças entre os humanos que a manipulam. O cromo mais comum entre os informáticos jovens é aquele que tem a ilusão de que, se se aplicar muito, domina todas as nuances do software e do hardware, e tem a convicção de que os erros dos outros se devem sempre a algum tipo de incompetência, que muitas vezes são exibidas por pessoas mais velhas, ou de mais plácido feitio, que portanto não teriam acompanhado a evolução da tecnologia. Por outro lado, nos informáticos mais velhos, há a certeza que quase sempre a aparente incompetência dos outros se deve a falhas da própria tecnologia, da escolha de parametrização que tudo indicava destinar-se a produzir determinado resultado, mas em vez disso surpreende-nos com outro.
Nestas coisas da informática, a maior parte das vezes, numa situação anómala, só se conhece a causa muito depois de se ter experimentado os efeitos indesejados, e a maior parte das vezes, o culpado, se não quisermos ser masoquistas, é mesmo 'o sistema', mesmo que tenha de haver intervenção humana para lhe despoletar as vontades.
P.S: Este post é inspirado numa frase que ouvi hoje de um informático sénior :"Provavelmente alguém alterou isso, e teve esse resultado. Mas não foi concerteza propositado..."

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Reflexões de uma idiota

Talvez fosse conveniente conseguir ensinar as pessoas a não exigirem aos outros mais do que aquilo que é humanamente possível. 
E também a não exigirem isso a si próprios.
Bem, "humanamente possível" é uma fasquia que pode variar de algum modo de pessoa para pessoa. 
E como saber se estamos prestes a ultrapassar a nossa fasquia se nunca tropeçámos nela ?
Eu já tropecei em tempos na minha fasquia, e desde aí ocupo alguma da minha atenção a tentar não deixar desapercebidos os sinais de alarme :  o cansaço, a irritação, a falta de tempo, a sobrecarga, a falta de soluções. Por vezes a solução melhor é parar um pouco, e reformular a abordagem das situações. Também as pessoas que me rodeiam e lidam de mais perto comigo estão habituadas a não exigir demasiado.
Mas mesmo assim, o risco está sempre lá. Para todos nós, para uns a fasquia mais baixa, para outros a fasquia mais alta.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A Bússola Dourada

Há um filme juvenil, na temática do fantástico, que a mim me deixa algo deprimida. 
Já não tenho presente todo o enredo, mas ficou-me a excelente ideia do autor em retratar as crianças como sendo cada uma delas acompanhada do seu 'génio', ligadas a ele por um elo invisível com manifestações físicas, representado por uma imagem de animal de estimação como um gato, rato, esquilo, pardal ou outro do género. Na história o 'génio' de uma criança não tinha uma forma estável, podia, por exemplo, oscilar entre a forma de uma marta e a de um gato doméstico, consoante o estado de conforto e de confiança da criança. O 'génio' fala a linguagem humana, e alerta a criança para perigos que lhe são visíveis pelo comportamento dos 'génios' dos adultos, no fundo fazendo uma verbalização daquilo que a criança instintivamente sente.
Os adultos tinham 'génios' perfeitamente definidos, representados por animais como pumas, panteras, lobos, corujas, ou no caso da personagem mais demoníaca, um macaco de pelo dourado e de semblante ameaçador e cínico. 
É aflitivo o propósito dos adultos que têm poder naquele mundo :  eles criaram um laboratório para desenvolver um procedimento para separar as crianças dos seus 'génios', com o objectivo de poderem dominá-las mais facilmente. Pretendem conseguir fazê-lo mantendo as crianças vivas, mas as primeiras experiências resultam na morte ou na profunda depressão da criança a quem foi 'extraído' o seu 'génio'.
São aliados das crianças uma organização de resistência constituída pelos pais e mães de algumas das crianças já raptadas, que viajam numa caravela voadora, as fadas milenares sempre jovens e um exército de ursos polares de armaduras possantes.
Vamos manter-nos atentos para que não tentem fazer-nos o mesmo. 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Experiência com massa filo na véspera dos Reis

Num restaurante vegetariano servem umas trouxinhas de queijo cabra e massa filo. Resolvi fazer a experiência.
Comprei uma embalagem de massa filo refrigerada do Continente, e um queijo de cabra atabafado. Li as instruções da caixa de massa filo e umas receitinhas do Petiscos, e resolvi cortar a massa filo(de um dos dois pacotinhos que vêm na embalagem) em seis rectângulos duplos, quase quadrados. Desmanchei o queijo de cabra com um garfo e juntei-lhe cenoura ralada. Fiz 6 trouxinhas pondo um rectângulo de massa filo, barrado com pouquinha manteiga Becel, o segundo rectângulo em cima, um bom bocado de recheio, fechei com ajuda de um pouquinho de Becel. Besuntei um pirex com azeite (também pode ser óleo) para levar as trouxinhas ao forno de 200º o tempo suficiente para ficarem coradinhas. Servi frias, e não estavam muito mal ...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Five O'clock Tea

Quase sempre que se fala em 'chá das cinco' lembro-me daquilo que sempre achei um 'must' nos pormenores gastronómicos da autoria da minha Mãe : a fôrma no forno. Um pão de fôrma 'desmontado' em côdeas e fatias de miolo, besuntados de manteiga, de novo 'montado' com a ajuda de palitos na sua forma original, e depois aquecido no forno até ficarem as côdeas estaladiças e, é claro, a manteiga por dentro derretida.
A acompanhar um cházinho a gosto, completada com um pouco de dôce ou mel (ou não), fazia as delícias de todos lá em casa.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Ensaio 2


Outra das imagens que me ficou de caminho foi um pôr-do-sol insólito, tenho mesmo a impressão que não acreditarão que existiu. Outro ensaio em 'Paint' para uma tela que tenho estado a preparar.

Ensaio

É verdade, está bem, nunca estive na Índia. Mas ontem no National Geographic apresentaram um programa sobre tigres de bengala na selva da Índia, e pelo meio surgiu um plano que me surpreendeu muito pelas côres. Estou com alguma dificuldade em conseguir reproduzi-las, mas conto utilizar o tema numa tela.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Natal 2012




Seguro teimosamente o sopro e respiro,
Descanso o meu cansaço nas recordações mais suaves.

Cansaço é um gato pardo que desata os laços mais fracos da vida.
Cansaço é uma estação de luz branda na vida.
Oscila, nem frio de Inverno, nem calor de Verão.

Inspiro as recordações e vivo a vida,
Ponho o cansaço a dormir aconchegado e quente.
E deixo a vida embalar-me no seu regaço.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Os gomos de laranja

Pela praceta onde eu morava quando era pequena, costumava passar um 'homem do lixo', para varrer as ruas e recolher algum lixo. Usava um fato cinzento de tecido pardo, e empurrava um carrinho com um bidon metálico cilíndrico. Na cabeça uma boina do mesmo tecido do uniforme.
Calhou em alguns dias sentar-se o 'homem do lixo' no passeio frente ao meu jardim, para comer uma bucha. Uma lancheira térmica metálica que desencantava de algures no carrinho do lixo, com uma mistela morna, e uma laranja. Um desses dias eu saí do jardim para a rua e sentei-me ao lado dele a conversar. Teria os meus quatro ou cinco anos. Gostava de me lembrar que conversa tivemos nesse dia, mas a minha memória não vai tão longe. Lembro-me no entanto que partilhou comigo uma colherada da mistela morna e dois gomos de laranja, fresquinha e quase azeda.
Por muitos anos que viva, laranja para mim é uma fruta do 'homem do lixo'.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Mousse de maracujá

Comi outro dia uma excelente mousse de maracujá, que tinha um toque nítido de yogurte. Não podia pedir a receita, e então resolvi testar uma combinação criativa.
Comprei uma lata de polpa de maracujá 565g. Passei a polpa de maracujá por um coador para retirar as graínhas.
Misturei um pacote de natas frescas Longa Vida, a polpa de maracujá, dois yogurtes Danone cremoso natural, e uma lata de leite condensado. Bati tudo com a batedeira eléctrica em velocidade máxima, durante alguns minutos, e embora não tenha ficado grossa imediatamente, a mousse endureceu o suficiente depois de umas horas no frigorífico.
Este teste resultou numa mousse bastante doce, talvez fosse suficiente meia lata de leite condensado, mas bem geladinha é muito boa.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Natal 2012

Há coisas que nos vão acontecendo sem darmos por isso. Como crescer, por exemplo. Não digo crescer as mãos, ou crescerem as pernas ou a barriga, mas sim crescer o coração e a consciência. 
Eu não tinha dado por isso, mas já há alguns anos que tinha deixado de acreditar no Pai Natal. Só me apercebi de uma certa tristeza nos meus útimos Natais, uma certa melancolia, e uma descrença nas boas intenções de um qualquer Pai Natal.
Espero poder continuar a crescer, e que isso se traduza em deixar de acreditar em algumas coisas, mas possa trazer-me a Fé noutras, melhores ou piores. Afinal, eu andava um bocado enganada, a festa de Natal é a festa de Jesus, e espero que Ele esteja atento ao meu processo de crescimento e ao processo de crescimento daqueles que mais amo.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Novembro

Por estes dias vive-se a exaltação de Cristo na sua condição de Rei do Universo. Neste último Domingo de Novembro a leitura do Evangelho remeteu-nos para o encontro de Jesus com Pilatos por ocasião da sua condenação. 
Jesus diz a Pilatos : "O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas, o meu Reino não é daqui".
Explicava o pároco que Jesus quer ter o seu Reino no interior de cada um de nós, assim sejamos capazes de viver as nossas vidas na Verdade, na Justiça e no Amor ao Próximo.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Mia Couto contou histórias

Uma das histórias que Mia Couto contou, no encontro na UCCLA, na Rua de São Bento, envolvendo tudo na sua voz de encantamento, foi a seguinte :
Por várias vezes, ao chegar a sua casa, Mia encontrou sentados no muro dois jovens.
Sem conseguir perceber o que faziam ali, por vários dias seguidos, sem saber se preparavam alguma tramóia, decidiu dirigir-lhes a palavra. E perguntou a um deles :
- O que fazes aqui, estas tardes todas, sentado no muro da minha casa ?
E o rapaz respondeu :
- Eu ? Nada, absolutamente nada.
E Mia perguntou ao segundo :
- E tu, o que fazes aqui ?
Resposta :
- Eu estou só a ajudar o meu amigo.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Encantamento

Ontem dirigi-me em expectativa ao encontro com Mia Couto na UCCLA, na Rua de São Bento. Uma salinha pequena fez-me adivinhar que algumas pessoas ficariam de pé a ouvi-lo. Mas eu cheguei cêdo e ocupei logo um dos lugares perto da mesa da palestra.
Já li alguns livros de Mia Couto que me ajudaram a encontrar a magia de África, onde eu nasci mas que não conheço porque vim para Lisboa com 5 meses de idade. Em casa dos meus Pais África estava sempre presente em filmes caseiros, objectos, slides e histórias contadas. Mas estar numa sala com Mia Couto, a poucos metros de distância, a ouvi-lo responder a perguntas com pequenas e deliciosas histórias, fez-me sentir envolvida nos véus de neblinas de um encantamento africano.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Algumas pedras no caminho

Suspeitam que estão a ser 'comidos' por uma pessoa que até vos trata bem, mas que insiste em estabelecer um nível hierárquico ou evolutivo superior ao vosso, de que ele próprio se investiu ? Já não têm nada a perder ? Experimentem responder-lhe na mesma moeda. Vão ver como a sua gentileza e bom-trato se desvanecem por completo, tem dificuldade em reconhecer-se no 'espelho', e cai-lhe logo a máscara. Exige alguma capacidade de observação e mímica, e pode resultar numa grande facada, no peito ou nas costas, mas tem a sua graça.
Costumo dizer que todos os adultos que conheço já eram como são na altura em que estavam na escola primária. Se eu fosse suficientemente perspicaz, conseguiria reconhecer à primeira vista nos adultos recém-conhecidos algum dos 'cromos' que me saíram na escola primária, o que me pouparia - e a eles - bastantes dissabores e mal-entendidos.
Têm-me saído muitos 'Zé António', masculinos e femininos, para mal dos meus pecados. Mas também tenho conhecido bastantes 'Zéza' que compensam largamente as más experiências. O meu marido, que conhece esta minha teoria e que já foi alvo de 'match' a um dos cromos, costuma dizer que eu correspondo à 'sonsinha e marrona' 'menina Bélinha'.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Trouxas folhadas de carne

Num pequeno tacho ponha um fio de azeite e cebola picada, 300g de carne picada, meia courgette cortada em pedacinhos, uma colher de sopa de lentilhas sem casca, e os tempêros : sal, môlho inglês, uma pitada de açafrão, tomilho e caril, uma colher de sopa de polpa de tomate. Tape o tacho e deixe cozinhar bem. No fim passe a varinha mágica para ficar bem ligado.
Corte uma base redonda de massa folhada em seis 'triângulos' e coloque uma bola de recheio na parte mais larga de cada um. Enrole como se fossem croissants, primeiro a parte mais larga ficando o bico do triângulo na parte de fora, mas aperte ligeiramente as margens da massa para não abrirem. Coloque num tabuleiro ou pirex besuntado de óleo, suficientemente afastados uns dos outros para terem espaço para crescer. Leve a forno de 220º até ficarem coradinhos e folhados (+- 30m).
Sirva com uma salada ou um arroz de legumes.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012