sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Irra !

Ontem dizia eu ao almoço que deve haver muita gente que me considera uma pessoa altamente irritante. Tenho a mania de corrigir as pessoas quando estou convencida de que o que estão a dizer não está correcto, desde que esteja eu convencida de que estou de posse da versão correcta. Explicou-me um dos amigos com quem eu conversava que o que é irritante é que da minha atitude transparece a minha mania de que estou correcta mais vezes do que as outras pessoas ... 
Eu até me irrito a mim própria por uma característica que me persegue e que raramente consigo controlar : por vezes penso que não devo tomar determinada atitude mas acabo por a tomar. 
E ter consciência disso não me impede de fazer coisas realmente irritantes, como ir ao blogue BELGAVISTA fazer comentários longos onde conto histórias minhas. Embora não seja intenção minha desviar a atenção dos textos da legítima autora do blogue, porque tenho consciência segura de que não é uma historieta das minhas que pode apagar o brilho daqueles textos, poderão as outras pessoas pensar o contrário, principalmente se não tiverem como eu um blogue onde raramente aparecem comentários aos meus posts. Na minha óptica, um blogue é uma versão mais calma e reservada de uma sessão de twitter ou de uma página de facebook, os posts são divertidos para o autor também pelos comentários que recebem. 
Mas como eu sou uma pessoa realmente irritante, até já houve pessoas que vieram comentar os meus posts, mas acabaram por fugir deles a sete pés.
Whatever ...

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Despedida de uma pessoa que gostei de conhecer

O João, a quem chamámos Joãozinho para distinguir de outro João com o mesmo apelido, vai hoje trabalhar para outras paragens. Foi muito agradável conhecê-lo, estive com ele num projecto em que tivemos de utilizar pela primeira vez ferramentas ainda não conhecidas por aqui, numa verdadeira parceria, sempre bem disposta e prolongada por horas infindas de fim de tarde-princípio de noite que duraram algumas semanas seguidas.
Deixou-me com um pormenor que define essa parceria : a propósito de um processo que testámos esta manhã e que correu mal, concluiu que era uma boa oportunidade de verificar qual o comportamento típico de um processo que acaba mal, em contraste com os outros processos que foram testados e acabaram sempre bem.
Até sempre, João.
Allways look on the bright side of life

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Skills

Quando vi o pastor à beira da estrada a minha primeira reacção foi ter pena das gentes do meu país. Mas um pouco mais atrás vi o porte imponente dos seus dois cães-pastores, lado a lado, focinho levantado para vigiar todo o rebanho de ovelhas que o pastor lhes confia. E fiz mais uma das minhas reflexões de idiota : o que vale mais ? Treinar cães para vigiar o rebanho, e preparar queijos de leite de ovelha ? Ou construir Mercedes e BMWs ? Porque é que o trabalho na tecnologia vale mais do que os saberes ancestrais da Natureza, da Terra e do Homem ?

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados deixa-me dividida. 
Por um lado acho que os outros acham que já não tenho idade para essas coisas; mas por outro acho que o Zezo acha que temos sempre idade para nos lembrarmos de nós e do nosso projecto a dois, e depois com o filhote, mas sempre com um cantinho especial para nós dois, e um desejo forte de que o filhote possa ter assim alguém no seu Dia dos Namorados e em toda a sua vida.
Tal como a Pessoana no BELGAVISTA, associo o dia a coisas parolas como é todo o mundo das coisas cor-de-rosa e fofinhas e unicórnios e fadas e a Bela Adormecida e a Bela e o Monstro e o Peter Pan e a Sininho e a cadela Náná que deu origem ao nome que escolhemos para a Nani e faz-me sentir envergonhada por ser parola e cor-de-rosa e acreditar em coisas fôfas :-)
Feliz Dia dos Namorados, Zezo.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Mar e nuvens

A importação de imagens deu cabo das cores
Este era o quadro de que tinha falado outro dia, mas a importação da foto para a net alterou-lhe os tons de azul e estive vai não vai para não publicar esta imagem.
O verdadeiro azul é mais escuro, e as nuvens são mais fôfas. 
Farei um dia destes nova tentativa recorrendo a outros meios.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Pintora reconhecida :-)

Tive esta semana uma encomenda bastante ambiciosa que me encheu o ego de 'pintora'. Está bem, a encomenda é de casa, mas de qualquer maneira vai ser um quadro meu pendurado numa parede real de uma vida real. E pediram-me um quadro de grandes dimensões, tirei medidas ao espaço e estou a pensar em 1,00m x 0,73m.
Estive a dar voltas à cabeça para escolher o tema que se adaptará melhor àquela parede, se um original meu ou um tema de Monet. Decidi-me por um super-Le-Parc-Monceau, e acho que vai ficar lá muito bem. Assim eu tenha talento suficiente para levar à prática o que me proponho.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Acabaram-se os pin-e-pons


Era gira, a miúda. Aí uns 6 anos, magrinha, intelectual de grandes óculos, rabo de cavalo em cara miudinha. E falava com o pai entusiasmada :" ... e como a mãe dela é um bocado tó-tó, ela disse - ó mãe, não é preciso desligares o computador ! E a mãe dela ... " etc. etc.
Fiquei a pensar, entre divertida e chocada : ' a mãe dela é um bocado tó-tó ' ... 
Os pirralhos de hoje em dia estão cheios do poder da informação, e protegidos por uma espécie de caos da autoridade.
Mas era gira, a miúda, com os seus ténis plastificados e as suas calças de ganga justinhas à perna com brilhantes, blusão roxo. O patrocínio é dos pais e avós, claro. Uns tó-tós ...

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Vizinhos

Poderá dizer-se que o Manel não tem os alqueires bem medidos, ou que tem dificuldades de aprendizagem, mas em contrapartida tem umas mãos fortes para trabalhar. E reconhece os seus vizinhos em qualquer lugar.
Hoje ouvi o varredor da rua da estação falar para mim tímidamente, e olhando bem para ele é que vi que era o Manel. Falámos um pouco, porque o Manel gosta de nos pôr ao corrente de todas as pequenas aventuras da sua vida. Conta ansiosamente todos os pormenores das suas vivências. Neste caso tratava-se da história de uma queda que deu e o deixou um pouco dorido, mostrou-me a orelha pisada e queixou-se do ombro esquerdo, mas na mão esquerda transportava uma daquelas pesadas pás de cantoneiro, na direita uma enorme vassoura. E a rua estava de facto bem varrida.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

O Mar

No Domingo passado pintei outro quadro. Mas já sei que quando pinto há muita coisa que acontece por acaso. Não sei se devo chamar 'acaso' ao que me aconteceu neste quadro.
O que aconteceu é que eu não imaginei o mar daquele modo. Acho que foi o mar que me imaginou pintora e veio encontrar-se comigo naquela tela. Veio com umas ondas imprevistas e inesperadas, pontuadas de espuma e cores profundas. Retribui com nuvens escuras e cheias de chuva e luz.
Ainda estamos de namoro. Para a semana já devo poder mostrar aqui.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Pudim de ovos da Mamã (sonho)

Tive um sonho em que a minha Mãe fazia um pudim tipo doce conventual. Ainda não sei a receita toda, vou ter de perguntar à minha irmã mais velha, porque a receita era :
Forrar a forma de cozer o pudim com caramelo líquido, pôr uma camada de fios de ovos, cobrir com o preparado de pudim da minha irmã, levar a cozer. Depois desenformar e cobrir com uma pequena quantidade de ovos moles (3 gemas, 3 colheres de sopa de água, 3 colheres de sopa de açucar, cozinhar até engrossarem e deixar arrefecer). Servir frio.

sábado, 25 de janeiro de 2014

A água da Nani

A Nani gosta de beber água sem ter de se baixar. Nada melhor que dirigir-se à tigela de água no chão seguida da dona, para lhe dizer que quer água. A dona pega na tigela, enche de água fresca, e dá à Nani que pode assim bebê-la sentada de costas direitas, ou em pé, de pernas esticadas. É muito mais revigorante !

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Primeiro de 2014 - semana de Reis

Ainda não sei se este quadro fica assim, ou se vou testar nele as tintas dourada e prateada. Mesmo que não leve essas tintas, ainda precisa de alguns retoques e de ser assinado. E nesse caso depois vou repetir o quadro com outros tons e essas tintas.
A Árvore que serviu de modelo foi a deste ano, ao vivo até ao fim-de-semana de 11 e 12 de Janeiro.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Momentos que valem a pena

Sábado de manhã o Chiado estava soalheiro, frio e lavado pela chuva, e as poucas pessoas que por lá passavam - jovens turistas na maioria - tinham rostos felizes.
Castanhas assadas, Fernando Pessoa, banquinhas de livros velhos e bugigangas, eu e o filhote à procura de tintas : dourada, prateada (depois digo-vos para quê) e branca, essência de terbentina, e já agora dois pincéis e mais uma pequena tela 20x20.
Chegàmos a Lisboa, estacionámos, passeámos e voltámos a sair, sem stress, como se não se tratasse da mesma cidade que se acotovela e resmunga durante a semana.
Uma manhã perfeita.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Milhões rima com ... anti-matéria

Admitindo à partida o facto de não perceber nada de contabilidade, pública ou privada, para além do 'deve e haver' tipo 'noves-fora-nada', parece-me muito intrincada a lógica do 'quando', 'em que rúbrica', 'transitar de ano' e 'agora já não vale ...'.
É por isso que me interrogo sobre o tal buraco de 300 milhões.
Parece-me que os milhões, como a própria fonética indicia, são uma coisa redonda a rebolar de rúbrica em rúbrica tipo bolinha de pinball, de tal modo que um ganho de uma receita prevista de 800 milhões para a executada de 1.200 milhões não consegue tapar o tal buraco de 300 milhões.
Dá assim a sensação que os milhões que são ganhos são sempre muito mais pequeninos do que os dos buracos.
Estamos, portanto, em presença de buracos negros.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

"Invenção de Serralves"


Este é outro quadro de 2013. Não o tinha publicado porque deixei-o a secar para depois o assinar. Acabei por o oferecer sem estar assinado, que foi coisa que só reparei depois quando fui ver estas fotos que tirei mesmo antes de o enviar por correio. Vou ter de 'fazer um domicílio' com o meu pincel de assinar.
Chamei-lhe 'Invenção de Serralves' porque nunca fui ver Serralves mas tenho esta vontade de vir a conhecer, fotografar e pintar os jardins. (Fiz a coisa por ordem inversa).

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Na tarde imediatamente antes da morte de Mandela

Este é mais um dos quadros do final de 2013. É dos pequeninos.
Acho que vou ter de comprar um telemóvel que tenha uma câmara melhor, de contrário corro o risco de vocês dizerem que eu sou uma autêntica naba a pintar ...

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Foto de telemóvel manhã ainda escura


Tenho ainda alguns quadros de 2013 que ainda não publiquei aqui. Este foi pintado no final de Dezembro de 2013 e está muito fofinho. É um 20x20 num tom de rosa-velho que na foto não ficou no seu melhor ...

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Eusébio

Foi ontem o funeral de Eusébio da Silva Ferreira. No fundo todo o país teve possibilidade de acompanhar esse acontecimento nos últimos dois dias, de perto ou pela televisão.
Por aqui as opiniões dividem-se. Muitos não sentem o valor histórico de certas vidas e certas mortes. A história desenrola-se em escalas desfasadas para as pessoas que a vivem em idades diferentes. 
Chamar 'rei' a Eusébio pode parecer tão adequado a alguns como parece ridículo a outros. A explicação simples é que estão em momentos diferentes da respectiva escala histórica. Estão em escalas diferentes de sensibilidade e de liberdade. Estão em escalas diferentes de auto-estima e auto-confiança. Estão em escalas diferentes de respeito pelos outros. Têm escalas diferentes para grandeza e glória.
Eu gostei de poder assistir aos tempos em que o Eusébio era um jogador forte, esforçado e com sucesso, em que o Benfica era a equipa do meu irmão mais velho e ganhava tudo o que havia para ganhar. Gostei de ver o Eusébio ser acarinhado pelo Benfica e pelos homens do futebol na parte final da sua vida, e de vê-lo sempre presente nos momentos importantes do futebol português. 
É uma das razões porque ainda hoje digo com uma pontinha de vaidade - disfarçada pelos desaires mais recentes - que sou do Benfica.
Viva o Rei !

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Feliz Natal

Tão pacíficamente como penso que gozou toda a sua longa vida, o Primo Ton morreu numa manhã da semana natalícia, recostado no seu cadeirão.
O enterro do Primo Ton trouxe à aldeia um grupo grande de primos-sobrinhos, entre outros familiares e amigos que lhe queriam bem. Num tempo de tristeza mas também de magia, soaram a rebate os sinos da Igreja do séc. XIX, de antiga talha dourada, enquadrando o cortejo fúnebre. E tocaram assim por várias vezes, sublinhando os últimos momentos de despedida até ao pequeno cemitério logo ali ao lado. Céu cinzento mas sem chuva, todos puderam rezar numa emoção tranquila.
Despedidas e reencontros, coisas que acontecem também no Natal.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Modo 'Conto de Fadas' (2)

As dificuldades de que falei no meu post de ontem têm uma explicação muito simples, tipo : 'Da-a ...'. Foi-me revelado ontem no guichet do Metro um facto importante para uma abordagem muito mais simples d'o sistema', que é o seguinte : o cartão do passe pode ser utilizado como cartão recarregável.
Ou seja, o pobre d'o sistema' não está a contar que lhe apareçam pela frente utilizadores tão mal informados e complicados como eu.
'Da-a ...'.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Modo ‘Conto de Fadas’


Estava ontem a dizer a um amigo meu que tenho tendência para, quando não percebo bem uma situação, entro em ‘modo Conto de Fadas’, e confio que a situação está implementada da forma mais bonita e que tudo acaba em bem. Foi assim com os bilhetes e passes de Metro e CP.
Um dia fiquei com um pré-pago com algum carregamento mas renovei o passe porque o carregamento não me ia chegar para o dia todo e eu não ia passar em local de renovação do passe durante as deslocações planeadas.
Perguntei a mim própria : ‘Hm, o que fará ‘o sistema’ quando lhe passar com a carteira contendo ambas as formas de pagamento ? Será suficientemente honesto para reconhecer o passe e ignorar o cartão pré-pago ?’. Essa dúvida seguiu-se de uma experiência que me custou o carregamento que tinha no pré-pago. ‘O sistema’ ignorou que o passe me validava o acesso e foi ao pré-pago descontar-me a viagem.
Claro que a maioria das pessoas me diria : ‘Miuxa, és muito estúpida, é claro que não podes passar o cartão e o passe ao mesmo tempo ! Ele só lê o primeiro que detecta !’, é uma questão de senso comum. Mas eu acho que é porque a maioria das pessoas não acredita em Contos de Fadas. E não sabem escrever Contos de Fadas. 
Aliás, provando que ‘o sistema’ é suficientemente inteligente para o que lhe convém, passei ontem ao mesmo tempo um cartão pré-pago com carregamento e o passe fora da validade, e ‘o sistema’ recusou a minha passagem. Neste caso deu prioridade ao passe inválido, podendo induzir-me em erro de pensar que não tinha acesso válido e que tinha de carregar o cartão que se encontrava afinal carregado.
P.S. --- ‘O sistema’ é aquela entidade-almofada que fica entre o utilizador e o programador menos rigoroso …

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

domingo, 8 de dezembro de 2013

Já lá vão uns bons anos


The first time ever I saw your face


Isto para época de Natal, está um bocado, como diria um amigo meu, um bocado 'fanfo'. Valham-nos os que quase nunca nos desiludiram. Roberta Flack.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Uma Gata do Presépio

Como em todos os outros Natais anteriores, a Nani tomou posse da sua Árvore de Natal. Estava linda, cheia de luzes e bolinhas e bonequinhos e fios dourados e prateados. 
Junto à base, por baixo dos ramos maiores, tem um Presépio e umas casinhas, os Reis Magos à chegada, uns fios de neve, tudo sobre papel de seda preto. Por trás do Presépio um espaço convidativo : "Será que consigo caber naquele espaço ? Upa ... uhf, cá estou, um espaço concerteza deixado aqui livre para mim :-)".
Não era, era um espaço que não foi suficientemente alto para a Nani se espreguiçar ! E lá tombou a Árvore de Natal ! Uma bolinha partida, um bonequinho que ficou sem braço, os fios todos enrodilhados, enfim, um acidente Natalício.
"Este bonequinho de Neve bojudinho aqui no chão é mesmo bom para umas patadas, é parecido com os meus ratinhos de brincar, não tinha reparado nele quando estava pendurado na Árvore ..."

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Tia Gi

É muito bom sentir que as pessoas de quem gostamos também gostam de nós. É assim entre mim e a tia Gi. 
Quem conhece mal a tia Gi vê-a como uma senhora de idade indeterminada, bem maquilhada, bem penteada e com ocasionais chapelinhos de toillette, bem vestida e de postura impecável. 
Eu, por outro lado, tenho o previlégio de conhecer outra tia Gi. Em algumas destas manhãs frias tenho-a encontrado ao portão do seu jardim em pijama e roupão, sem alguns dentes e de cabelo branquinho e fino desgrenhado, com todas as suas rugas à vista, queixando-se das suas costumeiras maleitas, muito orgulhosa nos seus filhos, netos e muitos bisnetos que contabiliza com satisfação, e assegurando-me sempre uma coisa que parece ser para ela muito importante : que tem uma pequena foto da minha Mãe no seu oratório. Chama-me "minha querida", pergunta-me pela família, dá-me muitos beijinhos e aperta-me carinhosamente as mãos.