Tão pacíficamente como penso que gozou toda a sua longa vida, o Primo Ton morreu numa manhã da semana natalícia, recostado no seu cadeirão.
O enterro do Primo Ton trouxe à aldeia um grupo grande de primos-sobrinhos, entre outros familiares e amigos que lhe queriam bem. Num tempo de tristeza mas também de magia, soaram a rebate os sinos da Igreja do séc. XIX, de antiga talha dourada, enquadrando o cortejo fúnebre. E tocaram assim por várias vezes, sublinhando os últimos momentos de despedida até ao pequeno cemitério logo ali ao lado. Céu cinzento mas sem chuva, todos puderam rezar numa emoção tranquila.
Despedidas e reencontros, coisas que acontecem também no Natal.
1 comentário:
Na nossa família, o Primo Tom sempre teve um lugar muito especial nos nossos corações, muito graças à enorme e sólida Amizade que toda a vida o uniu ao meu Pai (que sempre lhe teceu os maiores elogios) e que transbordava frequentemente para nós, filhos, que o estimávamos, admirávamos e respeitávamos. Um genuíno exemplo de Homem Simples, Bom, Generoso, de sólidos princípios morais e um verdadeiro Amigo, qualidades que soube preservar admiravelmente, de forma quase imutável, durante toda uma vida. Paz à sua alma.
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