O meu amor é tenebroso e escuro,
o teu amor por mim nunca existiu.
O meu amor suspira e tu sorris,
aquele beijo há muito que fugiu.
És livre e eu cativa.
És vento forte e eu água parada
sem luz nem rosto, apenas o teu espelho.
O teu amor por mim nunca existiu.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
domingo, 10 de abril de 2016
Morrer de desamor
Não é o amor que mata, é o desamor.
Morre-se de viver o outro e não nós próprios.
Morre-se de viver sózinho numa outra divisão do 'lar'.
Morre-se de amar o outro sem existir, morre-se pelas horas do dia que passam sem existir.
Morre-se da simplicidade do sorriso puro de desamor do outro.
Morre-se da complexidade do nosso amor.
Morre-se de desamor.
terça-feira, 5 de abril de 2016
Pausas
Deram-me este link.
Estava em manhã de medir a tensão e o colesterol.
Guardo o link aqui para ocasiões futuras, porque o que se ouve normalmente na minha atual sala de trabalho é a agitação da Comercial.
quarta-feira, 23 de março de 2016
Mudanças
É assustador vermos como a vida das pessoas que trabalham por conta de outrem é controlada por modelos mais ou menos standardizados.
Eu não consegui ver isso para mim própria a não ser no momento em que fui apanhada pelas roldanas mais implacáveis do modelo, já na idade de muitos dos que me acolheram quando comecei a minha carreira.
Nesta idade conseguimos ver várias fases da vida serem regidas pelo modelo, o modelo que nos foi aplicado em novos, que nos trazia expectantes e esforçados, agora aplicado noutros, o modelo que deixava os mais velhos resignados e impotentes agora aplicado a nós próprios.
É chocante a falta de respeito pela dignidade das pessoas.
É assustador e é preciso reagir.
Não nos deixarmos esmagar pela inevitabilidade, agarrar a possibilidade de escolher entre várias alternativas mesmo que escassas e não óptimas nem fáceis.
Mas eu não sou diferente dos que me precederam.
domingo, 20 de março de 2016
Essai de figure en plein air (Monet)
Estive algum tempo sem montar o atelier, sem inspiração, sem tema. No fim de semana passado cheguei a espalhar pinceis e tubos de tinta no plástico sobre a mesa, tirei o celofane e cravei as cunhas na tela, mas ficou em branco. Pensei que alguma bruxa má me tinha roubado a graça de pintar.
Mas este Domingo comecei este tema de Monet de que tanto gosto. Esperemos que fique bonito.
segunda-feira, 7 de março de 2016
'Se a sua vida tem uma música, ela passa na ...'
Isto está mau.
Fui almoçar longe, num passeio sózinha a pé ao Sol e ao frio.
No regresso sentia-me mais leve, mas faltava qualquer coisa. Estranhei uma ausência, um som ambiente muito centrado nos ruídos da cidade, e percebi que neste dia, ao contrário do que é costume, não tenho uma música a acompanhar-me. Mantenho os pés leves, caminhando numa espécie de almofada de ar, o dia está bonito, mas música - nada.
Há até quem se irrite de ficar com uma música no ouvido. Eu costumo ser capaz de substituir as mais irritantes por outra das que gosto. Mas hoje - nada.
O que se faz quando o nosso dia está sem banda sonora ?
sexta-feira, 4 de março de 2016
Os cinquenta e picos
É mesmo verdade, começam algumas dores nas articulações.
É mesmo verdade, é difícil escapar a alguma medicação diária para evitar isto e aquilo.
Os movimentos rápidos ficam mais conscientes e perigosos.
Comer bem à noite complica o sono.
As mazelas já não passam de um dia para o outro.
Uma constipação pode degenerar numa coisa mais complicada.
As nossas frustrações passam a dar-nos um terrível mau génio.
O corpo não escapa aos sinais do tempo, e o espírito está a abarrotar de informação que tem de descartar sob pena de perder o tino.
E as coisas passam a ter importância ou não numa escala nova.
A experiência pode dar força e resiliência.
É mesmo verdade, é difícil escapar a alguma medicação diária para evitar isto e aquilo.
Os movimentos rápidos ficam mais conscientes e perigosos.
Comer bem à noite complica o sono.
As mazelas já não passam de um dia para o outro.
Uma constipação pode degenerar numa coisa mais complicada.
As nossas frustrações passam a dar-nos um terrível mau génio.
O corpo não escapa aos sinais do tempo, e o espírito está a abarrotar de informação que tem de descartar sob pena de perder o tino.
E as coisas passam a ter importância ou não numa escala nova.
A experiência pode dar força e resiliência.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Menopausa
Esta manhã na estação de comboios houve um pombo que me fez a côrte. Estava sózinha sentada daquele lado, ele voou do outro lado da linha e pousou à minha frente, foi-se aproximando curioso e delicado.
Por momentos senti-me lisonjeada, na minha idade cair nos encantos de um jovem pombo, musculado e de plumagem iridiscente. Mas logo se aproximaram umas fêmeas de plumagens lisas, muito dengosas, que lhe desviaram a atenção.
Provavelmente interpretei mal as intenções do pombo, devia estar à espera de umas migalhas do meu pequeno-almoço.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Bom-bons muitíssimo bons !!!
Foram-me hoje apresentados os Bom-Bons da Oficina de Chocolates DENEGRO, da Rua de S. Bento, 333 - LISBOA.
Uma perdição !
domingo, 14 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Aletria - primeira tentativa
A minha Avó materna fazia no Natal uma aletria deliciosa. Não fiquei com a receita e até este ano nunca me atrevi a fazer aletria. Limitava-me a comer a aletria feita pela minha irmã mais velha, sempre em versões diferentes, e sei agora que não sob receita da minha Avó.
Aventurei-me num destes dias a fazer a minha primeira experiência com ingredientes que tinham sobrado do Natal e fim-de-ano e uma aletria de um pacote por abrir que comprei no Natal de 2014.
Ficou um "Creme de aletria" muito agradável, mas não como a original.
E fiz assim:
3 gemas
3 colheres de sopa de água
4 colheres de sopa de açucar
1 pacote de natas frescas Longa Vida para bater
1 chávena de leite Vigor meio gordo
1 colher de chá de caramelo líquido
1 casca de limão
1 pau de canela
50 g de aletria Caçarola cappellini
O desafio é juntar estes ingredientes por esta ordem num tachinho de inox, misturando com uma vara de arames, e levar a lume brando mexendo sempre com colher de pau até engrossar, que é cerca de meia hora, retirando a meio desse processo a casca de limão e o pau de canela. Deitar em tacinhas ou numa taça de servir. Servir fria (com ou sem frigorífico) polvilhada de canela em pó.
P.S.- Acho que também pus uma colher de sobremesa de manteiga dos Açores.
P.S.- Acho que também pus uma colher de sobremesa de manteiga dos Açores.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Natal 2015
Tirei uns dias de descanso, e pensei que ia ter muito tempo para pintar. Afinal não fiz sequer um traço.
O Natal ocupou-me um pouco na cozinha e muito no coração.
A melhor prenda foi ver o 'Divertidamente' na companhia mais carinhosa possível, e o fim do ano, com alguns dias amenos, encontrou-me em passeios na praia, mais uma vez em preparativos na cozinha, em arrumações de relocalizar coisas e limpar, e mais miminhos.
Quanto à pintura, teve um episódio engraçado : descobriram que um dos meus quadros é uma espécie de doubleface : na posição original pretendo que seja a praia de Carcavelos à noite, mas virado de pernas para o ar parece uma viagem no espaço entre a Terra e um outro planeta qualquer.
Achei mesmo bonito.
Depois ponho aqui a foto para verem.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Notícias Meggy Pea
Miss Meggy começou a 'comer o Natal' logo que a Árvore ficou enfeitada. Como entrada, um pouco de fitinha dourada. Depois não temos a certeza se um floquinho de neve de uma das fitas em volta do Presépio. Pensamos que ficou por aí, e que tudo terá saído pelo extremo oposto ao de entrada. Já lá vão duas ou três semanas desde essa altura, e a Meggy encontra-se bem e cada vez com mais jeito para posar para a fotografia. BOAS FESTAS.
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Notícias Meggy Pea
Estava a tentar lembrar-me qual a razão porque nos meus tempos de criança eu e outras crianças da família gostávamos de gatinhar por baixo da mesa enquanto os adultos conversavam e tomavam a refeição. Eram mesas grandes, toalhas compridas a filtrar a luz e as vozes, uma grande família, ocasiões de festa e reencontros.
Este fim-de-semana, com a visita do Filhote e Esposa, a Meggy também escolheu deitar-se debaixo da mesa enquanto comíamos e conversávamos. Uma autêntica criança.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Tudo é relativo
Ia escrever sobre os espíritos me terem abandonado, a propósito de nesta manhã, à saída do carro, ter pisado em cheio uma %#&! de cão... è uma coisa que quase nunca me tinha acontecido antes, e pareceu-me um sinal de admoestação dos espíritos, um alerta para a injustiça da minha revolta para com alguns que têm a sua protecção, uma grande %#&! em resumo.
Mas depois tive oportunidade de constatar muitas das coisas boas que me acompanham no dia-a-dia, preocupações que se resolveram, suspeitas que não se confirmaram, companhias que valem ouro, o sol que hoje brilha.
É apenas chato um imperceptível aroma, que adivinho mesmo depois de ter lavado a sola do sapato. Os outros, no entanto, não mostram sinais de se aperceberem dele.
Tudo é relativo.
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
O Bem e o seu contrário
Fez-me notar há tempos um amigo o seguinte : felizmente a maioria das pessoas no mundo são a favor do Bem. Caso contrário, há muito que a Humanidade teria deixado de existir.
Por isso ninguém deverá menosprezar a força da Justiça, do Amor e da Fraternidade.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Bolo de cerveja
Comecei o Domingo pintando um veleiro que o Zezo fotografou na marina de Cascais. Está a ser um 'trabalho' giro, vamos lá ver o que sai dali.
Entretanto para a tarde tentei fazer a receita da minha Mãe para 'Bolo de cerveja', mas algo deve ter corrido menos bem porque ele agarrou um pouco à forma. Talvez açucar a mais, talvez forno a mais, mas de sabor e consistência está delicioso.
A receita era em 'chávenas' pelo que se torna um jogo acertar nas quantidades.
Salvo erro usei as seguintes quantidades:
250 g de manteiga dos Açores à temperatura ambiente
400 g de açucar (talvez pudesse baixar para 350/300 g)
4 ovos
300 g de farinha self-raising
200 c.c. de cerveja SuperBock à temperatura ambiente (uma mini)
raspa de casca de limão
uma forma maiorzinha, de buraco, barrada de margarina e polvilhada de farinha
À boa maneira tradicional, tigela batedeira e colher de pau.
Mistura-se a manteiga com o açucar, e à medida que se vai conseguindo a mistura, juntam-se uma a uma as gemas.
Prepara-se a forma e batem-se em castelo bem firme as claras.
Volta-se à massa e junta-se a raspa da casca de limão, a cerveja, a farinha e no fim as claras batidas.
Vai na forma ao forno de 180º uma hora e picos (eu pus uma hora e 15 m mas não sei se foi isso que fez com que o bolo não despegasse bem da forma).
Bifes à la gulosa
Um bife de novilho tipo francesinha num Domingo de chuva. Para fazer companhia a quem se preparava para comer um resto de leitão.
Pus uma porção de massa de lacinhos a cozer.
Numa frigideira pequena pus um pouco de margarina, cogumelos de lata partidos em metades, uma colher de chá de açafrão em pó, uma colher de café de cardamomo em pó, polvilhei com alho moído da margão, uma pitada de sal, e aqueci-os. Juntei meia embalagem de natas frescas LongaVida 'para bater' e uma colher de café de ketchup. Deixei cozinhar um pouco.
Na altura de servir, fritei o bife em margarina e azeite, temperado de sal. molho inglês e alho moído. Juntei o molho de cogumelos, deixei ferver, e servi com a massa.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Creme de cenoura & cia.
Um nabo médio
duas cenouras médias
um tomate redondo
uma cebola pequena
uma batata média
uma colher de café de pó de cardamomo
sal, água e azeite no fim
Fiz a minha costumeira sopa no fervedor inox. Descasquei os legumes, tirei a pele e as graínhas ao tomate, pus tudo no fervedor coberto de água com os tempêros. Depois de bem cozidos, um fio de azeite e triturei com a varinha mágica.
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Notícias Meggy Pea
Miss Meggy Pea aprecia os preparativos matinais na casa-de-banho.
Esta manhã já estava à minha espera na beira da banheira. Fica por ali, ou em cima da tampa da sanita, ou em cima do banquinho de apoio, à espera que eu acabe de tomar duche.
Lavar os dentes merece a sua maior atenção.
É como se supervisionasse tudo, rigorosamente e silenciosamente.
Quando termino e vou vestir-me, desaparece não sei bem para onde, e só volta a aparecer para se despedir de mim à porta.
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Bolo de Mármore
Não tão bom como feito pela minha Mãe, mas ficou suficientemente agradável:
5 ovos xl Pingo Doce
300 g de açucar
300 g de farinha com fermento + uma colher de café bem cheia de fermento em pó Royal
180g de manteiga Açores
não pus, mas a receita original fala em raspa de casca de limão ou laranja
100g de chocolate tablete para mousse Nestlé 53% cacau
uma forma de buraco bem besuntada de margarina e polvilhada de farinha
Bater bem o açucar com a manteiga, juntando a pouco e pouco as gemas. Quando estiver bem cremoso, misturar a farinha + fermento e no fim as claras em castelo bem firme.
Separar um pedaço (cerca de 1/3) da massa para lhe misturar o chocolate ralando-o e mexendo bem.
Na forma ir colocando pedaços de massa branca e massa com chocolate de modo a ficarem alternados para fazer efeito de mármore.
Forno 180º uma hora e 5 minutos.
P.S. : A receita melhorou e ficou mais parecida com a da minha Mãe quando diminui a farinha para 225g e pus 190g de manteiga e raspa de casca de laranja.
P.S. : A receita melhorou e ficou mais parecida com a da minha Mãe quando diminui a farinha para 225g e pus 190g de manteiga e raspa de casca de laranja.
Notícias Meggy Pea
Partilhar a casa com Miss Meggy Pea é como voltar a ter uma criança pequenina em casa.
Ela é igualmente imprevisível, bem-disposta, ligeiramente desastrada, igualmente mimada.
Passou o fim-de-semana seguindo-nos para todo o lado, cheirando e bisbilhotando todas as coisas em que tocámos, sempre com aquele ar de 'é claro que eu também posso mexer'.
A nossa gata é linda.
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Things that keep me going
Na minha juventude conheci uma pessoa que calculava as nossas curvas de biorritmo.
Essas curvas tinham períodos descendentes e ascendentes, picos mínimos e picos máximos.
Mas sucediam-se num ritmo tranquilo de frequências compensando-se sempre sem parar.
Penso que, mais do que acreditar que alguém pode calcular as datas correspondentes a cada ciclo desse biorritmo, a mensagem principal que me transmitiu subconscientemente, e em que reparei só agora, é que a uma fase má segue-se uma fase boa, e assim sucessivamente. É uma questão de manter a cabeça fora de água. A nossa última hora chegará quando estiver determinado.
Para manter a cabeça fora de água há pequenas coisas que ajudam : uma festa especial que nos faz dançar, um companheiro de Vida que nos faz sonhar, um sucesso de alguém que amamos que nos faz sorrir, uma palavra de um amigo que nos anima, uma nuvem no Céu que é diferente de todas as que vimos antes, uma música no rádio que parece dedicada àquele momento.
Se alguma coisa te empurra para baixo, procura aquilo que te puxa para cima.
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Escola primária
Perceberam agora como é que a tecnologia automóvel alemã supera a dos restantes concorrentes ? Como eu costumo dizer : "Já vi disto na minha escola primária!"
Há sempre aqueles que acham que é vantajoso para eles quebrar as sãs regras de convivência, ignorando o facto de que toda a gente com um mínimo de testa sabe que as sãs regras de convivência existem para as vantagens serem equitativamente recebidas por todos. "Daaa-a!".
Assim, não só é trapaça relativamente à concorrência dentro da UE, como nos deixa a todos da UE mal vistos na concorrência externa à UE.
Como dizia um comentador na televisão : "O teu pior inimigo é o teu amigo incompetente", eu acrescento "... e o teu pior parceiro é o parceiro trapaceiro!".
Percebem como é crucial o papel dos professores e educadores, que ultimamente também têm sido amachucados na sua dignidade ?
E o mal quase que estava nos pepinos espanhóis, lembram-se ?
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