A mim pareceu-me ser uma tímida encomenda. A tela já está cá em casa há algum tempo, mas a cabeça não se decidia. É preciso escolher o modelo e imaginar o princípio, o meio, o final não dependerá totalmente de mim. É preciso um estado de quase obsessão, imaginar como fazer mesmo sabendo que no fim vai ficar algo que não é só meu. Os pincéis trabalham as tintas à revelia dos meus planos, só comando as cores que disponho na paleta, onde começam as formas mas não como se materializam. Ainda é só uma marcação, depois, talvez para o ano, quem sabe, ficará terminado.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
Balanço do Ano : "Só contra o Mundo"
Nos últimos tempos tentei uma abordagem social que alguns defendem ter bons resultados : baixar as expectativas.
Mas verifiquei que baixar as expectativas nos torna também a nós um pouco desleixados e desatentos, e de surpresa somos atropelados pelos acontecimentos. Isso pode ser traumático e até fisicamente debilitante.
O final do Ano revelou-me um resultado desastroso, tomei consciência de que, apesar de continuar a merecer o carinho de alguns dos meus familiares e amigos mais sinceros, e a lealdade de alguns colegas de profissão, muitos outros relacionamentos estão e estiveram sempre abaixo das agora tão baixas expectativas, e retirada a dedicação teimosa da minha parte, não fica a sobrar nada.
A revelação tem no entanto aspectos positivos. Clarificou intenções, revelou-me onde estão a água e o azeite.
Para o Novo Ano os meus votos são em primeiro lugar pela resiliência, muita Saúde, trabalho, Amor e Amizade quanto baste.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Boas Festas !
Madrugada de Domingo, estava o meu lado de pintora amadora a magicar nos passos de um quadro 20x20 que tem estado à espera de um leão que não tem saído, talvez por medo meu. Então pensei em começar com verde muito escuro ali e ali, com espaço para 'pendurar' umas bolas grandinhas, verde mais claro nesta parte e naquela, 'puxar' as bolas com amarelo e vermelho, luz do lado esquerdo, usar as tintas dourada e prateada para uns fios.
Planos feitos, antes das oito da manhã estava a estender o 'atelier' na mesa da sala, à espera da luz matinal.
Miss Meggy ainda tentou cheirar os materiais, mas depois arrumou-se pendurada nas costas do sofázinho mais próximo.
As tintas e os pincéis fizeram o seu jogo, quase independentes do meu plano.
O meu crítico mais exigente achou que eu quis fazer tudo de uma vez e não dá. Mas eu fiquei contente com o trabalho dos pincéis e das tintas.
Feliz Natal e Bom Ano Novo !
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
São conversas
Quando faço crochet, linha Anchor mercer 60, agulha 12, estou absorvida em conversas suaves, recordações de infância e conforto.
São conversas misturadas em memórias, e por isso são silenciosas e feitas mais à base de sorrisos e imagens que se recordam, posturas que descrevem os momentos e o Amor neles vivido.
As imagens nas memórias são suavemente iluminadas e muitas vezes repetidas, como diapositivos antigos, mas gravadas no tempo e vivas na memória. Os rostos estão esbatidos, mas consigo sentir o conforto e a segurança.
Miss Meggy Pea já lhes entendeu a essência, e muitas vezes acompanha-me com soninhos tranquilos e muito próximos.
São conversas.
domingo, 27 de novembro de 2016
Gâteau de Nancy
Fomos à apresentação do novo livro da Ana Pessoa - "Mary John" - com uma conversa extensa entre a Susana Moreira Marques e a autora, com algumas tiradas ao jeito brincalhão da Ana, e com duas encenações de duas passagens do livro que revelaram a grande teatralidade dos diálogos e narrativas e o talento tanto da escritora como dos jovens actores que fizeram a encenação. Gostámos, e ao chegar a casa estava 'in the mood' para me embrenhar na execução de uma receita francesa de bolo de chocolate ao jeito do 'petit gâteau', de um livro de receitas que a minha Mãe me deu num Natal, um livro muito elegante como eram todos os miminhos de enxoval da minha Mãe.
Leva 4 ovos, 150g de chocolate - usei Lindt 70% mas pode ser mais claro -, 125g de manteiga dos Açores, 125g de açucar, 100g de amêndoa bem picadinha no 1-2-3, e uma colher rasa de Maizena (a receita diz fécula de batata mas faz-me perder o ar). Uma forma redonda sem buraco de 22cm barrada de manteiga, e açucar em pó para polvilhar.
Põe-se o forno a aquecer a 190º.
Derrete-se o chocolate em banho-maria juntando a manteiga e mexendo bem para ficar homogéneo, e deixa-se a arrefecer. Forra-se a forma, picam-se as amêndoas, e misturam-se com a Maizena.
Coloca-se o açucar na tigela de bater e juntam-se as 4 gemas. Mexe-se bem as gemas e o açucar até ficar um creme esbranquiçado. Batem-se as claras em castelo sem exagerar.
Ao creme das gemas junta-se a mistura de chocolate, depois a mistura de amêndoas e no final incorporam-se as claras.
Deita-se o preparado na forma e vai ao forno.
Aqui vai entrar a vossa decisão: a receita falava em 10 minutos de forno até o palito sair limpo, mas o palito só saiu quase limpo aos 25 minutos, que foi quando decidi tirar do forno. Deixei arrefecer 10 minutos antes de desenformar.
Serve-se frio polvilhado de açucar em pó.
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Lazuli
Chamei-lhe 'Lazuli', e o tom de azul do fundo é mais escuro e fechado do que o que sai na foto. Aliás, acho que todo o quadro se esconde para não ficar na fotografia.
O Filhote falou em veludo, e em pôr-lhe uma moldura dourada super-ró-có-có. Gostei do comentário, porque já durante a 'feitura' do quadro comecei mesmo a ter esperança de criar alguma coisa super-ambiente-de-reis-ou-de-faraós.
Obrigada Filhote.
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
Protestos e equívocos
Esta manhã os transportes públicos que utilizo deixaram-me apeada, atrasada e perplexa. Antes das 8h30m cheguei à estação, que estava já imersa num burburinho de uma multidão nada habitual. No sentido contrário ao do meu destino passaram vários comboios, sem que chegasse nenhum no meu sentido de viagem. Falharam assim uns quatro comboios em cerca de 45 minutos, depois o primeiro que passou vinha à pinha. Apanhei o segundo, e um senhor simpático ofereceu-me o lugar para me sentar.
Chegada ao metro, a senhora da limpeza, que provavelmente tem viagens grátis no metro, quem sabe se para toda a família, ou talvez não, ria-se das pessoas, comentando com os seus colegas com ironia contra os utentes por terem protestado nas passadas semanas quanto às más condições dos transportes públicos. Os utentes estavam a ser encaminhadas por rapagões ao serviço do metro, fazendo parede à frente das portas das primeiras carruagens já cheias, e indicavam aos passageiros que se chegassem para o final da composição porque agora o metro já tem mais carruagens.
Estes empregados do metro gozavam com os passageiros, e acho que ninguém parou para lhes explicar quem é que lhes paga os ordenados ...
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Há um lugar para onde eu vou ...
Há um lugar para onde eu vou, que está sempre, fielmente, lá, embora por vezes eu tenha dificuldade em estimá-lo muito e em me agarrar bem para não o perder.
É um lugar de infindável magia, de onde vários ogres encantados na minha cabeça já tentaram arrancar-me, mas onde uma força indomável me volta a colocar, contra quase todas as probabilidades.
Desculpem a linguagem, este fim-de-semana vi na televisão o filme 'Hansel&Gretel, caçadores de bruxas'.
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Pasta para modelar Darwi terracota
A pasta para modelar Darwi terracota não me pareceu muito simples de utilizar. Na parte final do 'trabalho' já me estava a entender melhor, mas há aqui qualquer técnica que eu não domino.
De qualquer forma, foi um prazer, apesar de o resultado não corresponder totalmente ao que eu tinha em mente.
Já comprei outra barra para me deliciar nestas atividades. Custam 2,99€/500g no Continente.
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
Catch & Release - Matt Simons
Há um lugar para onde eu vou, quando ninguém parece conhecer-me aqui, um lugar onde me encontro com as poucas certezas que ainda guardo : o Amor incondicional da minha Mãe, o Respeito mútuo com o meu Pai, o grande e incerto Amor da minha Vida, a Dedicação sincera do meu Filhote, e a Alegria saudável da minha Nora.
Uma pequena roseira que lá está atesta a Amizade de alguns Amigos e a condescendência que a Natureza tem com os meus esforços de jardinagem.
Aí respiro de novo calmamente, esqueço a realidade mais dura que me rejeita a cada passo, liberto-me das recriminações até daqueles que me amam, e brinco às bonecas. Desenho e pinto, respiro o pôr-do-sol fresco e leve, e encontro-me só com aqueles que aí me procuram e me encontram.
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
O aleatório
Não tenho muita tendência para confiar no aleatório, mas como diz uma amiga minha citando John Lennon : 'A Vida é o que acontece enquanto nos distraímos a fazer planos'.
Aleatoriamente, ontem, um casal que se sentou numa mesa ao nosso lado ao almoço acabou por conversar connosco, acontecimento que me costumava deixar pouco à vontade. Foi uma conversa engraçada e praticamente anónima, inesperadamente agradável. Chamou-me a atenção para particularidades da organização de um serviço de restaurante em que não tinha pensado antes. A senhora foi dona de um restaurante de alta gama e ainda sonha em voltar a dedicar-se à restauração com uma tasquinha de petiscos.
É uma interação que não deixa dores nem remorsos, nesta fase da minha vida em que deixei que os outros me abordem mais de perto e que também os procuro com mais atenção.
Ultimamente tenho tido dois tipos de surpresas alternadamente, as agradáveis e as desagradáveis, que me parece que se sucedem a um ritmo muito mais acelerado do que no meu tempo de juventude, em que muitas ilusões escondiam realidades que só enfrentei agora, e em que no meu casulo me tentava resguardar de surpresas menos felizes.
As surpresas agradáveis continuam a segurar-me, e são tão aleatórias como as outras.
sábado, 1 de outubro de 2016
Cantigas de Amor e de Amigo
Gastei meu Tempo todo à tua espera.
Teu sonho foi sempre um que eu não sonhasse.
A Vida ia seguindo sem que eu visse
que amares-me tu por mim era quimera.
Nos teus olhos de mar perdi a Vida,
no fim de um sonho que me abandonou.
Meu sonho era ser tua no teu sonho.
Sonhavas com sereias que eu não sou.
Vive, sonha, ama, segue em frente.
Meu Tempo já gastei em mil desejos,
chegou ao fim o sonho que me mente.
Desfez-se a ilusão de doces beijos.
Teu sonho foi sempre um que eu não sonhasse.
A Vida ia seguindo sem que eu visse
que amares-me tu por mim era quimera.
Nos teus olhos de mar perdi a Vida,
no fim de um sonho que me abandonou.
Meu sonho era ser tua no teu sonho.
Sonhavas com sereias que eu não sou.
Vive, sonha, ama, segue em frente.
Meu Tempo já gastei em mil desejos,
chegou ao fim o sonho que me mente.
Desfez-se a ilusão de doces beijos.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Familiarmente
Apercebi-me, finalmente, que temos estado a ser atropelados por uma competição de afectos, na qual não dei conta que estavamos enquanto os meus Pais eram vivos.
Essa competição fez vítimas nos que me são muito queridos, e tal como noutras áreas em que sempre me recusei a competir, desta também vou retirar-me.
Valha-nos o Amor e a Amizade dos que genuinamente são boa onda.
Não vamos competir para ser os melhores, vamos, como em tudo o resto, viver a nossa vida o melhor que sabemos.
sábado, 24 de setembro de 2016
Cantigas de Amor e de Amigo
O gelo indecifrável dos teus olhos
quebra de quando em vez em Primaveras.
Sorrindo generosos de alegria
aquecem-me de Amor o coração.
Feitiços dos teus olhos côr do mar
em ondas incontáveis de mistérios.
O frio e forte vento dos teus gestos
dá lugar às carícias mais acesas.
Na Primavera suave dos teus olhos
sou de novo a mais bela das Princesas
Segredos dos teus olhos verde mar
quebrando em espuma breve. Mil mistérios.
quebra de quando em vez em Primaveras.
Sorrindo generosos de alegria
aquecem-me de Amor o coração.
Feitiços dos teus olhos côr do mar
em ondas incontáveis de mistérios.
O frio e forte vento dos teus gestos
dá lugar às carícias mais acesas.
Na Primavera suave dos teus olhos
sou de novo a mais bela das Princesas
Segredos dos teus olhos verde mar
quebrando em espuma breve. Mil mistérios.
sábado, 17 de setembro de 2016
Sintra
Este portão talvez não esteja lá, os portões de Sintra são largos e trabalhados, mas este foi o que coube na imagem que consegui trazer para casa nos meus neurónios.
De novo a pintar com a sensação de ser criança deixada no seu espaço tranquilo de brincar com bonecas.
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Miss Meggy Pea e as plantas na varanda
Miss Meggy já tem há muito tempo a mania de depenicar umas plantinhas dos vasos da varanda. Nem sempre lhe faz muito bem, mas ela insiste e é difícil demovê-la das suas intenções persistentes. São plantas resistentes, onde a tartaruga costuma apanhar banhos de sol.
Agora Miss Meggy deu em completar as minhas tarefas de jardinagem quando eu já não estou por perto ...
Tenho acrescentado terra a alguns vasos que têm a terra mais esgotada, como a sardinheira, a roseira e um arbusto florido que não sei o nome. Também tenho andado de roda da roseira a podá-la, a borrifá-la com uma mistura de água e sumo de limão e a limpar a cochonilha, embora hoje tenha visto no meu livro de jardinagem que podar é tarefa para o mês de Março.
Miss Meggy observa, parece aprovar, mas quando eu viro costas aí está ela a escavar criteriosamente a terra fôfa e escura para fora dos vasos. Quando lhe pergunto porque fez tal marotice e aceno com a minha mão a ameaçar uma palmada, põe o seu olhar mais inocente e roça-se nas minhas pernas.
Tudo se passa num abrir e fechar de olhos. Não sei se é o toque de jardineira excêntrica que ela encarna por instantes, género Salvador Dali num momento sublime de inspiração, ou se tem medo que eu 'enterre' as pobres plantas. Anteontem a roseira ficou com uma raiz de fora depois da intervenção da Meggy, e por isso resolvi envolver o vaso e esconder a terra com uma faixa de papel/tecido ZaraHome para a proteger. Nos últimos dois dias resultou, vamos ver se a Meggy não volta a ter um rasgo de jardineira excêntrica.
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
domingo, 7 de agosto de 2016
Casa cheia
Naquela casa vivem um homem e a sua gata.
O coração da mulher era um adereço a mais, e por isso foi guardado numa arrecadação esquecida. As mazelas da mulher aconteciam sempre contra o planeado, bem como os seus caprichos, por isso foram metidos em sacos de plástico bem fechados, e já ninguém sabe onde os guardou, se é que não foram deitados fora.
Os carinhos da mulher não compensavam tais estorvos, se se pensar bem no assunto. Chata como muitas mulheres de meia-idade, sempre impregnada de amargas divagações sobre a vida.
Em novos eram felizes, mas avançando a idade a companhia silenciosa de uma gata é mais gratificante. Bem. não é que o homem já seja velho, não, ainda está cheio de humor e genica, é uma companhia agradável para os que quer. Mas logo que lhe apetecem pantufas, a sua casa com gata é a sua rotina terapêutica, e da mulher sobraram os tarecos de uma vida simpática mas desgastante.
Bem, «tarecos» não, é um homem e a sua casa com gata.
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Memória de peixinho dourado
Estou cada vez mais rendida à memória de peixinho dourado que tem transformado o meu dia-a-dia para melhor. O que torna muito provável que eu já tenha aqui falado sobre este tema mas já não me lembre ...
Não estou a falar de memória para temas técnicos, que essa eu ginastico na medida das minhas possibilidades, para me poder manter ativa profissionalmente.
Também não estou a falar das memórias gratificantes, algumas mais recuadas, outras felizmente muito recentes.
Falo da memória para as desfeitas que me fazem, para os contratempos e as traições, para a falta de amor, amizade e lealdade.
Procuro afastar-me, e sempre que me aproximo das fontes dessas experiências adoeço física e psicológicamente.
A maneira de recuperar é distância e esquecimento.
E a companhia daqueles que nos estimam e respeitam.
A memória de peixinho dourado parece ser a receita de prevenção e combate à insanidade.
Esperemos que esteja a tempo de aprender, e que possa transmitir esse ensinamento aos que me são mais próximos.
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Ondas sobre as ondas
Não sei como transmitir a experiência de avistamento de golfinhos que tive na minha semana de férias.
Foi diferente de vê-los em espectáculos nos zoos, foi muito diferente de vê-los nos documentários subaquáticos ou em imagens tiradas de avião.
Ali estávamos nós, na praia, o mar na praia extensa ao nível dos nossos olhos, e de repente um movimento de pessoas na praia a aproximar-se da beira-de-água, e nós um pouco mais atrás vimos o ondular dos dorsos de 5 ou 6 golfinhos selvagens a mergulhar e a seguir uns atrás dos outros, a meia distância da praia, ao nível do nosso olhar.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
quarta-feira, 1 de junho de 2016
A roseirinha da Lau e da Bi costuma dar uma rosa em Maio/Junho e outra no final do Outono
Os cuidados que lhe dedico são essencialmente um 'refill' de terra nova, escura e suculenta, por volta de Janeiro, uma ligeira poda quando está com tronquinhos secos por volta dessa altura, e borrifos nas folhas com água misturada com sumo de limão ou laranja sempre que aparecem os pulgões e a cochonilha, retirando a maioria dos pulgões e da cochonilha maior com um lenço de papel. Rego-a de forma a nunca ter a terra muito seca. A chuva ajuda no resto.
Algumas destas coisas foram-me ensinadas pela saudosa amiga Zé 'do Zé Paulo'.
terça-feira, 31 de maio de 2016
segunda-feira, 30 de maio de 2016
A Rainha Vermelha
Na semana passada fomos ver 'Alice do outro lado do espelho'.
A Rainha Vermelha tem o nome de Ira(qualquercoisa). Tem uma cabeça enorme devido a um acontecimento da sua vida.
Foi nesse estado de espírito que comecei o fim-de-semana : irada.
Pude constatar que não é uma boa maneira de tentar pintar uma rosa.
Foi o primeiro quadro que comecei em esforço no sábado, e pintei por cima esta manhãzinha bem cedinho, muito em tensão, ao contrário da habitual descontração de brincar com bonecas que normalmente me absorve quando pinto.
Sou um bocado cabeçuda, tenho a mania de que ninguém gosta de mim como a Rainha Vermelha, e os que aturam os meus intempestivos acessos de mau-génio conhecem dessa forma a Rainha Vermelha em pessoa.
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