terça-feira, 7 de agosto de 2018

Nunca é tarde para degustar uma nova iguaria

Acho que a minha próxima tentativa de confeção culinária vai ser de comida Peruana, os 'ceviche' e 'causa' que provei pela primeira vez.
Pelo que provei, perguntei e pesquisei na net, reuni a seguinte informação preciosa: 'ceviche' é um prato confecionado com peixe cru fresco - experimentei em peixe branco a garoupa e em peixe escuro o atum, mas também pode ser feito com salmão, linguado, pescada, depende do gosto. Também pode ser feito com camarão, polvo ou lulas.
O peixe é cortado em filetes muito finos ou cubinhos pequenos, mergulhado completamente em sumo de limão ou lima, tapado o recipiente e colocado no frigorífico cerca de 4 a 6 horas. 
Na altura de servir, escorre-se parte do sumo, corta-se cebola roxa em tiras muito finas, abacate ou manga em cubos, bastantes coentros frescos picados, um pouco de oregãos, sal e pimenta, um pouco de azeite se gostar, e junta-se ao peixe.  
Gostei de uma variedade com garoupa e com um molho amarelado feito à base de sumo de lima onde foi desfeito 'Amarillo', uma espécie de pimento ou malagueta grande típica das especiarias do Peru, a que retiram as sementes.
A batata doce não sei como é preparada, mas acompanha o ceviche, no caso que provei vinha em rodelas alaranjadas. Parece estar cozida a vapor ou em limão com amarillo ou outro dos tipos de malaguetas ou pimentos do Peru.
'Causa' é puré de batata temperada com o amarillo, em camadas, com atum em cubos e/ou azeitonas em rodelas finas, polvo em rodelas finas.
Recomendo.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Reflexões de uma idiota - boom imobiliário

Como já tive oportunidade de vos dizer, a minha Mãe dizia que eu era uma grande idiota, porque tinha muitas ideias, umas boas outras más.
E era a refletir sobre a Vida que eu vinha esta manhã no comboio e depois à espera do metro, que no placard dizia que demoraria 9 minutos e tal para aparecer ...
Agora que muitos de nós fomos obrigados a prescindir das bem situadas casas no nosso país por não as podermos comprar ou manter, o que vai o Estado fazer às decerto enormes receitas recebidas por via de mais-valias, imposto sobre transações, ou outras taxas envolvidas nas atuais avultadas transações imobiliárias ? 
Pelo que tenho ouvido, não vamos aproveitá-las para recuperar os transportes públicos: vai diminuir o número de comboios disponíveis nas várias vias férreas do país, e a sua manutenção não vai melhorar.
Provavelmente estas verbas, talvez por ausência de um plano atempado de reinvestimento no setor carenciado dos transportes e outros (que se vai adiando sempre com a desculpa de falta de recursos financeiros), serão diluídas em gastos correntes, com benefícios nos prémios suplementares de tão competentes políticos, gestores de empresas públicas ou público-privadas, etc. Quando já se ouve falar em aumento de pensões, (e pior ainda se ouvirmos falar de outros benefícios de cariz pecuniário extraordinário para cada comum português), é de desconfiar sobre quem é que sairá realmente beneficiado do processo.
"Quando a esmola é grande, o pobre desconfia".
Especulação imobiliária é como todo o tipo de especulação, beneficia principalmente uma súcia de oportunistas espertos, que no nosso país estão em expansão.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Ribeira do Poço. Vila do Bispo.

Verão fresco. Lapas na chapa, perceves e moreia frita. La fora os clientes resguardam-se com mantas. Os petiscos são irresistiveis.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Doce de cerejas

Tinha no frigorífico um resto de uma caixa de cerejas do Fundão, que estavam a pedir salvamento. Era perto de uma tigela de sopa. Descarocei-as e pus num tachinho inox, com açúcar amarelo (cerca de um terço do volume das cerejas descaroçadas) e dois cravinhos da Índia. Pus o tacho no bico eléctrico em temperatura 2.
Depois de ferver um bom bocado, de criar líquido e de as cerejas se começarem a desfazer, retirei os cravinhos e juntei um pau de canela.
Ferveu mais um bom bocado, retirei o pau de canela, desfiz as cerejas, já bastante desmanchadas, com a varinha mágica, retirei do lume quando achei que a espessura estava boa, e deixei arrefecer.
Dá para comer com torradas, ou a acompanhar requeijão. Também dá para cobrir ou rechear bolos ou tartes.

domingo, 8 de julho de 2018

Séc. XVIII - Carl Philipp Emanuel Bach

Num fim de tarde de há uns três anos atrás, a caminho de Vila do Bispo para lanchar uns perceves/percebes (?não sei, mas ali na já modernizada antiga tasca, são sempre um luxo). 
Antena 2, música clássica/barroca, em velocidade moderada interrompida pelos constantes semáforos, quase todos agora substituídos por rotundas. 
E descobrimos as delícias da música para violoncelo (sinfonias e concertos) de Carl Bach. Procurem ouvi-la. Vale a pena.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Em atelier

Obsessivamente, como parece que dizia Picasso que um artista tinha de ser, fui construindo durante a noite de anteontem e o dia de ontem uma ideia de uma solução para a porcaria que fiz com o quadro das rosas, e apliquei-a ao fim da tarde quando cheguei a casa do emprego. Ora vejam lá se fica melhor assim :


quarta-feira, 2 de maio de 2018

Em atelier

Eu sou uma 'artista' insegura e incompreendida. Digo-o não com mágoa, mas com consciência de que a arte dá trabalho, e há uma fase quando crio em que fico na dúvida de aceitar incondicionalmente o que me sai à primeira ou forçar alguns ajustamentos em atenção às críticas que consigo compreender.





No feriado 1 de Maio saiu-me este quadro a partir de duas rosas artificiais brancas que comprei por ocasião de um almoço comemorativo. Têm estado no centro de mesa desde então, desenhei-as num envelope há umas semanas, e fiquei com vontade de as pintar, o que aconteceu agora.
Perguntei a um dos meus críticos privativos : "O que achas do quadro ?" e respondeu-me "...uma m$#%& branca sem contraste..."
De noite comecei a reparar que havia partes da tela 20x20 que não tinham tinta. Aquilo foi agitando o meu sono e não resisti a mexer no quadro esta manhã. 
Neste momento está assim :


Agora só me falta um outro crítico que eu tenho, que procura símbolos fálicos e outras obscenidades nas minhas obras, olhar e dizer-me : "No teu subconsciente estava um par de mamas ...".

segunda-feira, 16 de abril de 2018

O vaso de orquideas

Segundo um dos meus críticos privados, este quadro é mais 'vaso' do que 'orquídeas', parece-lhe que há ali qualquer coisa de desproporcional. 
Por isso chamei-lhe 'O Vaso'.
Ainda está em fase de atelier, porque os caules das flores ainda estão transparentes e luzidios (óleo de linho a mais). 
Mas olhei para ele e suspirei. Como dizia a minha Professora de pintura : "Está Belo !" (desculpem-me a imodéstia, mas deu-me gozo fazê-lo).


segunda-feira, 19 de março de 2018

Está pronto, ou talvez leve mais um toque

Neste dia do Pai, dedico o pequeno mas robusto quadro do Leão 20x20 a África, aos meus Pais, aos meus Tios, aos meus Padrinhos, Geração Valente em terras de mistério e de aventura. 
Faço votos para que os seus descendentes herdem a sua Valentia e o seu Coração.


segunda-feira, 12 de março de 2018

Em atelier

O meu primo ZM encontrou um rolo por revelar numa máquina antiga que foi do meu Pai e do Pai dele. Desse rolo revelaram-se preciosidades de África do final dos anos 50. 
Estou a inspirar-me numa delas para esta pequena mas robusta tela 20x20. Ainda não está pronta. Tenho medo de acabar por a estragar, e registo aqui uma fase que me deu muito gozo pintar na manhã de Domingo. 
Houve uma aberta de boa luz, de cerca de três horas, no meio da tempestade que tem mantido, nestes últimos dias, o céu muito cinzento e pouca luz para quem quer pintar.


terça-feira, 6 de março de 2018

Tempo de reformas

Parece que Tatiana veio da Rússia há uma dúzia de anos para me cortar o cabelo. Quem diria, eu tão pouco viajada com um corte de cabelo feito por uma russa.
Esta minha fase da vida está repleta de reformas : o meu médico reformou-se, tive de procurar uma médica mais jovem ; o snack onde almoçava tornou-se dispendioso demais para o que eu preciso de comer, passei a ir ao refeitório ; o cabeleireiro onde ia há 30 anos fechou, tive de procurar uma alternativa. 
E como Portugal está cheio de estrangeiros, a alternativa acabou por ser Tatiana, da Rússia, que não gosta de Lisboa. Prefere Sintra. E só vai à Rússia no tempo mais ameno, porque as roupas que tinha, adequadas ao frio de lá, já estão muito estragadas e fora de moda.
Pedi-lhe que mantivesse o estilo do meu corte. Tatiana estranhou a minha falta de exigências, e terminou dizendo, 'pôs nô quer nada spécial, ficá sô ássim ...' e fez um sorriso de desalento. Penso que preferiria mostrar-me como ficaria com um verdadeiro corte à russa.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Luar

Ontem fui despertando cêdo com uma ideia de um quadro que foi amadurecendo. Quando já havia luz suficiente para pintar, pus em prática o plano de construção : uma tela que por lá andava com qualquer outro fim que não terá ido avante; umas pinceladas de branco misturado com um niquiquiquinho de amarelo alaranjado, em cima à direita, um pouco abaixo onde já seria mar, e em baixo à esquerda para equilibrar; depois, muito azul da prússia, com preto e azul marinho, na zona do céu escuro e ligeiramente sobre o branco do luar; essa mesma mistura com um pouco de verde claro marinho para a área do mar; um pouco de ocre, a mistura escura e branco na zona da areia; rematar em branco puro para a espuma das ondas e com a lua, que se funde com os escuros e claros que já lá estão.
'A la prima', ou 'húmido sobre húmido'.


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Pelo Natal, a Pelorito ensinou-me a fazer bolachas

Ela chama-lhes 'Botões de Natal', e molda-as na forma de rodelas pequenas com rebordo e furos feitos com um espeto (com o palito os buraquinhos fecham quando a massa cresce).
Passei a fazê-las frequentemente para acompanhar a minha caneca de café com leite matinal. Tirei um pouco da manteiga e já não ponho a pitada de sal, e faço assim:
Ligo o forno a 180º.
Com uma colher de pau, misturo na tigela de bolos 120g de manteiga dos Açores com 100g de açucar. Junto o ovo inteiro, que ajuda a mistura. Finalmente 300g de farinha Branca de Neve (que tem fermento). Depois de misturar grosseiramente com a colher de pau, tem de se amassar com a mão, espremendo a massa entre os dedos até ficar uma pasta com que se consegue moldar uma grande bola.
Vá retirando pedaços dessa bola, rode-os na palma das mãos como se faz com a plasticina, espalme a massa numa base limpa em discos de +- 5mm de expessura, e corte as bolachas. 
Vá colocando as bolachas no tabuleiro do forno sobre papel vegetal.
Repita juntando a massa que sobra do corte das bolachas ao novo pedaço de massa, rode em bola com as palmas das mãos, espalme em disco e corte bolachas.
Eu uso uma forma de corte de bolachas em forma de flôr, mas fica ao seu gosto.
Quando terminar a massa, leve o tabuleiro com as bolachas ao forno. Levam cerca de 15 minutos a começar a alourar, e vá retirando as que ficam mais coradas, e tenha atenção que de repente elas começam a ficar rapidamente coradas.
E desta forma divirto-me com a recordação dos trabalhos de plasticina na escola primária.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Dia glorioso, o de ontem



O dia começou muito cedo para mim, e tive o previlégio de assistir a um nascer do sol desenhado a luz nas nuvens, em tons que variavam de suaves amarelos e rosas, até vermelhos, laranjas e roxos.
Na viagem de regresso, também cedo, uma turista sentada no banco à minha frente recolheu no seu telemóvel muitas fotos de luz branca refletida na água do rio e filtrada por nuvens belíssimas brancas e azuis cinza.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Começa assim, isto promete

Costumo fazer planos para começar bem cada ano, ter ah mão uma peça de roupa nova para vestir, nem que sejam umas cuecas, uns doces da época para disparatar a dieta, companhia carinhosa para ajudar a fechar bem o ano que acaba e a desembrulhar com um sorriso o novo ano que começa.
Mas este 2017 apanhou-me mesmo no finzinho com uma semana inteira de férias atacada de tosse e náuseas, e foi assim que me atirou para o primeiro dia de 2018.
Uma maneira inédita e nada planeada de passar o Ano.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Acordei no feriado com uma ideia para umas rosinhas de crochet

Há coisas que me entristecem, e há coisas que me alegram. Há coisas que atribuo aos espíritos sábios, há coisas que são muito terrenas e pouco inteligentes. Sou bafejada com momentos de bom-humor, e momentos de real 'chateação'.
Estes dias mais recentes houve de tudo.
Aqui fica um dos momentos bons.

Dedicadas a todos os que esperam da Vida muito carinho a dar e a receber.


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

No Japão há um povo que vive para além dos 100

Dizia uma notícia que alguns dos segredos de uns japoneses de uma certa região conhecida por os seus habitantes viverem para além dos cem anos eram : ter uma horta, que lhes permite usufruir de frutos e legumes frescos todo o ano, preservarem rituais e tradições antigas, orgulharem-se das suas raízes, e entre outras coisas manterem-se ativos mesmo nos seus tempos livres.
Eu tenho andado a aproveitar muitos dos meus tempos livres em casa para 'estender o esqueleto' a recuperar do sono que ultimamente não tinha durante a noite. Mas agora parece que recuperei o sono, não sei se graças aos 'caça-pesadelos' de que já falei aqui. Espero começar a aproveitar os meus tempos livres em casa para a pintura ou outros novos projetos, como dar uso à máquina de costura que o Filhote me comprou no Lidl.
Entretanto, esta tarde, com tarefas pendentes de feedback, aproveitei o vazio para mais um paint.
Cá vai.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Ontem nasceu mais um novo elemento da Humanidade

Ninguém o conhecia antes, nem mesmo a sua Mãe. 
Aposto que já tinham conversado muito um com o outro, já tinham ouvido música juntos e até já tinham ido juntos à apresentação de livros da Mãe, mas nunca se tinham olhado olhos nos olhos. Aquele ser pequenino e novo, que nunca ninguém antes tinha visto, nasceu ontem. Eu sou uma das suas Tias-Avós babadas à distância. 
Já vi uma foto dele, babygrow de estrelinhas porque é uma estrela na vida dos seus Pais e Avós, olhos fechados a refletir no que foi uma viagem alucinante, só sua, um segredo na proteção de um Universo interior encorajado pelas vozes que combinaram o seu nome.
Votos de muita Saúde e Felicidade para ele e para todos os que o amam.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

E onde estão as árvores ?

Numa época festiva de há alguns anos atrás, a minha Tia Lilita ofereceu ao Zezo um livro de fotografias alusivas ao Porto e ao rio Douro. Uma das fotografias tinha a legenda 'nascente do Douro'. Inspirada nessa fotografia pintei um quadro bem verdinho, com muitas árvores, que já publiquei aqui no blog.
Estou apreensiva com as notícias de que a nascente secou, e que agora voltou a ter água em consequência de um nevão, e os meus receios relacionam-se com a ausência de árvores nas fotografias que acompanham agora essas notícias : não se vêem as árvores, que na fotografia que nós temos rodeiam todo o percurso da nascente escolhido para a ilustrar.
Onde estão as árvores  ? 
Estas novas fotos são do mesmo local na nascente do Douro  ?
Se são, o que aconteceu às árvores ?

terça-feira, 21 de novembro de 2017

'Caça pesadelos'

Os feiticeiros das tribos índias americanas deviam saber bem o que estavam a fazer quando inventaram o 'caça pesadelos'. 
É aquele círculo com uma teia de fios no interior, enfeitado de penas, missangas, fitas de couro e outros amuletos. Pendura-se na janela do quarto de dormir, e a teia captura qualquer pesadelo que nos queira perturbar as noites de sono.
Espero poder fazer o meu próximo quadro inspirado nesse símbolo da sabedoria dos povos antigos.

domingo, 29 de outubro de 2017

Contigo

Cheguei a sonhar sermos a noite e o dia
que descansávamos à vez um pelo outro
e que por certo éramos eternos.

Quando ficámos à porta da casa vazia
marcámos num novo local o nosso encontro,
trouxemos connosco os nossos Verões e Invernos.

A Vida prossegue agora mais além.
Tu vens comigo e eu vou ser sempre tua,
caminhamos lado a lado a mesma rua.
Estamos sempre com quem mais nos quiser Bem.

domingo, 1 de outubro de 2017

Montesouros numa tarte de maçã

Pré-aquecer o forno a 190º.
Fazer a base igual à da tarte de lima :
200g de bolacha digestiva Continente picadinha na 1-2-3
4 colheres de sopa de açucar
100g de manteiga Açores derretida
Misturar bem, deitar na forma de tarte e calcar formando a base com rebordos. Vai ao forno 10 minutos, retira-se e deixa-se arrefecer.
Para o recheio, 4 peros verdes/amarelos de Montesouros, partidinhos em pedaços num tachinho de inox, 4 ou 5 colheres de sopa de açucar amarelo. Pôr a lume médio (pus em 3 de fogão elétrico) deixar cozinhar até ficar translúcida e macia, mexendo de vez em quando, juntar uma noz de manteiga Açores. Desfazer em puré com a varinha mágica e deixar arrefecer. Com a batedeira dos bolos, bater duas gemas com uma colher de sopa de açucar amarelo, juntar o puré de maçã, e bater mais 2 ou 3 minutos, para ficar um creme fôfo. Verter na base, alisar, e levar ao forno 30 minutos.
Servir fria.