Este fim-de-semana reparei nas semelhanças dos processos criativos que me ocupam a imaginação quando meto na cabeça fazer uma coisa.
Tem piada porque sempre me considerei uma pessoa com pouca imaginação, com mais queda para copiar, estudar coisas já feitas e seguir procedimentos.
Primeiro, estou desde há duas semanas a preparar-me para pintar uma tela de um metro por qualquer coisa (em comprido), e comecei por pensar num céu carregado de nuvens que fotografei outro dia. Pensei pôr-lhe uma gaivota, mas ainda não tenho fotos com uma pose que resulte.
Depois comecei a pensar em subir o céu e pintar em baixo um campo de girassóis e fardos redondos de palha. Esquecer a gaivota e pôr outro tipo de pássaro, um falcão por exemplo.Tenho pensado de vez em quando que tons utilizar, que planos definir, que côres deixar esbatidas e quais as que devo definir melhor.
Entretanto iniciei mais uma daquelas invenções em crochet, desta vez com linha beige. Começo a coisa apenas definindo à partida que é redondo, o número de malhas e desenhos saem à medida que vou avançando, com base num jogo de 'abertos' e 'fechados' que formam figuras.
Pelo meio, fiz um bolo da Cláudia. Já fiz uma variante com sumo de laranja em vez do vinho do Porto, e agora lembrei-me se haverá à venda farinha de alfarroba, para fazer uma outra versão. O bolo da Cláudia tem bastante farinha, mas não sei se, havendo farinha de alfarroba, ela fará os bolos fôfos ou não. Também não sei que proporção de açucar se deve usar, talvez consulte receitas existentes na net. Tenho estado a pensar sobre pinhões (mas agora são muito caros) e amêndoas laminadas, e falta-me a parte líquida. Pensei em ginginha, caramelo, ainda estou a divertir-me com a parte do plano teórico.
O processo criativo é bastante estimulante.