Sempre considerei os gnus os mais patéticos de entre os animais selvagens africanos. Estúpidos e feios, mártires inúteis do reino animal. Alegoria da crueldade que a vida apresenta aos menos dotados.
Ontem gostei um bocadinho mais deles: notícias de África, mensagens do coração.
O sacrifício extremo dos gnus no seu caminho instintivo para outras pastagens africanas do outro lado do rio infestado de crocodilos lembrou-me uma das teses da velhice do Engº Pessoa:
"- O sofrimento no reino animal não pode ser da mesma natureza que o sofrimento humano em situações semelhantes, sob pena de o dia-a-dia dos animais selvagens ser comparável ao martírio dos cristãos nos circos romanos. A sua dôr estará decerto atenuada por alguma química analgésica ou outro sortilégio que fará com que o leão possa alimentar-se de uma gazela sem lhe causar um sofrimento horrendo. Deus não permitiria que fosse de outra forma".
2 comentários:
Olá!
Pois é, os gnus são umas bestas quadradas, mas também têm muita piada!
Gostei da citação! Só não percebi quem é o autor: é o avô ou o tio?
Um dia regresso ao blogue. Tenho andado noutras andanças, mas não tarda, volto.
O Avô.
Saíu-se com esta um belo dia, numa altura em que já não conversávamos tanto, mas em que ele se preocupava em resumir lições de vida para quem o quisesse ouvir.
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