quarta-feira, 27 de maio de 2009

Trabalho de equipa

Há situações em que o trabalho de equipa é vital.
Não estou a falar do trabalho, estou a falar da vida.
Esta manhã, no comboio, nos lugares reservados sentavam-se três cegos e uma acompanhante. Pelo que percebi a acompanhante era Mãe da jovem invisual. A jovem teria cegado há pouco tempo, o invisual mais velho dizia-lhe que não devia usar 'head phones' porque agora precisava de apurar bem o ouvido. Que não teria a Mãe sempre ao pé para a guiar. E dava-lhe exemplos de situações em que um cego pode recorrer aos restantes sentidos.
Eu estava a assistir a um pouco do que é preciso para orientar e treinar uma pessoa com deficiência visual.
O mais jovem, de uma localidade distante, iria hoje aprender pela primeira vez o caminho para determinado destino. Teria uma acompanhante à sua espera na estação para o ensinar.
Daí para a frente, terá de se orientar sozinho.

1 comentário:

pessoana disse...

Viste mesmo isto? Com olhos de ver?

As fragilidades do corpo assustam-me. Penso muitas vezes nelas.

No entanto, todos os dias vejo um episódio do Dr. House: meia-hora de infecções, diagnósticos e cirurgias.

Também há-de ser uma fragilidade do corpo, esta de ver o Dr. House.