Só outro dia tive a percepção nítida das exigências da profissão de professor das camadas mais jovens, principalmente adolescentes, e também principalmente em escolas de populações problemáticas.
Imagine que fazia parte do seu trabalho diário tentar incutir aos protagonistas do seu ambiente de trabalho aqueles princípios de educação que deveriam ter-lhes sido transmitidos pelos progenitores. Ao conversar com um casal de professores do secundário, eles contaram histórias que não lembram ao diabo. Jovens que acham que têm idade para serem responsáveis por si próprios, que não admitem reparos, que não reconhecem a autoridade dos professores, e que carecem das mais elementares atitudes de pessoas educadas.
Sim, sempre existiram pessoas mais e menos educadas, mas aquilo de que eu nunca me tinha apercebido é que os professores têm de fazer o papel de pais em suas casas, com os seus filhos, mas também nos seus locais de trabalho, com os alunos mal-educados.
Acho que quando escolheram a sua profissão contavam que teriam de instruir, mas não contavam com tanta necessidade de também educar, nem com as humilhações que lhes são inflingidas por alunos mal-educados, por vezes apoiados pela agressividade negligente dos pais.



