Em primeiro lugar, alegro-me com a notícia.
Em segundo lugar, voltei esta manhã a ler o 'Supergigante'.
Fez-me lembrar Isabel Allende, que disse a propósito dos seus livros que alguns familiares, ao reconhecerem-se nas histórias que conta, não gostaram da maneira como estão retratados ou como a autora retrata pessoas do seu círculo de conhecimentos.
Já falei com a Ana sobre isto a propósito do 'Supergigante'. A Ana diz que as personagens são fictícias, baseadas em personalidades que pertencem a contextos que podem não ser o contexto em que estão colocadas na história do livro, que são muitas vezes uma mistura de várias personalidades representadas numa só, e outras coisas assim, que deliciam e ao mesmo tempo iludem a minha curiosidade.
De qualquer maneira, a mim faz-me temer que eu esteja representada nas características mais irritantes de todas as tias invocadas no 'Supergigante', o que ao mesmo tempo que representaria uma honra, constitui uma interrogação de consciência bastante pesada.
Mas tenho um amigo meu que diz que o meu tema de conversa favorito sou eu própria e as minhas histórias, o que pode ser bastante redutor na apreciação de um livro da Ana.
O que agora se impõe é dizer : Parabéns Ana !


