quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Festas Felizes

Enfeitei menos, para não ter tanto que arrumar no fim. Comi menos e menos doces, bebi menos, para não ter depois um período demorado de ressaca de açucares e alcóol. 
Com a idade tornei-me desengraçada para festas. 


terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Padrinho

Ontem faleceu mais um coração de leão. Um dos que acompanharam os meus Pais em terras de África nos anos 50/60. Um coração forte de leão mais que centenário, sempre poderoso e protector.
Faz parte das pessoas que me ajudaram a chegar ao dia de hoje com fé, também na minha própria força, no meu próprio futuro e no futuro dos que amo, porque sempre senti que estava presente nos seus votos, no seu sorriso quente e acolhedor, sob a protecção do seu coração.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Em atelier

Por este andar é capaz de ficar pronto para o Natal. O trabalho em dourado não é fácil. O reflexo destaca o vaso quando olhado de alguns ângulos. 
Está a ser muito divertido.
Não sei se o vou oferecer ou se vai acompanhar-me cá em casa, junto com tantos outros.
Os quadros que me acompanham davam para fazer uma exposição, mas tenho pena de ter de os vender. Olho para eles e recordo cada momento de prazer na sua construção. Fazem-me bem.
Mas também me sabe bem oferecer os meus quadros às pessoas de quem gosto.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Em atelier






Para já foi uma sensação semelhante à de mergulhar as mãos em barro, algo bastante tridimensional !
Pintei o fundo com uma camada espessa da mistura de óleos de que resultou um belo lilás, e sem deixar secar mergulhei com um pincel mais pequeno tinta zul marinho e vermelho, e com outro tinta branca e amarela. O azul e vermelho da hortense é diferente do azul e vermelho do lilás. Pelo meio, deixando-me levar pelo entusiasmo do momento, pincelei umas pétalas cor de rosa, e delineei umas folhas verdes que não conseguiram impor-se.
O vaso em dourado desapareceu na camada de fundo.
Vai precisar de mais trabalho. Que fixe !

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Fases

Estou numa fase tipo boneco que quer manter-se dentro do ovo Kinder.
Perdi a tolerância aos familiares cada vez mais egocêntricos (como eu), aos amigos cada vez menos empenhados e mais injustos,  aos colegas cada vez menos compatíveis. 
A minha vida agora faz-se de frio profissionalismo, contactos fugazes, pouco compromisso emocional. 
"Cuidados paliativos".
Os que me são mais próximos felizmente estão bem nos seus próprios mundos. 
O meu mundo é cada vez mais pequeno.
Lá fora chove, e eu tive saudades de casa, de coisas que me rodeiam em casa. Móveis robustos, quadros, livros, peças de decoração e aconchego, aromas doces, cores suaves, música calma. 
Licores quentes, reconfortantes silêncios. 
O Outono no meu ovo Kinder.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

O pintor

Cheguei ao metro, bem cedo, e apanhei aquele lugar que gosto e costuma ficar com os outros dois lugares ao lado livres. Preparo-me para me 'espraiar' durante uns minutos, mas alguém se senta no lugar mais ao longe, e em seguida, no lugar do meio, um homem de macacão salpicado de tinta senta-se bem junto a mim. 
Pfff, vou ter de me encolher. Estarão todos aqueles salpicos de tinta já secos ? 
Os salpicos de tinta não são muitos, não tantos nem tão grandes como é costume ver em calças ou camisolas meio esfarrapadas de pintores de paredes. Será um pintor de paredes ? 
É um macacão de tecido suave, clarinho. A maioria dos salpicos é branca, mas há também umas dedadas de uma mistura rosada e outras ocre e esverdeadas. 
Cabelo grisalho, sem óculos. Os sapatos não estão salpicados.
Pensei num quadro de paisagem. Ou um fresco numa parede branca.
Um mestre experiente a inspirar-se numa jovem musa de formas delicadas. 
Um cavalete mais alto que ele, em madeira maciça.
Pinceladas largas e vigorosas, em transe.
Um pintor descalço.
Só posso dizer que é muito provável que seja um pintor.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

terça-feira, 16 de outubro de 2018

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Um bébé do Equinócio

Tia-Avó de novo, agora de um bébé nascido no Equinócio.
Nesse dia não escrevi nada sobre ele, tive um dia agitadíssimo e muito engraçado no trabalho, e acabei o dia com um jantar de excessos. 
Nos três passados meses andei a fazer dieta de álcool e doces, não emagreci muito mas acho que desinchei um bocadinho. Nesse jantar foi a desbunda.
De uma forma pouco coerente com o meu dia, mas sincera e coerente com o equilíbrio do Equinócio, desejei ao Francisco uma Vida equilibrada, e recebi duas fotos, uma mais crua e outra mais fofinha.
Parabéns Francisco !!!

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Filhote

Há muito tempo que uso a palavra 'Filhote' neste blog. Vou desvendar qual a música que me vem à ideia quando falo do nosso Filhote:
Música do Filhote

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Arroz de açafrão, feijão verde e cenoura

Para acompanhar uns bifinhos de porco do cachaço fininhos, temperados com pimentão doce em pó, alho, sal, fritos em azeite, margarina e no fim um cheirinho de vinho madeira, fiz um arroz saboroso.
Tirei o fio a uns cinco feijões verdes e cortei em pedacinhos como para a sopa mas bem fininhos de modo a cozerem mais rápido. Cortei em pedacinhos pequeninos meia cenoura descascada.
Num tachinho inox pus um fio de azeite, um pouquinho de cebola picada, um restinho de verde de uma alho francês já no fim cortadinho fininho, uma chávena de arroz Continente Europa, o feijão verde e a cenoura, uma colher de café de cardamomo em pó, sal, e duas chávenas de água amarelada com açafrão em pó.
Sempre em lume muito brando com a tampa semi-aberta pela colher de pau atravessada na beira do tacho (de maneira que não se queime), esteve a cozer até evaporar a água.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Insónia

Nunca fui de perguntar muito, de fazer boas perguntas. Não me lembro sequer se fiz as perguntas naquela conversa sobre os meus irmãos que faleceram à nascença, um pouco mais, outro nem quase. Dos nomes sei apenas o da menina, dos rapazes ou não soube ou já esqueci. As causas dos falecimentos, em detalhes dolorosos, estão-me marcadas pelas suas lágrimas já secas e silenciosas, e o seu testemunho profundo e em murmúrios, como se tivesse acabado de os adormecer e não os pudesse acordar.
Nunca fui de fazer as perguntas certas, também não era meu hábito contar memórias, e só me lembro de ter escrito um diário que penso que deitei fora. Mas fica aqui escrito, para o que der e vier.
No fundo, sem eu fazer perguntas, recebi sempre muita informação de que desconheço a relevância. Esta em particular é sensível, e espero que não choque ninguém eu estar a falar dela.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Bifinhos de frango no forno e arroz de tomate com alho francês

Tinha uns bifinhos de frango ainda meio congelados e aglomerados. Temperei-os com vinho branco, sal, pimentão doce em pó, alho picado. Coloquei-os num pirex, junto com a marinada, juntei umas nozes de margarina, e foi ao forno +- 200º. À medida que iam ficando quentes, separei-os para cozinharem por igual.
Entretanto para acompanhar, pus num tachinho inox um fio de azeite, a parte meio branca meio verde de um alho francês cortado em fatias fininhas, um pouquinho de cebola, sal e uma folha de louro. Juntei uma chávena de arroz agulha Continente Europa, duas de água, e um bom pedaço de polpa de tomate. Ficou a cozinhar em lume muito brando, desligando de forma a ser servido húmido.

Em atelier



A borboleta lá apareceu, embora a crítica privada não tenha identificado aquela pequena figura branquinha como uma borboleta. Parece que é porque não está na sua habitual representação 'espalmada'. 
Entretanto 'a maldição do meu crítico mais libidinoso' fez com que hesitasse no número e disposição das flores. Não foi suficiente acreditar que me inspiro inconscientemente nos princípios de harmonia do Ikebana.
Obtive uma crítica entusiasticamente positiva de um crítico inesperado via whatsapp.
 
O segundo elétrico arrancou já há alguns meses, mas ficou parado. Ontem dei-lhe um avanço, mas já vi que vou ter de o 'reformular'.

Um fim-de-semana em cheio no que respeita à pintura.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Nevoeiro de Verão

O som grave e quente de uma sirene de nevoeiro, pela manhã, transportou-me à minha infância: a segurança de um lar cuidado, a proximidade da praia, a maresia a acordar preguiçosa,  as aventuras e risos despreocupados, todas as minhas âncoras. 
O nevoeiro no mar a esfumar-se em terra. 
O cheiro a sal. 
Mais tarde, o sol aparece e começa um dia novo, nascido a custo e muito lentamente.
Esta manhã, um navio transportou-me à minha infância no conforto do som do nevoeiro.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Em atelier






O quadro da direita não pretende ser de eucaliptos, apesar de ter causado essa impressão ao Filhote. Surgiu quando ouvia o CD Amazónia, aqueles sons de ambiente, gritos de pássaros exóticos, chuva nas copas das árvores, água de pequenas cascatas.
O quadro da esquerda é um 20x20. Ainda está muito no início, comecei este Domingo, e a minha intenção é captar um momento numa imagem que passou a voar à minha frente.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Reflexões de uma idiota - Bullying

Para além do bullying juvenil de violência física ou psicológica, nos meios escolares mas não só, já reconhecido e largamente abordado hoje em dia,  tenho observado os contornos do bullying de injustiça no meio profissional, menos objetivo mas igualmente potencialmente devastador. 
Resulta muitas vezes de avaliações desfavoráveis,  erradas, distorcidas ou negligentes por parte das pessoas que rodeiam as vítimas, com intenção dolosa ou apenas por basófia, ignorância ou desconhecimento, e que acabam por ter alguma influência na atribuição de benefícios profissionais. Algumas características físicas ou de comportamento habitualmente fora da norma, por excesso ou por defeito, das próprias vítimas, não lhes são favoráveis.
As vítimas podem agarrar-se à sua própria auto-estima, que tem de ser inabalável, e procurar as coisas e pessoas que lhes fazem bem, hobbys, recordações gratificantes. Podem contar com a solidariedade de alguns familiares e amigos, embora este apoio também seja cansativo para quem o presta, e pode vacilar e até ser corrompido, porque as características menos favoráveis das vítimas estão sempre a ser expostas por quem exerce o bullying e pelo exercício de estratégias de defesa das próprias vítimas.
Tenham uma forte auto-estima, sejam gratos por todas as pequenas ou grandes bençãos que recebem todos os dias, tentem corrigir aquilo que causa desagrado desde que não vos seja fundamental, e pensem sempre naqueles que vos amam incondicionalmente.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Nunca é tarde para degustar uma nova iguaria

Acho que a minha próxima tentativa de confeção culinária vai ser de comida Peruana, os 'ceviche' e 'causa' que provei pela primeira vez.
Pelo que provei, perguntei e pesquisei na net, reuni a seguinte informação preciosa: 'ceviche' é um prato confecionado com peixe cru fresco - experimentei em peixe branco a garoupa e em peixe escuro o atum, mas também pode ser feito com salmão, linguado, pescada, depende do gosto. Também pode ser feito com camarão, polvo ou lulas.
O peixe é cortado em filetes muito finos ou cubinhos pequenos, mergulhado completamente em sumo de limão ou lima, tapado o recipiente e colocado no frigorífico cerca de 4 a 6 horas. 
Na altura de servir, escorre-se parte do sumo, corta-se cebola roxa em tiras muito finas, abacate ou manga em cubos, bastantes coentros frescos picados, um pouco de oregãos, sal e pimenta, um pouco de azeite se gostar, e junta-se ao peixe.  
Gostei de uma variedade com garoupa e com um molho amarelado feito à base de sumo de lima onde foi desfeito 'Amarillo', uma espécie de pimento ou malagueta grande típica das especiarias do Peru, a que retiram as sementes.
A batata doce não sei como é preparada, mas acompanha o ceviche, no caso que provei vinha em rodelas alaranjadas. Parece estar cozida a vapor ou em limão com amarillo ou outro dos tipos de malaguetas ou pimentos do Peru.
'Causa' é puré de batata temperada com o amarillo, em camadas, com atum em cubos e/ou azeitonas em rodelas finas, polvo em rodelas finas.
Recomendo.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Reflexões de uma idiota - boom imobiliário

Como já tive oportunidade de vos dizer, a minha Mãe dizia que eu era uma grande idiota, porque tinha muitas ideias, umas boas outras más.
E era a refletir sobre a Vida que eu vinha esta manhã no comboio e depois à espera do metro, que no placard dizia que demoraria 9 minutos e tal para aparecer ...
Agora que muitos de nós fomos obrigados a prescindir das bem situadas casas no nosso país por não as podermos comprar ou manter, o que vai o Estado fazer às decerto enormes receitas recebidas por via de mais-valias, imposto sobre transações, ou outras taxas envolvidas nas atuais avultadas transações imobiliárias ? 
Pelo que tenho ouvido, não vamos aproveitá-las para recuperar os transportes públicos: vai diminuir o número de comboios disponíveis nas várias vias férreas do país, e a sua manutenção não vai melhorar.
Provavelmente estas verbas, talvez por ausência de um plano atempado de reinvestimento no setor carenciado dos transportes e outros (que se vai adiando sempre com a desculpa de falta de recursos financeiros), serão diluídas em gastos correntes, com benefícios nos prémios suplementares de tão competentes políticos, gestores de empresas públicas ou público-privadas, etc. Quando já se ouve falar em aumento de pensões, (e pior ainda se ouvirmos falar de outros benefícios de cariz pecuniário extraordinário para cada comum português), é de desconfiar sobre quem é que sairá realmente beneficiado do processo.
"Quando a esmola é grande, o pobre desconfia".
Especulação imobiliária é como todo o tipo de especulação, beneficia principalmente uma súcia de oportunistas espertos, que no nosso país estão em expansão.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Ribeira do Poço. Vila do Bispo.

Verão fresco. Lapas na chapa, perceves e moreia frita. La fora os clientes resguardam-se com mantas. Os petiscos são irresistiveis.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Doce de cerejas

Tinha no frigorífico um resto de uma caixa de cerejas do Fundão, que estavam a pedir salvamento. Era perto de uma tigela de sopa. Descarocei-as e pus num tachinho inox, com açúcar amarelo (cerca de um terço do volume das cerejas descaroçadas) e dois cravinhos da Índia. Pus o tacho no bico eléctrico em temperatura 2.
Depois de ferver um bom bocado, de criar líquido e de as cerejas se começarem a desfazer, retirei os cravinhos e juntei um pau de canela.
Ferveu mais um bom bocado, retirei o pau de canela, desfiz as cerejas, já bastante desmanchadas, com a varinha mágica, retirei do lume quando achei que a espessura estava boa, e deixei arrefecer.
Dá para comer com torradas, ou a acompanhar requeijão. Também dá para cobrir ou rechear bolos ou tartes.

domingo, 8 de julho de 2018

Séc. XVIII - Carl Philipp Emanuel Bach

Num fim de tarde de há uns três anos atrás, a caminho de Vila do Bispo para lanchar uns perceves/percebes (?não sei, mas ali na já modernizada antiga tasca, são sempre um luxo). 
Antena 2, música clássica/barroca, em velocidade moderada interrompida pelos constantes semáforos, quase todos agora substituídos por rotundas. 
E descobrimos as delícias da música para violoncelo (sinfonias e concertos) de Carl Bach. Procurem ouvi-la. Vale a pena.