É assustador vermos como a vida das pessoas que trabalham por conta de outrem é controlada por modelos mais ou menos standardizados.
Eu não consegui ver isso para mim própria a não ser no momento em que fui apanhada pelas roldanas mais implacáveis do modelo, já na idade de muitos dos que me acolheram quando comecei a minha carreira.
Nesta idade conseguimos ver várias fases da vida serem regidas pelo modelo, o modelo que nos foi aplicado em novos, que nos trazia expectantes e esforçados, agora aplicado noutros, o modelo que deixava os mais velhos resignados e impotentes agora aplicado a nós próprios.
É chocante a falta de respeito pela dignidade das pessoas.
É assustador e é preciso reagir.
Não nos deixarmos esmagar pela inevitabilidade, agarrar a possibilidade de escolher entre várias alternativas mesmo que escassas e não óptimas nem fáceis.
Mas eu não sou diferente dos que me precederam.







