quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A migração dos Gnus

Sempre considerei os gnus os mais patéticos de entre os animais selvagens africanos. Estúpidos e feios, mártires inúteis do reino animal. Alegoria da crueldade que a vida apresenta aos menos dotados.
Ontem gostei um bocadinho mais deles: notícias de África, mensagens do coração.
O sacrifício extremo dos gnus no seu caminho instintivo para outras pastagens africanas do outro lado do rio infestado de crocodilos lembrou-me uma das teses da velhice do Engº Pessoa:
"- O sofrimento no reino animal não pode ser da mesma natureza que o sofrimento humano em situações semelhantes, sob pena de o dia-a-dia dos animais selvagens ser comparável ao martírio dos cristãos nos circos romanos. A sua dôr estará decerto atenuada por alguma química analgésica ou outro sortilégio que fará com que o leão possa alimentar-se de uma gazela sem lhe causar um sofrimento horrendo. Deus não permitiria que fosse de outra forma".

2 comentários:

pessoana disse...

Olá!

Pois é, os gnus são umas bestas quadradas, mas também têm muita piada!

Gostei da citação! Só não percebi quem é o autor: é o avô ou o tio?

Um dia regresso ao blogue. Tenho andado noutras andanças, mas não tarda, volto.

Miuxa disse...

O Avô.
Saíu-se com esta um belo dia, numa altura em que já não conversávamos tanto, mas em que ele se preocupava em resumir lições de vida para quem o quisesse ouvir.