Depois do segundo dia de visitas em que as nossas reservas de marcha foram diminuídas por uma incursão não planeada aos 300 degraus de pedra para subir à cúpula do Sacré Coeur, fomos abençoados com uma visita de relaxamento nos jardins do Luxemburgo.
Tivemos direito a uma manhã soalheira com nuvens à vista, que um velho senhor oriental aproveitou para fazer tai-chi sob as copas das árvores, em comunhão com o silêncio das estátuas brancas ou de bronze e o distanciamento dos turistas em passeio. É um belo lugar para meditação.
Recostados por momentos em cadeiras estratégicamente distribuídas por todo o jardim, assistimos à largada de barquinhos à vela, no lago frente ao Senado, pelas crianças de várias nacionalidades que ali passavam (talvez a razão pela qual o lago é habitado apenas por um par de patos).
Em coincidência deu-se a inauguração de uma escultura ecológica. Numa refeição ligeira partilhámos des asperges blanches e um prato de poulet com um belíssimo puré de batata, um thé rouge glacé para ajudar a recompôr a vesícula.
Despedimo-nos da femme aux pommes, que nos brindou com uma chuvada que nos empurrou para debaixo dos abrigos do jardim, e regressámos a tempo de um Santo António com fresca sardinha assada.