quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A síndrome da abóbora

Não consigo deixar de pensar que tropeço de vez em quando numa qualquer meia-noite e me transformo numa abóbora. 
Tenho tido épocas em que me sinto a viver a fase maravilhosa de um conto de fadas, mas mais ou menos abruptamente essas fases são interrompidas por momentos-abóbora.
Não tenho nada contra as abóboras, não as considero em si coisas más. No Natal costumo fazer sonhos de abóbora com o meu cara-metade, momento de comunhão espiritual que me é muito precioso, e gosto em geral de abóbora na sopa e em cubos nos guisados.
Mas ligo-a também a uma noção limite ou plafond de felicidade, como é retratada no conto infantil da Gata Borralheira.
O conto acaba bem, pelo menos para alguns dos personagens, ou talvez mesmo para todos, admitindo que a madrasta e as meias-irmâs não se importam de ser motivo de chacota do autor e dos leitores.
Vamos ver se o tempo me traz de volta algum sapatinho de cristal.

3 comentários:

ZMiguel disse...

Esqueceste-te da compota de abóbora. Mmmm....

Miuxa disse...

Tens razão ZMiguel. Estes últimos dias tenho andado a pender mais para o lado Gata Borralheira, assim ajudas-me a ver o lado positivo da abóbora.
Bjnhs

pessoana disse...

E pevides! Adoro pevides. São antioxidantes.
"Laurear a pevide", por exemplo, é uma coisa extremamente agradável! Eu, pelo menos, gosto.