sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Cada Gata com seu estilo

Dona Nani acompanhava-me sempre de manhã, normalmente até me acordava de algum modo impaciente, para eu me levantar e ir à casa-de-banho e depois à cozinha para tomar o meu leite com Néscafé e comprimidos matinais. 
Miss Meggy Pea é mais paciente, fica deitada ao pé da cama à espera que eu acorde e depois acompanha-me nesses primeiros hábitos matinais. 
Há uma outra diferença no comportamento das duas gatinhas : enquanto Dona Nani dava uma corrida atrás de mim para me pregar uma patada de incentivo na barriga das pernas ou no rabo, Miss Meggy Pea procura os meus pés ou pernas para ferrar umas leves mas muito afiadas dentadas endiabradas.
Cada gata com seu estilo, duas formas felinas de despertar.

domingo, 2 de agosto de 2015

'Mantém-te zen'

Em tempos elogiou os meus desenhos com o paint, e mais recentemente disse que gosta dos meus quadros de paisagens.
Para mim estes elogios em que consigo acreditar funcionam como calmantes, incentivo, e a pintura é uma forte terapia.
Logo a seguir ao elogio iniciei a tal paisagem em tela de um metro por qualquer coisa, de que já falei aqui.
Está quase pronta, e chamei-lhe "Pelorito de manhã com os girassóis".
Obrigada Anabela.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Selecção natural

Estava aqui a olhar para uma foto dos meus Pais e pensei que seria muito bom, para a Humanidade em geral, para o mundo no seu dia-a-dia, se a selecção natural consistisse na imortalidade das pessoas boas, e na eliminação indolor das pessoas más. 
Depois pensei que talvez eu própria não sobrevivesse a esse tipo de selecção. Os sentimentos que nutro por algumas das pessoas e acontecimentos que me rodeiam não são muito generosos. Mas pelo menos a eliminação seria indolor.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Os gatos e as coisas doces

Li algures na net que os gatos não são sensíveis aos alimentos doces. Ainda para mais, a ingestão, por exemplo, de chocolate acima de determinadas doses pode ser fatal.
Numa destas manhãs preparei um tabuleirinho de pequeno-almoço com uma chávena de leite com Néscafé e uma torrada com manteiga e doce de morango Prisca. Pousei na mesa da varanda e lembrei-me que não tinha tomado os meus comprimidos. Fui por momentos à cozinha e quando voltei Miss Meggy estava deliciada a lamber o doce de morango da minha torrada.
A mim pareceu-me que estava a gostar muito.
Esperamos que não lhe tenha feito mal.

domingo, 26 de julho de 2015

Bolo de Alfarroba chef Ander

Depois de uma tentativa menos saborosa do bolo de alfarroba na 'lógica bolo da Cláudia', experimentámos hoje ajustar as proporções de farinhas, e por sugestão dos homens da casa seguimos a ' lógica bolo de yogurte' e ficou um bolo muito fofinho e suficientemente apetitoso, feito assim:
Copo medida: 1,5 dl
Batedeira self-standing
3 copos mal cheios de açucar Pingo Doce
3 ovox xl inteiros Pingo Doce
1 dedo de Porto Sandeman
1 copo de óleo Fula
50 g de farinha de Alfarroba Seara (secção biológicos do Continente)
2 copos de farinha self-raising Branca de Neve
1 colher de café de fermento em pó Royal
1 pitadinha de sal grosso
Forma de buraco barrada com margarina Vaqueiro e polvilhada de farinha.
Forno 180º 55 minutos.
Desenformar e cobrir com um fio de caramelo líquido quando o bolo ainda está quente. (Era para ser coberto com ovos moles e caramelo, mas os ovos moles em pequena quantidade não saíram bem - fica para a próxima)

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Miss Meggy Pea e o conceito Teddy Bear

Esta manhã fiquei surpreendida com a Meggy.
Pus esta semana um tapete novo na casa de banho, e ela gostou tanto dele que tem dormido na casa de banho. Além de mais fresquinho, parece sentir-se confortável. 
Ela mostrou logo interesse pelo tapete quando o fui buscar ao armário.
O que eu não estava à espera era de encontrar esta manhã o pirilampo da Meggy também muito bem acomodado no tapete, ao lado dela.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

As minhas versões/criações - de crochet, de quadros, de bolos

Este fim-de-semana reparei nas semelhanças dos processos criativos que me ocupam a imaginação quando meto na cabeça fazer uma coisa.
Tem piada porque sempre me considerei uma pessoa com pouca imaginação, com mais queda para copiar, estudar coisas já feitas e seguir procedimentos.
Primeiro, estou desde há duas semanas a preparar-me para pintar uma tela de um metro por qualquer coisa (em comprido), e comecei por pensar num céu carregado de nuvens que fotografei outro dia. Pensei pôr-lhe uma gaivota, mas ainda não tenho fotos com uma pose que resulte.
Depois comecei a pensar em subir o céu e pintar em baixo um campo de girassóis e fardos redondos de palha. Esquecer a gaivota e pôr outro tipo de pássaro, um falcão por exemplo.Tenho pensado de vez em quando que tons utilizar, que planos definir, que côres deixar esbatidas e quais as que devo definir melhor.
Entretanto iniciei mais uma daquelas invenções em crochet, desta vez com linha beige. Começo a coisa apenas definindo à partida que é redondo, o número de malhas e desenhos saem à medida que vou avançando, com base num jogo de 'abertos' e 'fechados' que formam figuras.
Pelo meio, fiz um bolo da Cláudia. Já fiz uma variante com sumo de laranja em vez do vinho do Porto, e agora lembrei-me se haverá à venda farinha de alfarroba, para fazer uma outra versão. O bolo da Cláudia tem bastante farinha, mas não sei se, havendo farinha de alfarroba, ela fará os bolos fôfos ou não. Também não sei que proporção de açucar se deve usar, talvez consulte receitas existentes na net. Tenho estado a pensar sobre pinhões (mas agora são muito caros) e amêndoas laminadas, e falta-me a parte líquida. Pensei em ginginha, caramelo, ainda estou a divertir-me com a parte do plano teórico.
O processo criativo é bastante estimulante.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Gato-sapato

É uma das brincadeiras que deixa a Meggy mais entusiasmada. Fica entretida muito tempo, mia de vez em quando de satisfação, e parece que de noite também se diverte. 
A brincadeira é enfiar o pirilampo mágico no calcanhar de um sapato, arrastar o sapato a alta velocidade com o pirilampo lá dentro, mudá-lo de sapato, chinelos também valem, gata, sapato e pirilampo numa roda viva, faz do pirilampo gato-sapato.
Se o pirilampo já está a descansar, pode ser feita a brincadeira com uma bola de papel.
Esta manhã havia sapatos e chinelos espalhados pelo hall fora, revelando uma noite divertida para Miss Meggy Pea.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

'...que a freguesa deu ó ról...'

Esta manhã o Centro Cultural de Belém não exibia nenhuma bandeira.
Não se via uma única bandeira hasteada naquela generosa quantidade de postes.
Devem ter ido para lavar ...

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Notícias Meggy Pea

Miss Meggy Pea é uma gata endiabrada. Se juntarmos a isso o facto de nós sermos uns donos pouco previdentes, a mistura revela-se perigosa.
Estavam os donos, cada um na sua ponta da casa, e Meggy Pea na varanda a apanhar o ar do entardecer, quando demos pela sua falta. 
Não vimos o que aconteceu, mas reconstituindo a cena com a ajuda de donos de gatos nossos amigos, ela terá subido ao parapeito da varanda e olhado para baixo, onde vislumbrou a parabólica do vizinho. Terá resolvido saltar para aí em busca de novos horizontes, de contrário teria ido parar à rua uns poucos metros abaixo, em vez de ir parar à varanda imediatamente abaixo da nossa. 
Aterrou aí assustada e dorida, os vizinhos não conseguiram tocar-lhe, e quando o Zezo a foi buscar vinha assustada e encolhida.
Esteve internada dois dias, a soro, analgésicos e antiinflamatórios. Os RX não acusaram lesões e quando a trouxemos de novo para casa demonstrou as suas saudades com muitos mimos.
Agora parece recuperada e já se deixou de nos dar mimos exagerados ...

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Sopinha 'welcome back home'

Um fervedor inox.
Dois nabos já com um mês ou dois de frigorífico.
Uma cenoura um pouco mais recente.
Meia cebola à espera da ocasião numa caixa em forma de cebola 'made in china' no frigorífico.
Seis pézinhos de salsa fresca com umas semanas de frigorífico.
Duas colheres de sopa de lentilhas rosa sem casca.
Água, sal.
Depois de bem cozidos, um fio de azeite, uma colher de café de pó de cardamomo.
Passar com a varinha mágica.

domingo, 17 de maio de 2015

Os quadros mais recentes

Não tenho publicado os quadros mais recentes que tenho pintado. Um deles, do Buçaco, já não tenho à mão para fotografar. Estes são quadros pequenos, os quadrados têm 20x20. Os do meio são rosas da roseirinha da Lau e da Bi, uma de Novembro e outra desta semana.
Terapia da 'braba', juntamente com umas sessões de yoga na varanda pela manhãzinha.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Matrioskas

Quando o cansaço me apanha, tenho a tentação de invejar a vida de uma boneca de corda : parada na maior parte do tempo, insensível e inanimada, a que se dá corda apenas quando se está com paciência para vê-la movimentar-se ou ouvi-la falar. 
Não corre o risco de ser mal entendida, a gravação na ponta da corda, os movimentos mecânicamente programados, não tem tristezas nem alegrias, é assim, uma boneca simples com o coração na lapela do seu vestido.
As pessoas não.
As pessoas têm o coração a bater, a sorrir ou a doer dentro do peito, podem sentir carinho por fora, tristeza por dentro, amor por fora, indiferença por dentro, dizem sim e dizem não, dizem coisas simples que parecem complexas, vestem-se de máscaras sucessivas, escondidas umas dentro das outras, experiências boas e experiências más, umas dentro das outras, dentro das outras, dentro das outras.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Família de escritora sofre e alegra-se ao mesmo tempo

A Ana Pessoa tem notícias fresquinhas
Em primeiro lugar, alegro-me com a notícia.
Em segundo lugar, voltei esta manhã a ler o 'Supergigante'.
Fez-me lembrar Isabel Allende, que disse a propósito dos seus livros que alguns familiares, ao reconhecerem-se nas histórias que conta, não gostaram da maneira como estão retratados ou como a autora retrata pessoas do seu círculo de conhecimentos.
Já falei com a Ana sobre isto a propósito do 'Supergigante'. A Ana diz que as personagens são fictícias, baseadas em personalidades que pertencem a contextos que podem não ser o contexto em que estão colocadas na história do livro, que são muitas vezes uma mistura de várias personalidades representadas numa só, e outras coisas assim, que deliciam e ao mesmo tempo iludem a minha curiosidade.
De qualquer maneira, a mim faz-me temer que eu esteja representada nas características mais irritantes de todas as tias invocadas no 'Supergigante', o que ao mesmo tempo que representaria uma honra, constitui uma interrogação de consciência bastante pesada.
Mas tenho um amigo meu que diz que o meu tema de conversa favorito sou eu própria e as minhas histórias, o que pode ser bastante redutor na apreciação de um livro da Ana.
O que agora se impõe é dizer : Parabéns Ana !

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Notícias Meggy Pea

Miss Meggy Pea andou uma série de semanas um bocado atrapalhada. 
(E nós também ...)
Aparentemente foi mordida na testa por um bicharoco qualquer. 
Quando a levámos à veterinária ela começou por desconfiar de coisas esquisitas. 
Recolheu a crosta da lesão para fazer uma análise fúngica e bacteriológica que deu negativo para tinha e outras cenas do género. A veterinária concluiu então que o pequeno inchaço e ferida deviam ter resultado de uma picada de insecto que Miss Meggy coçou desastradamente.
Mas enquanto esteve em tratamento, condicionada por um funil de plástico à roda da cabeça, entrou em stress e desenvolveu uma conjuntivite, que também exige tratamento prolongado.
Ficou mais aliviada quando foi possível retirar-lhe o funil, e anda agora toda animada.
Já pode brincar à vontade com o seu brinquedo favorito, um pirilampo mágico azul clarinho a que o Zezo retirou os olhos e o pavio por precaução. Ela leva-o para todo o lado, e já precisou de algumas reparações cirúrgicas e lavagens que deixaram Miss Meggy ligeiramente desconfiada.

Dormir

Ao contrário da gatinha Nani, que veio morar connosco numa altura em que eu acordava todas as noites, e ficava acordada algumas horas acompanhada por ela em deambulações pelo silêncio da casa às escuras, Miss Meggy Pea tem noites seguidas de sono tranquilo. 
Mesmo quando acorda a meio da noite por minha causa, mantém-se tão sonolenta que é fácil pegar nela e voltar a deitá-la.
Já nos tem proporcionado algumas noites de sono seguido.

terça-feira, 21 de abril de 2015

As visitas da Catarina

A Catarina é muito pequenina e enche os corredores do trabalho do Pai com a sua vozinha de PIN&PON. 
Também sabe cantar muito (des)afinadinha, cantigas de letras muito interessantes como aquela do 'gingóbéll já não há papel'.
Mas o que a Catarina mais gosta é dos garrafões de água dos bebedouros em uso aqui na nossa zona. Embora o Pai não a deixe molhar-se. O que a leva a refugiar-se na nossa sala quando está a fazer limpezas das secretárias e outros objectos aqui do nosso lado.
Todos tomam conta da Catarina, fazemos desenhos e emprestamos papel e canetas, e 'dodots' como ela lhes chama, para fazer as suas limpezas ocasionais. Quem diria que o nosso espaço está assim tão sujo, apesar da senhora da limpeza cá passar todas as manhãs...
Tememos no entanto estar ameaçados por uma consequência das visitas da Catarina : nunca se sabe quando seremos electrocutados numa aproximação ao bebedouro de garrafões, tal a abundância de água no chão, por causa das limpezas da Catarina  ;-)

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Buçaco

Tenho andado um bocado desatenta à reportagem fotográfica dos quadros que tenho feito. Já fiz mais duas árvores de Natal, um ou dois quadros de rosas, um segundo quadro do Buçaco que acho que não fotografei de todo, agora estou a pintar uma casinha de Monet para oferecer.
Resolvi fazer este desenho para animar gráficamente o blog.
Quanto às fotos dos quadros mais recentes, vou ver se trato disso.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Páscoa

Este ano aventurei-me a assar meio cabrito para quem me quisesse acompanhar no Domingo de Páscoa. Acabámos por celebrar esse dia em Mafra.
Comprei o meio cabrito, de um cabrito de aproximadamente 7Kg, na 6ªfª Santa, mais ou menos por impulso. Guardei no frigorífico e no Sábado de Aleluia pus no tabuleiro do perú de Natal e temperei-o. No Domingo de manhã esteve a assar desde as 8h até às 11h50 mais ou menos.
O tempero levou o resto de meia garrafa de Planalto que tinha sobrado do jantar de 6ªfª, um pouquinho de Lezíria branco para completar, sal (podia ter levado um pouco mais), muito pimentão doce em pó, muito alhinho picado à mão, três folhas de louro ainda não muito secas apanhadas num loureiro em Mafra, três raminhos de alecrim já meio sêco e um bom ramo de salsa fresca do mesmo jardim. Reguei com azeite Galo clássico e coloquei três bocados de margarina Vaqueiro.
As receitas que consultei falavam ainda de pimenta ou picante, e embora talvez isso possa enriquecer o paladar, alguns dos convivas não são apreciadores de tais tempêros.  Também foi lembrado o tomilho, mas como tinha posto o alecrim resolvi não misturar mais sabores.
Às 8h da manhã de Domingo liguei o forno a 160º e coloquei o tabuleiro com o cabrito, e num pirex umas batatinhas novas temperadas de sal, pimentão doce em pó, azeite e nozinhas de margarina. Pelas 9h30 aumentámos o forno para 180º, e pelas 10h30 aumentámos para 200º. Fomos aproveitando para virar os pedaços de cabrito para corar bem de todos os lados, bem como as batatinhas.
Levámos tudo para Mafra envolvido em papel de alumínio e umas toalhas de banho para manter quente, e servido perto das 13h.
Foi aprovado por todos os convivas.
A mesa foi enfeitada com um arranjo muito mimoso de ovos de galinha e de codorniz, com as cascas num bonito tom de vermelho-fechado, que presumi que tinha sido conseguido com casca de cebola, mas agora tenho algumas dúvidas, e por isso conto perguntar qual o segredo da coloração dos ovos.

P.S.: Esqueci-me de dizer que cobri primeiro o fundo do tabuleiro do cabrito com gomos mais ou menos finos de cebola.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Leite de burra ?

Tirou da carteira um tubo negro de creme para as mãos, e começou a espalhar um pouco, esfregando elegantemente as mãos uma na outra. O nosso canto do comboio foi invadido por um daqueles aromas de produtos de beleza, neste caso um pouco exagerado na minha opinião.
Observei-lhe o rosto. Uma camada opaca dificilmente invisível de 'fond de teint' por todo o rosto, um risco negro contornando os olhos.
Um penteado invulgar, de cabelo comprido liso, preto brilhante, apanhado de lado junto ao pescoço, não numa trança mas num rolo, e uma franja bem desenhada.
Muito jovem, terminou os seus cuidados de beleza colocando vários anéis muito artísticos em alguns dos dedos.
Pensei em Cleópatra, e como ficaria feliz com os produtos de beleza dos tempos modernos, e com os spas hoje em dia tão em voga.

quarta-feira, 18 de março de 2015

A Rainha da Hortelã

Dona Nazaré anda ultimamente com a mania da hortelã na sopa.
Em tempos só punha hortelã na sopa de cozido ou na canja, e não era sempre.
Não gosto de arroz na sopa, e agradam-me muito tanto a sopa de cozido com massinha de cotovelo como a canja com massinhas pequeninas. Foi com estas duas sopas feitas por ela que ganhei o gosto à hortelã, que sempre achei ter um sabor a rebuçados para a tosse não consentâneo com a alimentação de mastigar e engolir.
Mas Dona Nazaré ganhou estatuto de se borrifar para as esquisitices dos clientes do restaurante do seu irmão, onde é cozinheira 'de mão cheia'. E em verdade não se borrifa, vê-se que se esmera na cozinha e fica contente com os frequentes elogios dos comensais.
Ontem presenteou-nos com uma sopinha de grão com espinafres aromatizada com folhas de hortelã. Um creminho base suave mas não líquido, as folhas de espinafres cortadinhas em pedaços - em quantidade mais doméstica do que comercial - e um aroma de hortelã apenas suficientemente perceptível.
Hoje a sopinha de feijão verde - um creme igualmente suave, com feijão verde fresco sem fios partidinho em pedacinhos - também tinha umas folhinhas de hortelã.
As especialidades de Dona Nazaré não cabem em minúsculas quantidades de pratos 'gourmet'.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Turista na cidade onde trabalho

Não é para repetir muitas vezes, embora para turistas seja bastante em conta.
Hoje o metro esteve em greve. 
Por outro lado, o lado bom, o dia está bonito, manhã fresca, soalheira e sem vento.
Cheguei de comboio ao Cais-do-Sodré e iniciei uma caminhada a pé. Já vinha com a ideia na cabeça, e entrei no Story Hotel da Rua do Ouro para absorver o ambiente de um pequeno-almoço em buffet, na sua sala a nível do passeio exterior, rodeada de turistas iguais aos que se encontram em qualquer cidade europeia. 
Não foi tão caro como me tinham dito à entrada devido à escolha de elementos que fiz, e a empregada proporcionou-me uma mesinha à janela sem eu pedir.
Depois retomei a caminhada, fui subindo a cidade, cruzando-me com outros turistas com mochilas ou malas de rodinhas, surpreendidos pela greve do metro, mas agradados com a beleza do dia e a simpatia da cidade. 
Algumas das lojas que há uns meses estavam com um ar degradado, recuperaram já um brilho novo.
Lisboa está outra vez a ficar linda.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Como começar ?

Pensei em várias maneiras de começar este post.
Todas elas me pareceram demasiado duras para uns olhitos infantis tão doces como aqueles olhos azuis com que Miss Meggy Pea olhou ontem para mim.
Ficámos a saber que ela tem uma saúde tão frágil como é enorme o carinho que nos faz sentir.
Miss Meggy Pea é um doce delicado.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Relativizar ou amadurecer (envelhecer ?)

Nos últimos tempos, alguns sustos ou contrariedades ultrapassados, outros esquecidos, têm-me levado a um estado aproximadamente Zen, caracterizado por um elevado nível de 'relativização'. 
Pelo menos parece-me que estou cada vez a conseguir fazer melhor aquilo que alguns amigos sempre me aconselharam : 'Tens de aprender a relativizar as coisas. Isso não é tão terrível como estás a pensar'.
E então é isto. 
Vou apanhando umas secas e uns sustos, vou intervalando com umas sessões de yoga na varanda, uns mails ou telefonemas para familiares e amigos, umas conversas com amigos e familiares, ou até inimigos, umas frases daquelas de 'grandes verdades obtidas pela experiência', e 'tá-se bem.
Respirar fundo e fazer por esquecer quase de um dia para o outro, como só Alguém superior me poderia conceder, tentar apreciar as coisas boas no dia-a-dia, são cada vez mais as minhas estratégias.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Vol-au-vent de camarão para dois

uma placa redonda de massa folhada
uma mão cheia de camarões cozidos descascados
meia courgette
azeite e cebola picada
leite 
Maizena
sopa Knorr de lagosta
margarina
sumo de limão
ketchup
sal q.b.

Guizar em azeite e cebola picada os camarões e a courgette aos pedacinhos.
Fazer o creme com leite, Maizena, sopa de lagosta Knorr (combinar bem a quantidade de Maizena e de sopa, que são os ingredientes que vão engrossar o creme), sumo de limão, uma colher de margarina e de ketchup. Se quiser utilizar natas frescas (com ou em vez do leite) ainda deve ficar melhor.
Numa tarteira preparar um 'rissol' gigante besuntando o fundo com margarina, colocar a placa redonda de massa folhada, cobrir metade da placa com o creme e o guizado, dobrar a outra metade da massa folhada sobre a primeira, selar os contornos, e levar ao forno de 200º até a massa ficar inchada e tostadinha.
Servir quente, acompanhado de uma boa salada verde.