Penso que se chama Temperance, aquela cientista do 'Bones'.
Identifico-me com ela em questão de falta de perspicácia, não intelectual mas emocional, se bem que ela aparenta ser bem mais dotada em outros aspectos que lhe conferem qualidades que eu não tenho.
O meu espírito geométrico impele-me sempre a dizer o que sei, que estou convencida que é verdade, com poucas papas na língua, sem antever os prováveis arrasos que isso pode ter nos que me rodeiam.
Arrependo-me por vezes de não ter sabido evitar as ocasiões de confissão auto-forçada, mas mantenho a convicção de que era aquilo que tinha de ser dito naquela ocasião.
Quando me querem confidenciar algumas tramas profissionais, por exemplo, peço sempre encarecidamente que o não façam, para não ceder ao meu impulso primordial de não ocultar o que sei. Por vezes o meu pedido não é atendido, mas não sei se posteriormente se arrependem ou me consideram desleal por eventualmente surgir uma ocasião em que me sinto forçada a revelar o que sei.
Sou muitas vezes mal interpretada, porque parece que o meu entendimento das coisas está longe d'a norma'.
Sei guardar algum tipo de segredos, mas não me sinto confortável nessa dimensão.
O Tempo tem normalmente jogado a meu favor, e cada vez tenho mais pena da sua-minha 'finitude' (como me dizia outro dia uma amiga).


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