Esta manhã os transportes públicos que utilizo deixaram-me apeada, atrasada e perplexa. Antes das 8h30m cheguei à estação, que estava já imersa num burburinho de uma multidão nada habitual. No sentido contrário ao do meu destino passaram vários comboios, sem que chegasse nenhum no meu sentido de viagem. Falharam assim uns quatro comboios em cerca de 45 minutos, depois o primeiro que passou vinha à pinha. Apanhei o segundo, e um senhor simpático ofereceu-me o lugar para me sentar.
Chegada ao metro, a senhora da limpeza, que provavelmente tem viagens grátis no metro, quem sabe se para toda a família, ou talvez não, ria-se das pessoas, comentando com os seus colegas com ironia contra os utentes por terem protestado nas passadas semanas quanto às más condições dos transportes públicos. Os utentes estavam a ser encaminhadas por rapagões ao serviço do metro, fazendo parede à frente das portas das primeiras carruagens já cheias, e indicavam aos passageiros que se chegassem para o final da composição porque agora o metro já tem mais carruagens.
Estes empregados do metro gozavam com os passageiros, e acho que ninguém parou para lhes explicar quem é que lhes paga os ordenados ...
















