Os cubos de abóbora surgiram-me em pensamentos saudosos da muamba de galinha de um restaurante Goês de um cozinheiro indo-português e esposa portuguesa do Norte de Portugal, casal muito simpático que fazia as refeições que foram os meus almoços durante uma mão-cheia de anos. A Lúcia presenteava-me de vez em quando com um miminho, como aquela garrafa de vinho que lhe sobrou da sua refeição de Natal em família, o Sr. Roberto fazia um xeque-xeque de caranguejo que era de comer e chorar por mais, tal como a sua carne picada com molho korma e arroz basmati.
A muamba era feita com óleo de palma como única gordura, e eu resolvi experimentar em coelho guisado em azeite e cebola.
Temperei com sal, pimentão doce em pó, folha de louro, cardamomo em pó. Depois de alourar as pernas e lombos de coelho com a courgette com casca cortada em cubos grosseiros e a abóbora também em cubos, reguei com cerveja, não me lembro se também pus um tomate partidinho, lembro-me que pus um caldo de galinha.
E ficou a cozinhar em lume brando, muito tempo, que é o que o coelho precisa para adquirir a textura de que gostamos cá em casa.
Ah, o pecado da gula ...














