Estou cada vez mais rendida à memória de peixinho dourado que tem transformado o meu dia-a-dia para melhor. O que torna muito provável que eu já tenha aqui falado sobre este tema mas já não me lembre ...
Não estou a falar de memória para temas técnicos, que essa eu ginastico na medida das minhas possibilidades, para me poder manter ativa profissionalmente.
Também não estou a falar das memórias gratificantes, algumas mais recuadas, outras felizmente muito recentes.
Falo da memória para as desfeitas que me fazem, para os contratempos e as traições, para a falta de amor, amizade e lealdade.
Procuro afastar-me, e sempre que me aproximo das fontes dessas experiências adoeço física e psicológicamente.
A maneira de recuperar é distância e esquecimento.
E a companhia daqueles que nos estimam e respeitam.
A memória de peixinho dourado parece ser a receita de prevenção e combate à insanidade.
Esperemos que esteja a tempo de aprender, e que possa transmitir esse ensinamento aos que me são mais próximos.
















