quarta-feira, 1 de junho de 2016

A roseirinha da Lau e da Bi costuma dar uma rosa em Maio/Junho e outra no final do Outono

Os cuidados que lhe dedico são essencialmente um 'refill' de terra nova, escura e suculenta, por volta de Janeiro, uma ligeira poda quando está com tronquinhos secos por volta dessa altura, e borrifos nas folhas com água misturada com sumo de limão ou laranja sempre que aparecem os pulgões e a cochonilha, retirando a maioria dos pulgões e da cochonilha maior com um lenço de papel. Rego-a de forma a nunca ter a terra muito seca. A chuva ajuda no resto.
Algumas destas coisas foram-me ensinadas pela saudosa amiga Zé 'do Zé Paulo'.

terça-feira, 31 de maio de 2016

segunda-feira, 30 de maio de 2016

A Rainha Vermelha


Na semana passada fomos ver 'Alice do outro lado do espelho'. 
A Rainha Vermelha tem o nome de Ira(qualquercoisa). Tem uma cabeça enorme devido a um acontecimento da sua vida.
Foi nesse estado de espírito que comecei o fim-de-semana : irada. 
Pude constatar que não é uma boa maneira de tentar pintar uma rosa. 
Foi o primeiro quadro que comecei em esforço no sábado, e pintei por cima esta manhãzinha bem cedinho, muito em tensão, ao contrário da habitual descontração de brincar com bonecas que normalmente me absorve quando pinto.
Sou um bocado cabeçuda, tenho a mania de que ninguém gosta de mim como a Rainha Vermelha, e os que aturam os meus intempestivos acessos de mau-génio conhecem dessa forma a Rainha Vermelha em pessoa.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Quadros



Em telas 20x20, de manhã ou no fim de tarde de um fim-de-semana na varanda. Estendo o atelier numa mesinha pequena que era do filhote quando era pequenino. Um plástico para prevenir manchas de tinta fora da tela. 
Seguro a tela com a mão esquerda, controlo a Meggy pelo canto do olho não vá ela pintar-se toda e pintar o chão. As flores estão lá como modelos e é um prazer captar alguma da sua beleza.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Código binário

Eu trabalho em informática, e a minha cabeça costuma trabalhar à base de clicks e faíscas. Mas não consigo fundamentar todos os meus raciocínios, porque reajo numa espécie de intuição digital, muitos clicks, alguns flashs, e forma-se no meu cérebro uma imagem de uma explicação para os eventos da máquina que não é totalmente explícita, é muitas vezes apenas uma suspeita com pouco vocabulário de suporte.
Ensinaram-me nos meus tempos de estudante que a máquina trabalha com o binómio 'presença de corrente-ausência de corrente', '1-0', 'V-F', e acho que a minha intuição é também bipolar, como o meu humor e as relações que tenho com a Vida, o Amor e os Amigos.
No meio profissional os 'machos-alfa' rejeitam-me, não têm paciência para a minha intuição digital e a minha falta de explicações claras.
No meio familiar já desenvolveram um amor descodificador dos meus 1s e 0s. Os meus Amigos acarinham o meu humor binário, e a dedicação limpa da nossa gata Meggy prova que a Vida é feita de Vs e Fs sem necessidade de recorrer a linguagem sofisticada.

terça-feira, 10 de maio de 2016

O Espírito Santo na tua vida - Odile Haumonté

Ainda não está terminado, falta pintar em baixo e assinar. Foi pintado de um fôlego, na manhã tímida deste sábado. Comecei pelo branco e amarelo em toda a tela, e fui pedindo o mar, a areia e o céu com vários tons de azul, verde, ocre, branco e preto. É num tempo à parte.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Salada de atum, feijão frade e bróculos

Para uma lata pequena de feijão frade, 6 raminhos de um pé de bróculos, uma lata de atum Bom Petisco em azeite e uma colher de sopa de cebola picada.
Cozer os bróculos em água temperada de sal. Retirar, colocar numa tigela temperando com azeite e vinagre, deixar arrefecer e levar tapado ao frigorífico.
Escaldar o feijão frade escorrido, em água temperada de sal. Pôr na taça de servir e deixar arrefecer.
Quando fôr servir, junte ao feijão o atum escorrido e desfeito, a cebola crua, os bróculos partidinhos, e acabe de temperar, tudo junto, com azeite e vinagre.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Cantigas de Amor e de Amigo

O meu amor é tenebroso e escuro,
o teu amor por mim nunca existiu.
O meu amor suspira e tu sorris,
aquele beijo há muito que fugiu.

És livre e eu cativa.
És vento forte e eu água parada
sem luz nem rosto, apenas o teu espelho.
O teu amor por mim nunca existiu.

domingo, 10 de abril de 2016

Morrer de desamor

Não é o amor que mata, é o desamor.
Morre-se de viver o outro e não nós próprios.
Morre-se de viver sózinho numa outra divisão do 'lar'.
Morre-se de amar o outro sem existir, morre-se pelas horas do dia que passam sem existir.
Morre-se da simplicidade do sorriso puro de desamor do outro.
Morre-se da complexidade do nosso amor.
Morre-se de desamor.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Pausas

Deram-me este link.
Estava em manhã de medir a tensão e o colesterol.
Guardo o link aqui para ocasiões futuras, porque o que se ouve normalmente na minha atual sala de trabalho é a agitação da Comercial.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Mudanças

É assustador vermos como a vida das pessoas que trabalham por conta de outrem é controlada por modelos mais ou menos standardizados. 
Eu não consegui ver isso para mim própria a não ser no momento em que fui apanhada pelas roldanas mais implacáveis do modelo, já na idade de muitos dos que me acolheram quando comecei a minha carreira.
Nesta idade conseguimos ver várias fases da vida serem regidas pelo modelo, o modelo que nos foi aplicado em novos, que nos trazia expectantes e esforçados, agora aplicado noutros, o modelo que deixava os mais velhos resignados e impotentes agora aplicado a nós próprios.
É chocante a falta de respeito pela dignidade das pessoas. 
É assustador e é preciso reagir.
Não nos deixarmos esmagar pela inevitabilidade, agarrar a possibilidade de escolher entre várias alternativas mesmo que escassas e não óptimas nem fáceis.
Mas eu não sou diferente dos que me precederam.

domingo, 20 de março de 2016

Essai de figure en plein air (Monet)

Estive algum tempo sem montar o atelier, sem inspiração, sem tema. No fim de semana passado cheguei a espalhar pinceis e tubos de tinta no plástico sobre a mesa, tirei o celofane e cravei as cunhas na tela, mas ficou em branco. Pensei que alguma bruxa má me tinha roubado a graça de pintar.
Mas este Domingo comecei este tema de Monet de que tanto gosto. Esperemos que fique bonito.

segunda-feira, 7 de março de 2016

'Se a sua vida tem uma música, ela passa na ...'

Isto está mau.
Fui almoçar longe, num passeio sózinha a pé ao Sol e ao frio.
No regresso sentia-me mais leve, mas faltava qualquer coisa. Estranhei uma ausência, um som ambiente muito centrado nos ruídos da cidade, e percebi que neste dia, ao contrário do que é costume, não tenho uma música a acompanhar-me. Mantenho os pés leves, caminhando numa espécie de almofada de ar, o dia está bonito, mas música - nada.
Há até quem se irrite de ficar com uma música no ouvido. Eu costumo ser capaz de substituir as mais irritantes por outra das que gosto. Mas hoje - nada.
O que se faz quando o nosso dia está sem banda sonora ?

sexta-feira, 4 de março de 2016

Os cinquenta e picos

É mesmo verdade, começam algumas dores nas articulações.
É mesmo verdade, é difícil escapar a alguma medicação diária para evitar isto e aquilo.
Os movimentos rápidos ficam mais conscientes e perigosos.
Comer bem à noite complica o sono.
As mazelas já não passam de um dia para o outro.
Uma constipação pode degenerar numa coisa mais complicada.
As nossas frustrações passam a dar-nos um terrível mau génio.
O corpo não escapa aos sinais do tempo, e o espírito está a abarrotar de informação que tem de descartar sob pena de perder o tino.
E as coisas passam a ter importância ou não numa escala nova.
A experiência pode dar força e resiliência.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Menopausa

Esta manhã na estação de comboios houve um pombo que me fez a côrte. Estava sózinha sentada daquele lado, ele voou do outro lado da linha e pousou à minha frente, foi-se aproximando curioso e delicado. 
Por momentos senti-me lisonjeada, na minha idade cair nos encantos de um jovem pombo, musculado e de plumagem iridiscente. Mas logo se aproximaram umas fêmeas de plumagens lisas, muito dengosas, que lhe desviaram a atenção.
Provavelmente interpretei mal as intenções do pombo, devia estar à espera de umas migalhas do meu pequeno-almoço.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Bom-bons muitíssimo bons !!!

Foram-me hoje apresentados os Bom-Bons da Oficina de Chocolates DENEGRO, da Rua de S. Bento, 333 - LISBOA. 
Uma perdição !

domingo, 14 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Aletria - primeira tentativa

A minha Avó materna fazia no Natal uma aletria deliciosa. Não fiquei com a receita e até este ano nunca me atrevi a fazer aletria. Limitava-me a comer a aletria feita pela minha irmã mais velha, sempre em versões diferentes, e sei agora que não sob receita da minha Avó.
Aventurei-me num destes dias a fazer a minha primeira experiência com ingredientes que tinham sobrado do Natal e fim-de-ano e uma aletria de um pacote por abrir que comprei no Natal de 2014.
Ficou um "Creme de aletria" muito agradável, mas não como a original.
E fiz assim:
3 gemas
3 colheres de sopa de água
4 colheres de sopa de açucar
1 pacote de natas frescas Longa Vida para bater
1 chávena de leite Vigor meio gordo
1 colher de chá de caramelo líquido
1 casca de limão
1 pau de canela
50 g de aletria Caçarola cappellini
O desafio é juntar estes ingredientes por esta ordem num tachinho de inox, misturando com uma vara de arames, e levar a lume brando mexendo sempre com colher de pau até engrossar, que é cerca de meia hora, retirando a meio desse processo a casca de limão e o pau de canela. Deitar em tacinhas ou numa taça de servir. Servir fria (com ou sem frigorífico) polvilhada de canela em pó.

P.S.- Acho que também pus uma colher de sobremesa de manteiga dos Açores.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Natal 2015

Tirei uns dias de descanso, e pensei que ia ter muito tempo para pintar. Afinal não fiz sequer um traço.
O Natal ocupou-me um pouco na cozinha e muito no coração. 
A melhor prenda foi ver o 'Divertidamente' na companhia mais carinhosa possível, e  o fim do ano, com alguns dias amenos, encontrou-me em passeios na praia, mais uma vez em preparativos na cozinha, em arrumações de relocalizar coisas e limpar, e mais miminhos.
Quanto à pintura, teve um episódio engraçado :  descobriram que um dos meus quadros é uma espécie de doubleface : na posição original pretendo que seja a praia de Carcavelos à noite, mas virado de pernas para o ar parece uma viagem no espaço entre a Terra e um outro planeta qualquer.
Achei mesmo bonito.
Depois ponho aqui a foto para verem.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Notícias Meggy Pea


Miss Meggy começou a 'comer o Natal' logo que a Árvore ficou enfeitada. Como entrada, um pouco de fitinha dourada. Depois não temos a certeza se um floquinho de neve de uma das fitas em volta do Presépio. Pensamos que ficou por aí, e que tudo terá saído pelo extremo oposto ao de entrada. Já lá vão duas ou três semanas desde essa altura, e a Meggy encontra-se bem e cada vez com mais jeito para posar para a fotografia. BOAS FESTAS.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Notícias Meggy Pea

Estava a tentar lembrar-me qual a razão porque nos meus tempos de criança eu e outras crianças da família gostávamos de gatinhar por baixo da mesa enquanto os adultos conversavam e tomavam a refeição. Eram mesas grandes, toalhas compridas a filtrar a luz e as vozes, uma grande família, ocasiões de festa e reencontros.
Este fim-de-semana, com a visita do Filhote e Esposa, a Meggy também escolheu deitar-se debaixo da mesa enquanto comíamos e conversávamos. Uma autêntica criança.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Tudo é relativo

Ia escrever sobre os espíritos me terem abandonado, a propósito de nesta manhã, à saída do carro, ter pisado em cheio uma %#&! de cão... è uma coisa que quase nunca me tinha acontecido antes, e pareceu-me um sinal de admoestação dos espíritos, um alerta para a injustiça da minha revolta para com alguns que têm a sua protecção, uma grande %#&! em resumo.
Mas depois tive oportunidade de constatar muitas das coisas boas que me acompanham no dia-a-dia, preocupações que se resolveram, suspeitas que não se confirmaram, companhias que valem ouro, o sol que hoje brilha.
É apenas chato um imperceptível aroma, que adivinho mesmo depois de ter lavado a sola do sapato. Os outros, no entanto, não mostram sinais de se aperceberem dele.
Tudo é relativo.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O Bem e o seu contrário

Fez-me notar há tempos um amigo o seguinte :  felizmente a maioria das pessoas no mundo são a favor do Bem. Caso contrário, há muito que a Humanidade teria deixado de existir.
Por isso ninguém deverá menosprezar a força da Justiça, do Amor e da Fraternidade.