sexta-feira, 2 de setembro de 2016
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Miss Meggy Pea e as plantas na varanda
Miss Meggy já tem há muito tempo a mania de depenicar umas plantinhas dos vasos da varanda. Nem sempre lhe faz muito bem, mas ela insiste e é difícil demovê-la das suas intenções persistentes. São plantas resistentes, onde a tartaruga costuma apanhar banhos de sol.
Agora Miss Meggy deu em completar as minhas tarefas de jardinagem quando eu já não estou por perto ...
Tenho acrescentado terra a alguns vasos que têm a terra mais esgotada, como a sardinheira, a roseira e um arbusto florido que não sei o nome. Também tenho andado de roda da roseira a podá-la, a borrifá-la com uma mistura de água e sumo de limão e a limpar a cochonilha, embora hoje tenha visto no meu livro de jardinagem que podar é tarefa para o mês de Março.
Miss Meggy observa, parece aprovar, mas quando eu viro costas aí está ela a escavar criteriosamente a terra fôfa e escura para fora dos vasos. Quando lhe pergunto porque fez tal marotice e aceno com a minha mão a ameaçar uma palmada, põe o seu olhar mais inocente e roça-se nas minhas pernas.
Tudo se passa num abrir e fechar de olhos. Não sei se é o toque de jardineira excêntrica que ela encarna por instantes, género Salvador Dali num momento sublime de inspiração, ou se tem medo que eu 'enterre' as pobres plantas. Anteontem a roseira ficou com uma raiz de fora depois da intervenção da Meggy, e por isso resolvi envolver o vaso e esconder a terra com uma faixa de papel/tecido ZaraHome para a proteger. Nos últimos dois dias resultou, vamos ver se a Meggy não volta a ter um rasgo de jardineira excêntrica.
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
domingo, 7 de agosto de 2016
Casa cheia
Naquela casa vivem um homem e a sua gata.
O coração da mulher era um adereço a mais, e por isso foi guardado numa arrecadação esquecida. As mazelas da mulher aconteciam sempre contra o planeado, bem como os seus caprichos, por isso foram metidos em sacos de plástico bem fechados, e já ninguém sabe onde os guardou, se é que não foram deitados fora.
Os carinhos da mulher não compensavam tais estorvos, se se pensar bem no assunto. Chata como muitas mulheres de meia-idade, sempre impregnada de amargas divagações sobre a vida.
Em novos eram felizes, mas avançando a idade a companhia silenciosa de uma gata é mais gratificante. Bem. não é que o homem já seja velho, não, ainda está cheio de humor e genica, é uma companhia agradável para os que quer. Mas logo que lhe apetecem pantufas, a sua casa com gata é a sua rotina terapêutica, e da mulher sobraram os tarecos de uma vida simpática mas desgastante.
Bem, «tarecos» não, é um homem e a sua casa com gata.
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Memória de peixinho dourado
Estou cada vez mais rendida à memória de peixinho dourado que tem transformado o meu dia-a-dia para melhor. O que torna muito provável que eu já tenha aqui falado sobre este tema mas já não me lembre ...
Não estou a falar de memória para temas técnicos, que essa eu ginastico na medida das minhas possibilidades, para me poder manter ativa profissionalmente.
Também não estou a falar das memórias gratificantes, algumas mais recuadas, outras felizmente muito recentes.
Falo da memória para as desfeitas que me fazem, para os contratempos e as traições, para a falta de amor, amizade e lealdade.
Procuro afastar-me, e sempre que me aproximo das fontes dessas experiências adoeço física e psicológicamente.
A maneira de recuperar é distância e esquecimento.
E a companhia daqueles que nos estimam e respeitam.
A memória de peixinho dourado parece ser a receita de prevenção e combate à insanidade.
Esperemos que esteja a tempo de aprender, e que possa transmitir esse ensinamento aos que me são mais próximos.
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Ondas sobre as ondas
Não sei como transmitir a experiência de avistamento de golfinhos que tive na minha semana de férias.
Foi diferente de vê-los em espectáculos nos zoos, foi muito diferente de vê-los nos documentários subaquáticos ou em imagens tiradas de avião.
Ali estávamos nós, na praia, o mar na praia extensa ao nível dos nossos olhos, e de repente um movimento de pessoas na praia a aproximar-se da beira-de-água, e nós um pouco mais atrás vimos o ondular dos dorsos de 5 ou 6 golfinhos selvagens a mergulhar e a seguir uns atrás dos outros, a meia distância da praia, ao nível do nosso olhar.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
quarta-feira, 1 de junho de 2016
A roseirinha da Lau e da Bi costuma dar uma rosa em Maio/Junho e outra no final do Outono
Os cuidados que lhe dedico são essencialmente um 'refill' de terra nova, escura e suculenta, por volta de Janeiro, uma ligeira poda quando está com tronquinhos secos por volta dessa altura, e borrifos nas folhas com água misturada com sumo de limão ou laranja sempre que aparecem os pulgões e a cochonilha, retirando a maioria dos pulgões e da cochonilha maior com um lenço de papel. Rego-a de forma a nunca ter a terra muito seca. A chuva ajuda no resto.
Algumas destas coisas foram-me ensinadas pela saudosa amiga Zé 'do Zé Paulo'.
terça-feira, 31 de maio de 2016
segunda-feira, 30 de maio de 2016
A Rainha Vermelha
Na semana passada fomos ver 'Alice do outro lado do espelho'.
A Rainha Vermelha tem o nome de Ira(qualquercoisa). Tem uma cabeça enorme devido a um acontecimento da sua vida.
Foi nesse estado de espírito que comecei o fim-de-semana : irada.
Pude constatar que não é uma boa maneira de tentar pintar uma rosa.
Foi o primeiro quadro que comecei em esforço no sábado, e pintei por cima esta manhãzinha bem cedinho, muito em tensão, ao contrário da habitual descontração de brincar com bonecas que normalmente me absorve quando pinto.
Sou um bocado cabeçuda, tenho a mania de que ninguém gosta de mim como a Rainha Vermelha, e os que aturam os meus intempestivos acessos de mau-génio conhecem dessa forma a Rainha Vermelha em pessoa.
sexta-feira, 27 de maio de 2016
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Quadros
Em telas 20x20, de manhã ou no fim de tarde de um fim-de-semana na varanda. Estendo o atelier numa mesinha pequena que era do filhote quando era pequenino. Um plástico para prevenir manchas de tinta fora da tela.
Seguro a tela com a mão esquerda, controlo a Meggy pelo canto do olho não vá ela pintar-se toda e pintar o chão. As flores estão lá como modelos e é um prazer captar alguma da sua beleza.
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Código binário
Eu trabalho em informática, e a minha cabeça costuma trabalhar à base de clicks e faíscas. Mas não consigo fundamentar todos os meus raciocínios, porque reajo numa espécie de intuição digital, muitos clicks, alguns flashs, e forma-se no meu cérebro uma imagem de uma explicação para os eventos da máquina que não é totalmente explícita, é muitas vezes apenas uma suspeita com pouco vocabulário de suporte.
Ensinaram-me nos meus tempos de estudante que a máquina trabalha com o binómio 'presença de corrente-ausência de corrente', '1-0', 'V-F', e acho que a minha intuição é também bipolar, como o meu humor e as relações que tenho com a Vida, o Amor e os Amigos.
No meio profissional os 'machos-alfa' rejeitam-me, não têm paciência para a minha intuição digital e a minha falta de explicações claras.
No meio familiar já desenvolveram um amor descodificador dos meus 1s e 0s. Os meus Amigos acarinham o meu humor binário, e a dedicação limpa da nossa gata Meggy prova que a Vida é feita de Vs e Fs sem necessidade de recorrer a linguagem sofisticada.
terça-feira, 10 de maio de 2016
O Espírito Santo na tua vida - Odile Haumonté
Ainda não está terminado, falta pintar em baixo e assinar. Foi pintado de um fôlego, na manhã tímida deste sábado. Comecei pelo branco e amarelo em toda a tela, e fui pedindo o mar, a areia e o céu com vários tons de azul, verde, ocre, branco e preto. É num tempo à parte.
terça-feira, 26 de abril de 2016
Salada de atum, feijão frade e bróculos
Para uma lata pequena de feijão frade, 6 raminhos de um pé de bróculos, uma lata de atum Bom Petisco em azeite e uma colher de sopa de cebola picada.
Cozer os bróculos em água temperada de sal. Retirar, colocar numa tigela temperando com azeite e vinagre, deixar arrefecer e levar tapado ao frigorífico.
Escaldar o feijão frade escorrido, em água temperada de sal. Pôr na taça de servir e deixar arrefecer.
Quando fôr servir, junte ao feijão o atum escorrido e desfeito, a cebola crua, os bróculos partidinhos, e acabe de temperar, tudo junto, com azeite e vinagre.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Cantigas de Amor e de Amigo
O meu amor é tenebroso e escuro,
o teu amor por mim nunca existiu.
O meu amor suspira e tu sorris,
aquele beijo há muito que fugiu.
És livre e eu cativa.
És vento forte e eu água parada
sem luz nem rosto, apenas o teu espelho.
O teu amor por mim nunca existiu.
o teu amor por mim nunca existiu.
O meu amor suspira e tu sorris,
aquele beijo há muito que fugiu.
És livre e eu cativa.
És vento forte e eu água parada
sem luz nem rosto, apenas o teu espelho.
O teu amor por mim nunca existiu.
domingo, 10 de abril de 2016
Morrer de desamor
Não é o amor que mata, é o desamor.
Morre-se de viver o outro e não nós próprios.
Morre-se de viver sózinho numa outra divisão do 'lar'.
Morre-se de amar o outro sem existir, morre-se pelas horas do dia que passam sem existir.
Morre-se da simplicidade do sorriso puro de desamor do outro.
Morre-se da complexidade do nosso amor.
Morre-se de desamor.
terça-feira, 5 de abril de 2016
Pausas
Deram-me este link.
Estava em manhã de medir a tensão e o colesterol.
Guardo o link aqui para ocasiões futuras, porque o que se ouve normalmente na minha atual sala de trabalho é a agitação da Comercial.
quarta-feira, 23 de março de 2016
Mudanças
É assustador vermos como a vida das pessoas que trabalham por conta de outrem é controlada por modelos mais ou menos standardizados.
Eu não consegui ver isso para mim própria a não ser no momento em que fui apanhada pelas roldanas mais implacáveis do modelo, já na idade de muitos dos que me acolheram quando comecei a minha carreira.
Nesta idade conseguimos ver várias fases da vida serem regidas pelo modelo, o modelo que nos foi aplicado em novos, que nos trazia expectantes e esforçados, agora aplicado noutros, o modelo que deixava os mais velhos resignados e impotentes agora aplicado a nós próprios.
É chocante a falta de respeito pela dignidade das pessoas.
É assustador e é preciso reagir.
Não nos deixarmos esmagar pela inevitabilidade, agarrar a possibilidade de escolher entre várias alternativas mesmo que escassas e não óptimas nem fáceis.
Mas eu não sou diferente dos que me precederam.
domingo, 20 de março de 2016
Essai de figure en plein air (Monet)
Estive algum tempo sem montar o atelier, sem inspiração, sem tema. No fim de semana passado cheguei a espalhar pinceis e tubos de tinta no plástico sobre a mesa, tirei o celofane e cravei as cunhas na tela, mas ficou em branco. Pensei que alguma bruxa má me tinha roubado a graça de pintar.
Mas este Domingo comecei este tema de Monet de que tanto gosto. Esperemos que fique bonito.
segunda-feira, 7 de março de 2016
'Se a sua vida tem uma música, ela passa na ...'
Isto está mau.
Fui almoçar longe, num passeio sózinha a pé ao Sol e ao frio.
No regresso sentia-me mais leve, mas faltava qualquer coisa. Estranhei uma ausência, um som ambiente muito centrado nos ruídos da cidade, e percebi que neste dia, ao contrário do que é costume, não tenho uma música a acompanhar-me. Mantenho os pés leves, caminhando numa espécie de almofada de ar, o dia está bonito, mas música - nada.
Há até quem se irrite de ficar com uma música no ouvido. Eu costumo ser capaz de substituir as mais irritantes por outra das que gosto. Mas hoje - nada.
O que se faz quando o nosso dia está sem banda sonora ?
sexta-feira, 4 de março de 2016
Os cinquenta e picos
É mesmo verdade, começam algumas dores nas articulações.
É mesmo verdade, é difícil escapar a alguma medicação diária para evitar isto e aquilo.
Os movimentos rápidos ficam mais conscientes e perigosos.
Comer bem à noite complica o sono.
As mazelas já não passam de um dia para o outro.
Uma constipação pode degenerar numa coisa mais complicada.
As nossas frustrações passam a dar-nos um terrível mau génio.
O corpo não escapa aos sinais do tempo, e o espírito está a abarrotar de informação que tem de descartar sob pena de perder o tino.
E as coisas passam a ter importância ou não numa escala nova.
A experiência pode dar força e resiliência.
É mesmo verdade, é difícil escapar a alguma medicação diária para evitar isto e aquilo.
Os movimentos rápidos ficam mais conscientes e perigosos.
Comer bem à noite complica o sono.
As mazelas já não passam de um dia para o outro.
Uma constipação pode degenerar numa coisa mais complicada.
As nossas frustrações passam a dar-nos um terrível mau génio.
O corpo não escapa aos sinais do tempo, e o espírito está a abarrotar de informação que tem de descartar sob pena de perder o tino.
E as coisas passam a ter importância ou não numa escala nova.
A experiência pode dar força e resiliência.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Menopausa
Esta manhã na estação de comboios houve um pombo que me fez a côrte. Estava sózinha sentada daquele lado, ele voou do outro lado da linha e pousou à minha frente, foi-se aproximando curioso e delicado.
Por momentos senti-me lisonjeada, na minha idade cair nos encantos de um jovem pombo, musculado e de plumagem iridiscente. Mas logo se aproximaram umas fêmeas de plumagens lisas, muito dengosas, que lhe desviaram a atenção.
Provavelmente interpretei mal as intenções do pombo, devia estar à espera de umas migalhas do meu pequeno-almoço.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Bom-bons muitíssimo bons !!!
Foram-me hoje apresentados os Bom-Bons da Oficina de Chocolates DENEGRO, da Rua de S. Bento, 333 - LISBOA.
Uma perdição !
domingo, 14 de fevereiro de 2016
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